terça-feira, 25 de setembro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (III)

Ainda em Santa Vitória, em 1991. No mês de junho daquele ano realizamos uma Semana Missionária na Granja Rancho Grande. Para lá se dirigiram dois seminaristas e alguns jovens. Na sexta-feira à noite fui celebrar a Missa de Encerramento. Lá chegando, eles me disseram que dois peões iriam ser batizados, pois haviam sido preparados por eles para o Sacramento. Durante a Missa, após a homilia, chamei-os, com os seus respectivos padrinhos, colegas de trabalho deles, com suas esposas. Fiz o Ritual do Batismo e, quando fiz a Unção com o óleo do Santo Crisma, ungi um deles que me disse:
"Seu Vigário, eu sou o Padrinho"
Assustado, eu perguntei se tinha batizado o vivente certo, ao que ele respondeu:
"Sim, a água o senhor jogou no afilhado, mas a 'graxa' o senhor colocou na testa errada."
Então eu respondi:
"Menos mal: uma graxa a mais, uma a menos não faz mal prá ninguém."
O difícil foi celebrar o restante da Missa sem ter acesso de riso...

Para rir: Micos de um Vigário (II)

Numa outra encomendação, também em Santa Vitória, eu, padrezinho novo, procurei ser simpático e, depois da reza, fui cumprimentar a viúva, que estava desesperada ao lado do caixão. Dei os pêsames, virei as costas e fui embora... Na verdade, aquela não era a viúva (fiquei sabendo mais tarde...), mas a amante do falecido. A viúva estava do outro lado, furiosa com o acontecido... Desde então sempre dou os pêsames de forma coletiva, me dirigindo a todos os que estão na capela mortuária, sejam elas viúvas ou amantes...

Para rir: Micos de um Vigário (I)

Lá pelos idos de 1991, eu, recém ordenado Padre, trabalhava como Vigário Paroquial de Santa Vitória do Palmar. Era minha primeira experiência de encomendação de morto. Não sabia nada de cor do Ritual de Encomendação. O dono da Funerária foi de carro me buscar. Eu peguei a estola roxa, o livro com o Ritual e a água benta. Lá chegando, o susto: na pressa eu peguei o Ritual de Batismo de crianças. Fazer o que? Discretamente, abri o livro e, tapando a capa com a mão, para não verem o título, fazendo que estava lendo, fui "inventando" umas rezas de Encomendação, de modo que não percebessem o mico. Graças a Deus não deu nada... o defunto foi bem "encomendado" para o céu...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A repercussão deste Blog



Fico impressionado com a repercussão positiva deste Blog. Muitas pessoas amigas o tem acessado e dado uma resposta bastante bonita àquilo que ele tem proposto em matéria de partilha de notícias e de reflexão. Até me deram a idéia de fazer um novo site, uma vez que o site feito no meu tempo de Áustria nem sei mais como atualizá-lo... Porém, eu acho que este meio (o Blog) é bem mais simples (envolve menos tempo e técnica...) e, portanto, bem mais eficaz. Quando ousamos ser criativos na Evangelização, todos os meios se tornam válidos e eficazes. Por isso, estou gostando muito deste Blog e dos comentários que muitos amigos estão colocando, pois esta é uma maneira de interagir naquilo que faço. Eu fico muito feliz quando as pessoas que amo interagem comigo e dizem que gostam do meu trabalho, pois sei que elas se tornam participantes na minha missão e na minha vida. Portanto, obrigado pelo carinho que vocês manifestam! Continuem assim!

domingo, 23 de setembro de 2007

Fotos diversas do Fórum

Com a Cris, secretária da Paróquia e o Daniel, meu afilhado.


Nosso Bispo falando no Fórum.


Com um casal amigo.



A Tenda da Diocese do Rio Grande

Reflexos do I Fórum da Igreja Católica no RS (20-23/09/2007)

Estou morto de cansado, mas não poderia deixar de colocar aqui as impressões que tive do I Fórum da Igreja Católica no RS, que se encerrou hoje. Dizer que estava excelente é pouco, porque superou todas as mais otimistas espectativas que se poderia ter deste Fórum. Foi a mais bela expressão de vida da Igreja Católica em terras gaúchas e posso dizer que tive o privilégio de poder participar deste momento. "A Igreja está viva", proclamava o Papa Bento XVI no início de seu Pontificado e pudemos constatar que ele não mentia ao dizer isto. Através das Conferências, dos Seminários, das Oficinas, das apresentações culturais e das Liturgias mostramos o quanto a Igreja vive e o quanto ela é bela e jovem. Resgatamos o nosso orgulho de sermos católicos, mas também vimos a necessidade de uma renovada conversão pastoral, para podermos fazer frente aos desafios que os novos tempos nos impõem. portanto, o Fórum não termina aqui, mas deve ter continuidade, nas reflexões e encaminhamentos que faremos em nossas Dioceses e Comunidades Eclesiais.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

I Fórum da Igreja Católica no RS: faltam 2 dias!!!!



Falta pouco mais de um dia para o início do maior evento da Igreja Católica em terras gaúchas. Poder participar do I Fórum da Igreja Católica no RS é um privilégio muito grande. Lá poderemos conhecer melhor o rosto da Igreja gaúcha, com todas as suas mais diferentes expressões. Poderemos, igualmente, manter contato com católicos de todos os quadrantes do nosso Estado, conhecendo suas realidades e desafios e também partilhar da nossa riqueza eclesial. Vai ser, para mim, igualmente, tempo de rever amigos e poder manter um papo amigo com gente que não vejo há anos, para juntos podermos louvar a Deus e agradecer o que Ele realiza na vida do seu povo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Filhos e filhas na volta...


Hoje a galera do Grupo Novo Amanhã vai vir assistir um filme, com suco e pipoca. É uma nova geração deste Grupo, que já tem 18 anos de existência. A maioria deles está na faixa de 14, 15 anos e aos poucos vão se aproximando, meio encabulados, ainda me chamando de "senhor", ahuahuahu...

Mas, com certeza, aos poucos eles vão se sentir em casa aqui na Paróquia e Casa Paroquial. É uma nova geração de filhos e filhas que vão descobrindo no Padre o seu pai espiritual e amigo e na Comunidade Eclesial sua segunda casa. Fico muito feliz pela proximidade dos jovens comigo e espero que eu possa ser para eles uma presença positiva da Igreja e sinal do carinho e da ternura de Deus.

Portanto, filhos e filhas, sejam bem vindos!

43. Nazareth (II)

Eu me surpreendo cada vez mais com as surpresas de Deus e com todo o cuidado e carinho que Ele me reserva. Confesso que eu entrei na Casa de Formação na sexta-feira completamente desanimado, pensando: "O que será que vai acontecer nesses dias? Será que vai ser tudo igual?" Mas Deus sempre surpreende. Valeu a pena ter vivido lá estes dias. Como sempre, a convivência com a galera me fez um bem imenso, renovando em mim o entusiasmo. Saio de lá com novos amigos, com novas experiências, com novo vigor.
Hoje, pela manhã, quando estava rezando, repassava todos os momentos e agradeci a Deus poder trabalhar com os jovens. Eu ajudo a evangelizá-los e eles me ajudam a ser melhor Padre. Eles se tornam filhos e filhas que Deus me dá e eu me torno melhor pai espiritual para eles...

Para pensar... Documento de Aparecida


"O sacerdote não pode cair na tentação de se considerar somente mero delegado ou apenas representante da comunidade, mas sim um dom para ela, pela unção do Espírito e por sua especial união com Cristo"

(Documento de Aparecida, 193)

43. Nazareth


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"Nazareth, Nazareth, Nazareth, em tuas terras encontrei a minha fé..."

Hoje inicia na Casa de Formação o 43. Nazareth da Diocese do Rio Grande. Pela vigésima terceira vez estou indo trabalhar lá como Diretor Espiritual. Sempre que tem Nazareth eu me encho de entusiasmo, pois conviver com os jovens é algo que me faz um bem enorme. Sempre saio de lá revigorado e pronto para os desafios que tenho de enfrentar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O legado que nos deixaram


Aliás, nestes momentos sempre fazemos memória de personagens que ajudaram a construir a história da Diocese do Rio Grande: D. Frederico, vários de nossos padres já falecidos, como o Pe. Beiró, Pe. João Werner, Pe. Nilo Gollo, Pe. Costa, Pe. Simão, Pe. Pedro Garcez, Pe. Egídio, Pe. José da Luz, vários religiosos e religiosas, inúmeros leigos e leigas... É bonito perceber que somos continuadores da história que eles participaram e responsáveis pelo legado que eles nos deixaram. Somos, portanto, responsáveis pela continuação dessa linda história de nossa Diocese e que aquilo que fizermos será lembrada pelas gerações que nos sucederem. Eu sinto uma grande alegria de poder participar dessa história e de poder deixar as marcas de minha presença na vida desta Diocese. Espero que minhas marcas sejam sempre positivas e que minha humilde contribuição auxilie a Igreja Particular do Rio Grande a seguir seus passos neste Terceito Milênio.

Hoje o Pe. Gianni Menegazzi, Cura da Catedral, recebe o título de Cidadão Riograndino. Ele merece todo o nosso carinho e amizade. Parabéns, Pe. Gianni!!!!


Diocese do Rio Grande: 36 anos de caminhada

Ontem a Diocese do Rio Grande celebrou seus 36 anos de fundação e de Ordenação Episcopal do seu primeiro bispo, D. Frederico Didonet. Uma Diocese não é apenas o "feudo" de um bispo. A Diocese deve ser a expressão local da Igreja Católica presente no mundo inteiro. Numa Diocese, cada católico exerce o seu papel, a sua função, tornando-se parte viva de uma Igreja viva.
Nós, padres, em unidade presbiteral com o bispo, somos responsáveis pelo pastoreio, não só de nossas Paróquias, mas da Igreja diocesana como um todo, auxiliando o bispo em tudo o que for necessário.
Portanto, a data de ontem diz respeito a todos nós, é festa de todos nós, todos estamos de parabéns, porque de uma forma ou de outra ajudamos a construir a história desta Diocese e nos sentimos parte viva dela.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Ser padre melhor para o povo de Deus

Hoje tivemos uma reunião extraordinária do Clero do Rio Grande, em São José do Norte. Esta reunião teve como objetivo fazermos um estudo sobre o livreto de preparação ao 12. Encontro Nacional de Presbíteros, em fevereiro de 2008, em Itaici, São Paulo. Refletir sobre a vocação e ministério dos Presbíteros é sempre uma oportunidade de conversão pessoal e pastoral, uma chance que Deus nos oferece para que sejamos melhores como pastores, a quem Deus confia o seu povo.