terça-feira, 2 de outubro de 2007

Trabalhos, trabalhos...

A segunda e a terça-feira da primeira semana do mês, a cada dois meses, é sempre cheia de atividades e reuniões. Ontem tivemos aqui em casa a reunião dos Padres... digamos... jovens... com o Bispo, reunião esta que sempre acontece nas vésperas da Reunião Geral do Clero. Foi um momento bastante descontraído e de alegre convívio. É bom e importante que tenhamos momentos assim, para tomar chimarrão, papear bobagens, colocar as fofocas em dia. Hoje, sim: a reunião é séria, com tema definido e tudo o mais. Aliás, hoje tenho na verdade QUATRO reuniões: Clero, Conselho presbiteral, Equipe Diocesana da Coordenação da Ação Evangelizadora (EDCAE, que nome pomposo, né?) e a avaliação do Fórum. Vai dar para cansar, mas eu gosto muito de tudo isso, pois, além de ser o meu chão, sei da necessidade de se buscar uma melhor organização pastoral. Vale a pena o esforço e o cansaço quando a gente faz aquilo que se gosta. Depois, uma boa noite de sono recupera tudo...

domingo, 30 de setembro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XIV)

Em Viena, quando cheguei, sem saber nada de alemão, tive que me virar como podia. Quando tinha que fazer compras, sempre optava por ir ao supermercado, pois lá não precisava falar nada com ninguém nem pedir informações: era só olhar o que precisava, colocar no carrinho, pagar e ir prá casa. Eu estava meio resfriado e fui ao supermercado. Lá chegando, entre as compras que fiz estava um pacote de lenços de papel. Cheguei na caixa. A mulher olha espantada para mim e eu não entendo o porquê do espanto. Só vou entender quando chego em casa e abro o pacote: não eram lenços de papel, mas absorventes femininos. Como lá eu sempre andava de clerygmann, imaginem o que a mulher deve ter pensado do Padre...

Para rir: Micos de um Vigário (XIII)

Não posso deixar de contar os meus "micos austríacos"... Lá chegando, em fevereiro de 2000, logo comecei a trabalhar como capelão da Comunidade brasileira de Viena. Na minha segunda semana lá, fui celebrar a Missa Dominical para os brasileiros, quando, na hora dos avisos, deram o recado que estávamos todos convidados para participarmos de um programa de televisão, na ORF, que é o canal de tv de lá. O programa de auditório seria sobre o Brasil, afinal era os 500 anos do descobrimento. Lá fomos nós no dia marcado. Eu, vestido a rigor, de clerygmann, sentei-me no fundo do auditório, do lado de uma brasileira que ia traduzindo tudo para mim, pois eu não entendia nada de alemão. Antes de começar o programa, o diretor explicou o funcionamento e como deveríamos nos portar. Ao me ver, vestido de padre, fez com que o assistente dele me colocasse na primeira fila. Gelei, mas fui e fiquei do lado de um austríaco, que não sabia nada de português. Começou o programa. Outros quadros, outros temas. E eu ali, gelado de medo, mas disfarçando, fazendo tudo o que faziam os outros, com cara de inteligente. Começou o quadro sobre o Brasil: uma reportagem, uma entrevista com alguns brasileiros e... música: samba. Entra a "Escola de Samba de Viena", formada por brasileiras que moram lá. Entram algumas com ... digamos... pouca roupa... e eu ali, sem saber se olhava, se aplaudia ou fazia o que... Finalmente termina a tortura... termina? Que nada! O pior estava por vir...
Começam outros quadros, outros temas. A entrevista final foi com um tal de "Dr. Sexo", um sexólogo, muito divertido pelo que percebi, pois todos sempre riam, e eu também...
De repente ele se levanta e diz em alemão (me contaram depois...): "Eu gosto de trabalhar com auditório, pois as pessoas mostram o que fazem, sem ter que sentir vergonha. Por exemplo: batam palmas aquelas pessoas que fazem sexo uma vez por semana!" A platéia começa a aplaudir... e eu também, sem entender o motivo, mas com cara de inteligente...
"Agora - diz ele - batam pé aqueles que fazem sexo três vezes por semana!" A metade começa a bater pé... e eu também...
"Finalmente, bata mão e pé quem faz sexo até três vezes ao dia!" Alguns começaram a bater mão e pé... e eu também...
Quando terminou o programa e a galera do Brasil me contou, passei o dia seguinte tentando evitar que os meus colegas vissem o programa e assim não soubessem deste mico total!!!!

Para rir: Micos de um Vigário (XII)

Na primeira vez que trabalhei na São José Operário, em 1993, oficiei um Casamento, um dos raros acontecidos na nossa Comunidade (espero que, agora, com a Igreja ficando bonita, mais Casamentos aconteçam aqui...). Na hora da bênção das alianças, o noivo pega do bolso e elas caem da sua mão no chão. É um alvoroço tremendo. Quando percebo, estavam o noivo, os padrinhos e o padre de quatro no chão procurando as alianças fugitivas. Como a luz era meio fraca, custou, mas acabaram sendo encontradas. Tempos atrás encontrei a noiva desse Casamento: mesmo com a confusão, a Bênção pegou; eles estão casados até hoje...

Para rir: Micos de um Vigário (XI)

Esta aconteceu aqui em Rio Grande, não faz muito tempo. Fui fazer uma Encomendação e levei a estola roxa, o Ritual e a garrafinha com Água Benta. Tudo corria na maior tranquilidade, quando, na hora em que fui aspregir o morto com a água, a tampinha saltou e foi parar direto no nariz do falecido, vindo a cair no chão... Mais do que depressa peguei a tampinha no chão e terminei o rito, saindo correndo para rir no carro...

sábado, 29 de setembro de 2007

Sugestão para o afilhado...

Aliás, Tiaguinho, poderias descobrir e comentar no teu "blogordão" a respeito dessa tradição da noiva sempre se atrasar para o Casamento... Deve ser algo bem interessante...
Aliás, já faço propaganda do teu blógui... http://www.blogordao.blogspot.com/
Acesse lá, pessoal!!!

Para rir: Micos de um Vigário (X)

Ontem oficiei o Casamento do Valério e da Rosana, na Igreja do Carmo. Atraso de uma hora e meia... No fim, ninguém ficou sabendo quem matou a Thaís, da novela, ahuahuahu... Mas este ainda não foi o recorde de atraso. Lembrei-me de uma vez que oficiei um Casamento no Chuí (aí acho que foi em 1999...) em que as noivas (eram dois irmãos casando ao mesmo tempo) atrasaram DUAS HORAS... Como eu tinha tempo e fome fui na churrascaria quase em frente da capela e fiquei comendo um bom espeto corrido, tomando coca light e vendo a novela, sempre de olho na Capela. Depois de jantar tranquilamente, fui para a capela e aí, sim, ameacei cancelar o Casamento se elas não chegassem em até cinco minutos. Bastaram apenas três minutinhos para estarmos iniciando a cerimônia...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Mais um mico engraçado... padre jogando paddle...

Micaço inigualável foi ter jogado Paddle (é assim que se escreve???) hoje, depois de 10 anos. Deveriam ter filmado a cena... Foi muito divertido, além de saudável, uma vez que o tempo que tenho para práticas desportivas é sempre muito restrito. Esse jogo é excelente para gastar energias e também para colocar sentimentos ruins para fora. A coitada da bolinha é que paga pelas raivas e stresses acumulados, ahuahuahu... Quero ver se continuo. Se alguém se habilitar...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Para pensar... Um mico que deve conduzir à conversão...


Estive agora celebrando a Santa Missa na Comunidade do Coração de Maria. Lá chegando, um rapaz, drogado, quase que totalmente bêbado, estava me esperando na Capela para me pedir dinheiro. Eu o conhecia da Fazenda Vida Nova. Eu disse que, talvez, no fim da Missa eu tivesse algum trocado. Ele ficou esperando. Passei a Missa inteira tenso, tremendamente desconfortável. "E se ele me assaltar?", pensava. Como deveria ser a minha reação diante dele? No fim da Missa, dei três reais para ele e mandei-o embora...

O desconforto que foi crescendo em mim não foi pelo medo de ser assaltado, mas pela constatação de que ele me incomodava por ser pobre, por ser excluído, por estar maltrapilho... Justamente na Festa de São Vicente de Paulo, doeu constatar que os pobres, os drogados, os mendigos e os excluídos me incomodam por serem do jeito que são. Descobri que me é muito mais reconfortante lidar com pessoas saudáveis, limpas, bonitas e simpáticas do que lidar com aqueles que se assemelham a Jesus Abandonado.

Que mico, Padre Gil! O senhor precisa se converter aos pobres, para ver neles a presença de Jesus...

Para rir: Micos de um Vigário (IX)

Quando trabalhava no Nazareth pelos anos de 93-98, certa ocasião, houve na Casa de Formação um "Nazarethzão", um dia de encontro de formação para os casais e jovens. No encerramento, pediram que eu motivasse a oração final. Todos nos demos as mãos e eu conduzi a reza: "Vamos rezar a Oração que Jesus nos ensinou, pelo nosso Movimento..." e assim continuei falando uns três ou quatro minutos mais e concluí, rezando piedosamente, com eles... a "Ave Maria..." Ainda bem que poucos perceberam o pequeno "engano"...

Para rir: Micos de um Vigário (VIII)

Vocês já viram morto de óculos? Eu já! certa feita, uma senhora pediu para ser sepultada de óculos e respeitaram a sua vontade... O complicado foi fazer a Encomendação olhando para a cena e mordendo os lábios para não rir. Foi algo insólito mesmo, mas vontade de morto tem que ser respeitada...

Para rir: Micos de um Vigário (VII)

Em Santa Vitória (puxa vida, como tem histórias de Santa Vitória!!!), certa feita fui fazer uma encomendação. O dono da Funerária foi me pegar e no caminho fomos falando de um fulano que havia falecido semanas antes. Lá chegando, fui fazer a Encomendação. Por duas ou três vezes, quando ia citar o nome do falecido, falava o nome do defunto anterior, para escândalo das viúva e dos familiares... Êta, desatenção esta do vigário...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (VI)

Também, uma outra vez, ainda em Santa Vitória, fui celebrar Missa na Comunidade Nossa Senhora dos Navegantes, no Porto. Como sempre, uma galera foi junto. No caminho, apostei como eu iria dizer na homilia que não havia entendido nada do Evangelho daquele fim de semana. Como fiz? Terminado o Evangelho, eu me sentei e perguntei pro povo:
"Vocês entenderam o Evangelho?" Todos disseram que sim. Então respondi: "Se entenderam me contem, porque não entendi nadinha..." Todos riram, mas foi a homilia partilhada mais perfeita que fiz na minha vida de Padre. É lógico que depois eu complementei o que faltava... Mas ganhei a aposta...

Para rir: Micos de um Vigário (V)

Numa das Granjas de Santa Vitória, numa Missa de domingo, lá pelos anos de 91/92, o Evangelho era do trigo e do joio. Este vigário, que não entende nada das lides campeiras, resolveu falar sobre o "inço", comparando-o ao joio, dizendo que não servia para nada e que era prá jogar fora. Durante a homilia eu notei que alguns peões riam, bem como os gerentes da Granja. No final, eles me disseram: "Padre, o inço é uma coisa muito boa para se dar aos animais. Nunca se joga fora. Inclusive aqui temos plantação disso, para fazer forragem para os bichos." Lá se foi todo o meu sermão...

Para rir: Micos de um Vigário (IV)

Em outro batizado, também em Santa Vitória, naqueles tempos de 91/92, na hora da unção com o óleo do Batismo, eu disse:
"Agora podem abrir a gola, no peito, para a unção."
Logo, uma das madrinhas começou a desabotoar a sua própria blusa, desconfiada do Padre tarado, e dizendo:
"Não sei o que o Padre quer com isso..."
Quase morrendo de rir, expliquei que era a gola do bebê, e não da madrinha...