domingo, 28 de outubro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XXXIII)

Numa outra Comunidade (que não vou identificar...), certa feita, anos atrás, eu fui com um seminarista celebrar a Missa mensal e depois tinha um encontro de Grupo de Famílias na Capela, com confraternização, em preparação ao Natal. Ficamos todos nos bancos e eu, já sem os paramentos, me sentei ao lado do seminarista. Começou a oração de uma dezena do terço e fizemos assim: os homens puxavam a primeira parte da reza e as mulheres respondiam. Éramos em apenas três homens: o seminarista, um caboclo e eu. Na nossa parte da reza, o caboclo não rezava e eu cutuquei-o, dizendo: "Somos nós, homens!" A pessoa se vira, sorri, meio que sem graça, e me diz: "Mas eu sô muié, seu vigário..." Só então que eu percebi que o caboclo era cabocla e estava até grávida... Não conseguimos terminar a reza, pois deu um acesso de riso em mim e no seminarista...

Para rir: Micos de um Vigário (XXXII)

Quando eu cheguei em Rio Grande, como Padre, pela primeira vez, fui nomeado para atender as três capelas da Ilha dos Marinheiros. Na primeira vez que fui atender a Comunidade da Santa Cruz da Marambaia, no caminho, num pequeno bote, pegamos chuva de pedra e ficamos todos muito molhados. Eu pensei que, com aquela chuva, que logo acabou, não teria ninguém na Missa, mas me enganei: a capela estava cheia. Enquanto me arrumava para a Missa, na sacristia, a mocinha que era sacristã me disse: "Padre eu queria rezar pela minha avó que faz 100 anos amanhã". Eu entendi que era Missa pela alma da avó da menina e no início da Missa anunciei a intenção: "Vamos rezar esta Missa pela alma de Fulana, que se estivesse viva amanhã estaria fazendo cem anos." Seguiu-se um ruído, com todo mundo falando baixinho, até que um cidadão levanta o braço e diz: "Padre, uma ressalva: ela ESTÁ VIVA!" Totalmente surpreso, dou uma risada e corrijo a informação, para alívio da "defunta", que estava no primeiro banco...

Para rir: Micos de um Vigário (XXXI)

Certa feita, lá pelos anos 93-94, eu estava celebrando solenemente a Missa Pascal na Comunidade Santa Rita, do Parque São Pedro, com direito a todas as orações cantadas, usando casula e solenizando todos os detalhes da Liturgia. Durante a homilia, feita com todo o esmero, de forma a emocionar toda a platéia, dou um passo para trás e solenemente tropeço num cachorro, que estava deitado bem no meio da Igreja, caindo solenemente de bunda no chão. Lá se foi toda a solenidade...

sábado, 27 de outubro de 2007

Piquenique no Cassino...

Ontem fomos ao Cassino, curtir a bonita tarde que estava fazendo. Comigo foram o Daniel, a Cristiane e a Priscila. Como bons farofeiros, compramos no supermercado de lá pães, "mortandela", patê e coca zero. Fizemos um piquenique na frente da Igreja Sagrada Família. Eis aí as melhores fotos do "evento"...






Curtindo o verão que vem...

Verão chegando... Embora eu prefira zilhões de vezes o inverno ao verão, temos que reconhecer as belezas desta estação que se aproxima, o gostoso que é tomar chimarrão na rua, conversando com os amigos ou então ir com a galera ao Cassino, passear na praia ou na Avenida. Se, por um lado eu sofro muito com o calor às vezes insuportável, por outro essas demais coisas são muito agradáveis, fazendo valer a pena curtir a beleza de cada uma das estações. Já fazem quase cinco anos que não tiro férias, por absoluta falta de grana e por causa do muito trabalho que tenho. Por isso, preciso aproveitar ao máximo as belezas naturais da nossa terra e, curtindo a família e os amigos, viver cada momento da vida.
A vida de um padre não pode se limitar apenas ao trabalho; é preciso dar-se de presente um tempo longo de lazer e descanso, afinal, ninguém é de ferro...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Fotos da Missa na Novena de São Judas Tadeu



Foto na frente da Igreja São Judas Tadeu

Com o meu amigo Padre John

Pregando na Missa

Com o Wolme e a Jandira

Para rir: Micos de um Vigário (XXX)

Eu tenho o costume de distribuir bênçãos por aí. Sempre que passo em frente do cemitério ou de algum hospital, abençôo os vivos e falecidos que lá se encontram. O mesmo faço quando passo por alguma ambulância, pois provavelmente ali está alguém precisando urgentemente ser abençoado por Deus e, como Ministro de Deus, tenho a missão de abençoar. Porém, às vezes acontece algum mico... Certa ocasião eu estava andando pelas ruas de nossa cidade quando vejo vindo ao longe uma ambulância. Logo, logo abençoei. Porém, quando se aproximou, não era uma ambulência, mas a caminhonete da net, que é branquinha e tem luz em cima. Bem que eles poderiam me dar um desconto na mensalidade, por terem sido abençoados no lugar da ambulância, ahuahuahu...

Um carinho dos meus jovens...

O cafezão da tarde...

" Todos os "trabalhadores juntos..."

Trabalhando...

Ontem, a galerinha do Grupo Novo Amanhã fez uma "faxina" total no pátio aqui de casa. Eram cerca de vinte jovens, a grande maioria novos no Grupo e na caminhadade Igreja, mas com uma garra total. O pátio estava tomado pelo mato e eles tomaram essa linda iniciativa. Depois, ficaram por aí, uns na "Lan Hause do Padre", outros tomando chimarrão no pátio, cantando e tocando violão. À noite, fizeram um luau (com direito á fogueira...) e janta. É claro que pelas onze e meia da noite corri com todos para suas casas, pois precisava dormir e eles também.
Esses novos "filhos e filhas" vão, aos poucos, conquistando o meu coração. Aos poucos vou me tornando, para eles, padre, pastor, amigo, confidente e pai, numa relação de amizade sadia e bonita.
Essa dedicação deles em arrumar o jardim da Casa Paroquial demonstra o quanto eles já se sentem "em casa" aqui e o quanto eles gostam de conviver entre si e com os outros. É este constante dar e receber que torna linda a convivência humana.

Para rir: Micos de um Vigário (XXIX)

O outro mico aconteceu há cerca de um ano, também no Colégio Marista São Francisco. Durante a Liturgia da Palavra eu acabo dormindo (mas dessa vez não ronquei...). Ao começar o Canto de Aclamação do Evangelho, eu me acordo assustado e pegando a patena, inicio imediatamente os ritos do Ofertório, que são depois do Evangelho e da homilia. Ainda bem que logo me dei conta e discretamente coloco a patena no lugar e me dirijo à Mesa da Palavra. ainda bem que acho que os Irmãos não se deram conta do fiasco...

Para rir: Micos de um Vigário (XXVIII)

Hoje de manhã quase dormi na Missa que celebrei para os alunos do Colégio Marista São Francisco. Havia acordado muito cedo e estava morrendo de sono. Isto me fez lembrar de dois micos referentes ao sono.
O primeiro aconteceu quando eu trabalhava na Paróquia Sagrada Família, lá pelos anos de 95-98. No mês de agosto, Festa da Sagrada Família, tivemos a presença do Bispo Diocesano D. José Mário. No altar, ele presidindo e eu concelebrando. Não sei porquê, mas não havia ministros ou coroinhas naquela Missa. No meio da homilia do Bispo, eu simplesmente começo a dormir e... a roncar desesperadamente. Como o altar da Sagrada Família é alto e distante do público, ninguém pode me alertar e todos assistem àquela cena inusitada. De repente, o Bispo olha para mim e então diz para o povo: "É, vamos concluir a homilia por aqui, pois não está agradando muito ao Padre Gil..." Eu acabo acordando com o riso do povo...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XXVII)

Em Santa Vitória, em 1991, a cada domingo eu aproveitava para ir celebrar Missas e batizados em Granjas do interior, algumas localizadas há mais de cem quilômetros da Matriz. Nos programas de rádio da Paróquia, nos sábados, eu avisava onde seriam as celebrações. Certa vez estava marcada Missa na "Granja dos Cury", localizada às margens da rodovia. Como no sábado fez um tempo muito bom, aproveitei para cancelar esta Missa e anunciei Missa em outra Granja, que ficava beeeem no interior, e que só é possível ter acesso a ela com tempo muito bom e seco. No sábado avisei a troca no programa de rádio e domingo seguimos para o Arroíto. Comigo foram a Ir. Liduvina e mais cinco jovens e adultos, na bagageira da saveiro da Paróquia. Na volta, cansados, ao passar pela frente da Granja dos Cury, percebi que tinham umas pessoas na frente da lanchonete da Granja. Comentei com a Irmã: "Será que eles não estão esperando para a Missa?" Entramos na Granja e perguntamos se eles estavam esperando a Missa. Disseram que sim. Então eu falei prá galera: "Turma, vamos descer prá uma Missinha extra..." E celebramos ali a Missa que estava fora da programação. Virou piada na Paróquia que "onde dois ou mais estiverem reunidos, o Padre Gil está no meio deles celebrando Missa..."

Algumas fotos a mais...

Indo com a galera jogar padel...
Semanalmente jogamos padel. Eles têm muito que aprender comigo, ahuahuahu...Faltam aí mais alguns desta "seleção"...

É ou não é para ter orgulho dessa turminha toda? Feliz a Paróquia que possui jovens atuantes, pois ela permanecerá eternamente rejuvenescida.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XXVI)

Ontem celebrei cinco batizados na Igreja de São José Operário. Durante a celebração, um dos ritos consiste na unção do peito da criança com o Óleo do Batismo. Chegando o momento, avisei aos pais para abrirem a roupa da criança, no peito, a fim de fazer a unção e solenemente ungi... a testa da criançada. Ao me dar conta, acabei tendo que "re-ungir" a criançada, agora, sim, no peito... Afinal, como eu disse ao peão aquela outra vez, em Santa Vitória, uma "graxa" a mais, uma a menos, não faz mal prá ninguém...

Reformas na Igreja



A segunda etapa das obras da Igreja de São José Operário estão concluídas: na primeira etapa foi construído o novo Presbitério; nesta segunda etapa, foi trocado o piso da Igreja e ela foi pintada internamente. Também estamos fazendo bancos novos e o "Puxado do Sadi" foi pintado. Agora faltam as etapas posteriores: pintar externamente a Igreja, fazer o Salão Paroquial, tirando as paredes internas do lado direito da Igreja e cercar a Igreja. Com a ajuda dos paroquianos e dos benfeitores, conseguiremos vencer esta empreitada.

domingo, 21 de outubro de 2007

Os Mártires Gaúchos



Neste exato momento estão sendo beatificados, me Frederico Westphalen, os Mártires Gaúchos: Pe. Manuel Gomez Gonzales e o coroinha Adílio Daronch. Padre Manuel, espanhol, trabalhava na Diocese de Santa Maria e atuava na região de Nonoai e Três Passos. Era época da Revolução Federalista e horrores aconteciam naquela região, com degolas e assassinatos brutais, onde era proibido dar sepulturas dignas para os mortos. Padre Manuel colocou-se contra essas barbáries e sepultava os mortos, realizando, assim, uma das Obras de Misericórdia. Ao ir celebrar a Páscoa nos lugarejos daquela região, acompanhado do jovem Adílio Daronch (que se tornou o primeiro beato gaúcho), foram ambos presos e martirizados. A Igreja gaúcha muito se alegra pelo testemunho desses mártires e pede a intercessão deles para que possa continuar testemunhando Jesus Cristo em nossos rincões. Que possamos ter, em nosso Estado, Padres corajosos e proféticos e coroinhas dedicados ao serviço da Igreja.