quinta-feira, 20 de março de 2008

A instituição da Eucaristia e o lava-pés



Dois dons o Senhor ofereceu à sua Igreja na noite da Quinta-feira Santa, poucas horas antes de seu Sacrifício Redentor na Cruz: o Sacerdócio Ministerial e a Eucaristia.


Unidos a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, nós, Padres, temos n'Ele a Fonte de nosso Sacerdócio. Pela pregação da Palavra de Deus e pela celebração dos Sacramentos, especialmente por meio da celebração da Santa Missa, o Padre é alguém que tem sua vida configurada à de Jesus Cristo. Sendo discípulo, é missionário também e coloca todas as suas forças e objetivos no Reino de Deus, com um coração sem divisões. Três devem ser as características que nós, padres, devemos cultivar em nossa vida e ministério: o amor oblativo, de doação total a Deus e aos irmãos; o serviço gratuito e generoso ao povo que nos é confiado, sendo testemunhas fiéis do Evangelho; a humildade de servidor, aquele que lava os pés, como Jesus o fez na Última Ceia.


O dom da Eucaristia, dom por excelência que Jesus faz de si mesmo à sua Igreja, deve ser vivido e cultivado por todos nós, com alegria e devoção. A Eucaristia é alimento e remédio para nossas almas, especialmente quando enfrentamos momentos de dificuldade e tentações. Quando adoramos Jesus no Santíssimo Sacramento e o buscamos na comunhão, em cada Santa Missa que participarmos, Ele nos fortalece nas lutas, nos cura e nos santifica. Renova em nós o ardor para buscar a santidade. Por isso, busquemos, com amor renovado, Jesus na Santíssima Eucaristia e veremos os milagres que Ele irá operar em nós cada dia de nossa vida

quarta-feira, 19 de março de 2008

Renovação das Promessas Sacerdotais




Celebramos, agora à noite, na nossa Paróquia, a Missa do Crisma, onde, nós Padres da Diocese do Rio Grande, concelebramos com nosso Bispo Diocesano a Santa Missa onde renovamos as Promessas Sacerdotais e onde foram abençoados os óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e foi consagrado o Santo Crisma.



Oportunidades como estas nos ajudam a encontrar novas motivações para a vivência do nosso Sacerdócio. Jesus, o Sumo Sacerdote, é a Fonte de onde encontramos o sentido da nossa vida e do nosso Ministério. O nosso Sacerdócio é o Sacerdócio de Cristo e a nossa missão é a dele. O seu Reino deve ser o nosso objetivo maior de nossas vidas. Portanto, na Semana Santa, este dia deve ser dedicado à oração pelos nossos Padres e dedicado por nós, Padres, à renovação de nossa vida ministerial. Que o Senhor, que nos chama, nos conduza por um caminho de fidelidade e de amor oblativo para com Ele e com os irmãos.


O Dia do Padre, na verdade não é o primeiro domingo de agosto, mas sim a Quinta-feira Santa, pois foi neste dia, na Última Ceia, que Jesus instituiu o Sacerdócio, juntamente com a Eucaristia.

terça-feira, 18 de março de 2008

A herança de Chiara Lubich


Hoje foi sepultada em Roma Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. Sua vida e seus ensinamentos a tornaram uma das mulheres de maior expressão na Igreja de nossos tempos. A espiritualidade proposta por Chiara tem na mística da Unidade e na contemplação de Jesus Abandonado a sua força vital. Não dá para viver a unidade que Jesus propõe sem tê-lo presente diante de nossos olhos e de nossas almas. Diante da proposta de um mundo cada vez mais egocêntrico, Jesus Abandonado por nós e para nossa Salvação é o modelo mais perfeito de quem deseja trilhar pelas sendas da santidade, pois faz com que possamos sair de nós mesmos e ir na direção do nosso semelhante, onde Ele está presente. Com muita facilidade nos colocamos como o centro do nosso universo interior e pensamos apenas no nosso bem estar e nos nossos probleminhas, com se fossem o maior problema do mundo. Jesus Abandonado nos apresenta uma maneira de ser diferente: ofendido, perdoa; abandonado, pensa nos outros; sofrendo, está em unidade com todos os sofredores de todos os tempos... Ou seja, para Jesus, a referência sempre é o outro e sua vida é total, completa e absoluta oblação, doação, amor...

Nada melhor do que meditar nesses dias toda a riqueza espiritual que Chiara nos deixa. Esta riqueza, acompanhando nossa Semana Santa fará com que esta seja bem vivenciada e alavanca para vivermos com intensidade a Páscoa do Senhor.

domingo, 16 de março de 2008

Rei ou bandido?


A Liturgia deste Domingo de Ramos nos coloca diante de um dilema não apenas litúrgico-espiritual, mas vivencial: diante de Jesus podemos nos posicionar de um modo ambíguo, dúbio, pois para nós Ele pode ser acolhido com todas as honras e glórias de um verdadeiro Rei e ao mesmo tempo pode ser condenado ao pior tipo de morte, por ser um perigoso bandido. Esta ambiguidade existente em nós aparece de modo claro na Liturgia de hoje: num primeiro momento, o aclamamos com nossos ramos e cantamos como os pobres de Jerusalém: "Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!" Logo a seguir, na mesma Liturgia, num segundo Evangelho, gritamos como o povo de Jerusalém (talvez muitos tenham participado de ambas as manifestações...) o "Crucifica-o! Crucifica-o!" De Rei a bandido bastaram alguns dias! Afinal, Jesus é Rei ou bandido para nós? Nós O acolhemos como Rei de nossas vidas ou temos vergonha dele, como se fosse um bandido?

A pergunta que não quer calar: quem é Jesus para nós? Pensemos nisso nesta Semana Santa!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Morte de Chiara Lubich


Hoje faleceu na Itália, aos 88 anos de idade, Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. Aqui a nossa homenagem a esta grande figura da Igreja de nossos tempos e nossa proximidade com os irmãos e irmãs de tão querido Movimento. A seguir, a nota divulgada no site do Movimento:


"Em uma atmosfera serena, de oração, e de profunda comoção, Chiara Lubich concluiu a sua viagem terrena nesta noite, 14 março de 2008, às 2 horas, aos 88 anos. Estava na sua casa em Rocca di Papa (Itália), para onde havia retornado do Hospital Gemelli, na madrugada de ontem, depois de ter expresso esse desejo.
Ontem, durante todo o dia, centenas de pessoas – parentes, colaboradores diretos e muitos dos seus filhos espirituais – passaram pelo seu quarto para lhe dirigir a última saudação; depois recolhiam-se na capela adjacente e reuniam-se no jardim, em oração. Uma procissão ininterrupta e espontânea. A alguns Chiara expressou algum sinal, apesar da sua extrema fraqueza.
Do mundo inteiro continuam chegando mensagens de participação por parte de líderes religiosos, políticos, acadêmicos e civis, e do seu 'povo'."

Diante do Amor apaixonado de Jesus por nós...


A proximidade da Semana Santa nos coloca diante do Amor que Deus tem para conosco. Um Amor infinito, verdadeiro, acolhedor. Um Amor de doação absoluta da vida inteira de um Deus feito carne, feito gente, de um Deus que se entrega totalmente, rebaixando-se até o estado de servo sofredor de todos.

Diante de Jesus abandonado não podemos ficar indiferentes. "O Amor não é amado", clamava há tantos séculos atrás o jovem Francisco de Assis. E a Semana Santa vem lembrar-nos disso: o Amor não é suficientemente amado por nós que, diante d'Ele ficamos apenas emocionados, apenas pensativos e nada mais... Diante do Amor apaixonado de Jesus por nós, torna-se urgente a nossa conversão, a nossa mudança de vida, de tal modo que nossa vivência cristã não seja uma mentira diante de nós, dos outros e de Deus mesmo. Diante do Amor de Jesus por nós torna-se urgente que busquemos a santidade, superando um estilo de vida medíocre, acomodado, de homem velho... É isto que o Senhor deseja de nós... que abandonando o modo de vida de homem velho, passemos a ser pessoas novas, renovadas, transformadas. Aí, sim, estaremos vivendo a Páscoa do Senhor.

domingo, 9 de março de 2008

"Lázaro, vem para fora!" (Jo 11,43)


"Lázaro, vem para fora!" (Jo 11,43) O chamado de Jesus ao defunto Lázaro foi eficaz. Aquele que estava morto havia quatro dias reviveu. Aquele que estava guardado, amarrado dentro de um túmulo fétido, retorna à vida. O Amigo Jesus vai ao encontro do amigo Lázaro e chora por ele, mas não permite que este fique sob o poder da morte, mas sim, que venha de volta à vida.

O pecado é a morte de nossa alma. O pecado nos conduz à uma morte em vida. Ficamos feito "zumbis", perambulando por aí, tristes, amarrados, fedidos. Porque o pecado nos amarra, tira de nossos olhos o brilho, de nossas almas a verdadeira alegria, nos torna frágeis, mornos, com uma "vida" sem sabor. Quando estamos amarrados pelo pecado, as trevas circundam todo o nosso ser e fica visível aos olhos de todos que estamos mortos. Talvez até consigamos disfarçar nossa morte diante dos outros, mas não diante do Senhor, pois Ele tudo vê e, da mesma forma que chorou a morte de seu amigo Lázaro, chora a morte de nossa alma.

Por isso ouçamos a voz do nosso Amigo, que grita diante do nosso túmulo, escuro e fétido: "Vem para fora!" Deixemos que Ele nos tire de lá, nos desamarre e nos conduza a uma vida nova, onde teremos a luz a brilhar em nosso semblante, onde teremos de volta o brilho no olhar, onde estaremos desatados, livres, para podermos amar verdadeiramente a Deus e aos nossos semelhantes.

Escolhamos, pois, a vida que Jesus nos oferece!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Em qual prato da balança colocamos nossas opções?


A Quaresma vai se aproximando do seu final. E, na medida em que vamos nos deixando conduzir pelo seu Espírito, vamos sendo levados por Deus a uma atitude de sincera e real conversão. Se, ao chegar no fim da Quaresma não estivermos realmente dentro deste espírito de conversão, então não estaremos em condições de viver e celebrar a Páscoa do Senhor.

Muitas vezes (e isto acontece até comigo!) temos uma relação bastante complicada com Deus. E esta relação acaba sendo prejudicial para nossas vidas, uma vez que queremos estar com os pés em dois mundos: um pé no Reino de Deus e outro num mundo de trevas e de pecado. Nossa vida fica num dualismo, onde acaba coexistindo dentro de nós algo de santo e algo de demônio. Ao tentarmos ser as duas coisas, acabamos não sendo nem uma nem outra, afinal "é impossível servir a dois senhores". Ao fazermos escolhas, não podemos ficar tentando encher os dois pratos da balança de nossos valores e de nossas opções. Se optamos pelos valores de Deus, é fundamental que toda a nossa vida esteja sendo vivida em Deus.

É claro que o pecado faz parte de nossa vida e inúmeras são as ocasiões em que pecamos a cada dia. Porém, o pecado não pode estar nas opções fundamentais de nossa existência. Como bons soldados, precisamos lutar contra ele, "combater o bom combate da fé". É extremamente grave quando livremente escolhemos o pecado nas nossas opções fundamentais, quando dizemos para nós mesmos e para nossa consciência: "Eu quero pecar, eu quero me afastar de Deus!" Quando acontece isso, estamos escolhendo a morte de nossa alma, estamos escolhendo o inferno. E somos filhos de Deus! Não somos destinados ao inferno, mas sim ao Reino! Por mais "alegria" que o pecado possa nos oferecer, jamais se compara à verdadeira felicidade que Deus nos concede, quando optamos por Ele.
Portanto, na balança de nossas opções fundamentais coloquemos os valores do Reino e os mandamentos de Deus. Deixemos que seu Espírito Santo nos ilumine, para que sempre mais encontremos a felicidade que o mundo não compreende, mas que é a felicidade que nós, cidadãos do Reino, compreendemos, aceitamos e vivemos em nossa vida.

sábado, 1 de março de 2008

A cegueira e a Luz


Jesus cura o cego de nascença. A cegueira, naquele tempo, assim como a lepra e demais enfermidades, era vista como uma maldição divina, um castigo justo para os pecados cometidos, seja pelo cego, seja por seus antepassados. Para Jesus não importa os pecados daquele homem ou de seus antepassados. Para Jesus, é essencial o fato dele não poder ver. Portanto, Jesus se preocupa com a situação daquele homem e toma a iniciativa de curá-lo.
Esta cura se dá em dia de sábado, o que era proibido pela Lei de Moisés. Jesus também não se importa com este fato, pois para Ele o sábado era para o homem e não o homem para o sábado. Portanto, para Jesus, o essencial naquele momento era o homem e sua necessidade, no caso, a necessidade de poder ver. E Jesus cura quele homem cego. Vai ao encontro de sua enfermidade e lhe devolve, com a visão, a sua dignidade: ele pode enxergar de novo, ele pode trabalhar de novo, ele pode voltar para sua casa e sua família.
Nossa cegueira vai além de alguma enfermidade visual que possamos ter. Ela pode ser uma cegueira física, como a do homem do Evangelho. Mas pode ser qualquer situação que vivamos e que nos impeça de enxergar as coisas ao nosso redor com clareza e discernimento. Às vezes, o pecado causa este tipo de cegueira e, com isso, perdemos a possibilidade de fazermos escolhas que nos conduzam à vida. Quando fazemos escolhas sem o discernimento correto, perdemos a luz da razão e agimos como cegos, sem senso de direção e sem o conhecimento do caminho a tomar.
O Tempo da Quaresma é um Tempo de pedir ao Senhor que abra os nossos olhos sempre que tivermos que tomar decisões ou fazer escolhas e, que pela luz do Seu Santo Espírito possamos ser iluminados no caminho da vida.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro


É interessante notar como o tempo tem suas travessuras! O dia de hoje (29 de fevereiro) só vai se repetir dentro de quatro anos. Esta, portanto, é uma data rara, que deveria ser comemorada, uma vez que só acontece de longe em longe.

Sempre que eu vivo uma data importante ou um acontecimento especial me pergunto: "Será que vou vivê-lo novamente?" Ou então: "Onde estarei e o que estarei fazendo quando esta data se repetir?" É claro que isso às vezes dá uma nostalgia danada, mas é um exercício interessante de se fazer. Onde estaremos no dia 29 de fevereiro de 2012? O que estarei fazendo naquele dia, quando eu tiver já os meus 45 anos?
O futuro, é claro, a Deus pertence. Ele é o Senhor do tempo e da história. Mas, vale a pena viver cada dia, sabendo que é único e irrepetível, principalmente em se tratando de dia bissexto. Portanto, vivamos bem este 29 de fevereiro, para que seja um dia inesquecível!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Passeio em Santa Vitória do Palmar


Estive fora durante alguns dias. Fui com o Pe. John até Santa Vitória do Palmar e Chuí, onde passamos momentos de agradável convívio com o Pároco de lá, Pe. Raphael, com seu estagiário, Andrei e com diversos paroquianos amigos.

Sair da rotina é sempre algo bom, pois nos possibilita um maior descanso, longe da agitação a que estamos jogados no nosso cotidiano. Ao mesmo tempo, estar com pessoas amigas para tomar um bom chimarrão, para poder jogar cartas ou ficar contando piadas ou falando bobagens nos ajuda a desestressar, melhora a nosso humor e dá uma boa sensação de bem estar e felicidade.

Foi muito bom esses dias que passei em Santa Vitória. Pude voltar com renovado entusiasmo e pronto para enfrentar mais um ano de trabalhos. Prometo que vou fazer essas "indiadas" mais seguidamente, a fim de me tornar mais humano, mais gente.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

É possível um cristianismo sem cruz?


É possível um cristianismo sem cruz? Os nossos tempos nos colocam diante da possibilidade de uma vida sem cruz, sem dor, sem sofrimentos. Isto, porém, é impossível, pois os sofrimentos e dores existem e fazem parte de nossa vida. Não precisamos buscá-los; eles vêm a nós com as mais diversas facetas. O que nos torna, a nós, cristãos, diferentes dos demais é a maneira como lidamos com tudo isso. Enquanto que quem não conhece a Cristo nem aceita a sua Cruz desespera diante das situações difíceis, o cristão assume e carrega a sua cruz, seguindo Jesus de perto. O carregar a cruz não significa uma apatia desanimada, uma resignação diante do inevitável; pelo contrário: significa uma postura de dignidade e de alegre esperança em Deus, que caminha conosco carregando nossa cruz na direção da Ressurreição.

Um cristianismo sem cruz é alienado, pois é um cristianismo sem o seu significado principal, sem Jesus e sem a vivência da proposta do seu Evangelho. Cristianismo sem cruz é uma paródia, uma imitação vulgar daquilo que Jesus veio ensinar e propôr.

Que possamos gritar para o mundo a nossa fé no Deus crucificado e ressuscitado, abraçando a cruz de cada dia com alegria e esperança, testemunhando para o mundo que o Senhor está ao nosso lado e nos ajuda sempre de novo a carregarmos as nossas cruzes.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

As águas de nossas "sedes"...


O que pode matar a nossa sede? Diversas são as "sedes" que aparecem em nossa vida e que podem afetar nossa existência. Quando estamos com sede de carinho e afeto, nada melhor do que a água refrescante da presença dos amigos. Quando estamos com sede de informação e cultura, nada como a água de um bom livro, de um bom filme. Nas horas de sede de tranquilidade e alegria, nada como um bom chimarrão em boa companhia, com boas piadas e conversa fiada. Enfim, se podemos saciar as nossas "sedes" com coisas boas, por que vamos continuar sedentos pela vida afora? Porém, não podemos esquecer que Jesus é a Água Viva, aquele que sacia todas as nossas sedes. Quando estamos com Ele e Ele é nossa Água, podemos nos sentir felizes e plenificados, na certeza de que Ele está e caminha sempre conosco.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Éa vida, é bonita e é bonita!!!!


Fiquei esta semana toda sem inspiração. Durante todos estes dias eu não sabia sobre o que falar, uma vez que todos fomos atingidos como que por uma grande tempestade. Dizer o que? Nada há que ser dito, a não ser que colocamos tudo nas mãos misericordiosas de Deus. O Evangelho de segunda-feira deu as tintas para que pudéssemos nos posicionar com clareza e serenidade: Assim falou Jesus: "Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados".

Portanto, falemos de vida! Redescobri aquele famoso sambinha de Gonzaguinha, "o que é, o que é". Falar de vida é sempre algo agradável, algo que nos faz bem. Quando acordamos a cada dia dispostos a viver com alegria aquilo que nos é proposto, a alegria vai sempre nos acompanhar. A vida é bonita e Deus sempre nos oferece de novo a agradável aventura de poder curtí-la. É entusiasmante viver! É maravilhoso poder se levantar diariamente e saber que sempre existe algo de bom reservado para nós e poder curtir cada dia como um presente precioso que Ele nos concede. Portanto, fixemos nossos olhares em Deus e no presente de nossa existência que Ele nos oferece, e assim seremos sempre felizes.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Jesus, um Oásis no deserto



Jesus transfigurado no Monte Tabor torna-se, para os seus discípulos, um oásis no meio do deserto de desfiguração que eles iriam experimentar dias após, acompanhando-o no mistério de sua Paixão e Cruz. Este oásis serviria para fundamentar a sua fé diante do desespero e da dor da perda do Mestre, durante aqueles três dias, antes de sua Ressurreição.

Precisamos de oásis no meio dos nossos desertos. Inúmeras são as situações em nossa vida em que experimentamos um sensação de deserto interior, onde a aridez toma conta e as tempestades nos tiram o senso de direção. Por isso, Deus, na sua bondade, nos oferece alguns oásis, onde poderemos encontrar alimento e água para a nossa alma, bem como abrigo e refúgio nas dificuldades da vida.
O que seria de nós se não houvesse o oásis da Eucaristia? Como seriam nossos dias sem o oásis da Santa Missa, quando podemos colocar na presença de Jesus todas as nossas aflições e necessidades, bem como os nossos sonhos e projetos pessoais? Como Pedro, devemos exclamar ao fim de cada Santa Missa: "Senhor, é bom ficarmos aqui!" (Mt 17,4)
A vida vivida em Deus não é uma vida sem cruzes, sem dificuldades e mesmo assim é uma vida de alegria plena. A vida, porém, vivida sem Deus, é uma vida amaldiçoada, onde o deserto, com todas as suas dificuldades, faz sentir a sua presença e desaparece toda e qualquer esperança, pois não há um oásis seguro para nos acolher e nos proteger. Pode até ter alguma alegria vazia de sentido, mas nada vale mais do que ter a presença de Deus constantemente a nos acompanhar.