sexta-feira, 4 de abril de 2008

Apenas cinco pães e dois peixes...


Foram apenas cinco pães e dois peixes... nada mais do que isto... apenas isto... Jesus poderia ter estalado os dedos e não apenas os pães sairiam do nada, mas até mesmo sanduíches poderiam surgir... afinal Ele é Deus, Ele tudo pode, Ele tudo faz...
Cinco pães e dois peixes... Ele quiz que fosse assim... uma pequena contribuição humana, uma ínfima parcela de participação, que bastaria para saciar a fome daquela multidão...
O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes Jesus faz ainda hoje; porém, quem dá a matéria-prima é o ser humano. Para saciar a fome de Deus que a humanidade possui, nós devemos fazer a nossa parte, dar a nossa parcela. Para a ação missionária e evangelizadora da Igreja, se fizermos a nossa pequena parte, Jesus faz o resto. O êxito da ação da Igreja depende do nosso esforço, mas principalmente da nossa adesão a Jesus, que permita que a Graça atue.
Esta é a experiência que estamos fazendo na Paróquia de São José Operário: após anos de constantes problemas e crises financeiras e pastorais, quando fomos capazes de dar nossos "cinco pães e dois peixes", a Paróquia reagiu e se renovou, não apenas na sua estrutura física, mas também na sua estrutura espiritual e pastoral. Demos passos de gigante, a partir do momento em que começamos a fazer as 72 Horas de Adoração e as Adorações Mensais, na primeira sexta-feira do mês, bem como após o início das Oficinas de Oração e Vida, que mexeu profundamente com a vida interior do Padre e dos paroquianos.
Por isso, continuemos a dar nossos "cinco pães e dois peixes" e deixemos que Jesus faça o milagre...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Aprendendo com Gandhi


Esta história me contaram nesta semana: Mahatma Gandhi, famoso líder espiritual dos hindus e libertador da Índia, já no fim de sua vida, todos os dias atendia centenas de pessoas que o procuravam e formavam filas imensas. Uma mulher levou seu filhinho até Gandhi e esperaram horas para serem atendidos. Quando chegou sua vez, a mulher disse a Gandhi: "Por favor, diga para o meu filho que não deve mais comer açúcar (por motivações religiosas)." Gandhi pensou, silenciosamente, e mandou que eles voltassem na semana seguinte. E assim aconteceu: uma semana depois, a mulher e o seu filhinho estavam lá, de novo, na longa fila. Quando foram atendidos, Gandhi olhou para o menino e disse: "Você não deve mais comer açúcar", e dispensou-os. A mulher, espantada, reclamou: "Por que o senhor não falou isto na semana passada. Assim não precisaríamos ter voltado e esperar este tempo todo!" Gandhi sorriu e respondeu: "É que até a semana passada eu ainda comia açúcar..."
Triste é aquele que diz: "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço." Triste é ensinar aos outros lições que ainda não praticamos, porque a autoridade de nossos ensinamentos reside na nossa capacidade de vivê-los. Enquanto ainda comia açúcar, Gandhi não sentia autoridade para dar conselhos para o menino. Foi necessário que ele se convertesse naquilo que ele iria aconselhar para que sua palavra surtisse efeito.
O que mais os Evangelhos falam a respeito de Jesus é sobre sua autoridade naquilo que ensinava, pois tudo o que Ele falava era acompanhado dos sinais que Ele fazia. Isto vale também para cada um de nós.
Portanto, aprendamos com Gandhi: só podemos dizer aos outros o que devem fazer quando estivermos nós fazendo, ou ao menos tentando fazer...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Noite de Reflexão do MFC

Dia 01. de abril dei palestra para o MFC sobre a Bíblia Sagrada, na sua Noite de Reflexão, na Casa de Formação. Eis aí algumas fotos:





Viver a vida em Deus


Jesus, ao seu amigo Nicodemos, fala, no Evangelho de hoje, a respeito de luz e trevas, a respeito de Julgamento e de Salvação. É muito bom perceber que a justiça de Deus é a Misericórdia, uma vez que nós jamais conseguiríamos ser justos ou dignos de permanecer na presença de Deus. A tendência que possuímos de julgar e condenar os outros queremos que Deus também tenha. Mas não é assim: Deus deseja sempre a nossa Salvação e a nossa Vida. Por isso, permanecer na Graça de Deus é resposta nossa ao Dom gratuito d'Ele para nós. Nós amamos a Deus porque antes fomos amados por Ele; nós buscamos viver na Graça porque antes Ele já havia nos dado a Graça para nossas almas; nós fugimos do pecado porque antes Ele pagou por nossos pecados, derramando o seu Sangue Precioso na Cruz. Nós não fazemos nada para merecer; antes, fazemos porque Ele, morrendo por nós, assumiu os nossos pecados.

Porém, assumir a Salvação por meio de Cristo não nos isenta de viver em Aliança com Ele, de viver de acordo com os seus Mandamentos e de configurar a nossa vida à de Cristo. E viver a Aliança, feita no dia do nosso Batismo, é sinal de felicidade plena, porque o pecado pode nos dar prazer, pode nos adar uma alegria superficial e passageira, mas viver em Deus nos possibilita uma felicidade que não é deste mundo, mas sim antecipação das alegrias eternas, pois é possívelviver já aqui e agora a alegria que será plena no Reino Definitivo.

sexta-feira, 28 de março de 2008

"É o Senhor!" (Jo 21,7)


O Evangelho de João é de uma riqueza impressionante, na medida em que coloca diversos momentos à luz da Ressurreição de Cristo. O encontro de Jesus Ressuscitado com os discípulos nos apresenta uma fonte inesgotável para a nossa meditação, dentro desta Oitava de Páscoa.

Os discípulos foram pescar no Lago de Tiberíades e após passarem toda a noite sem pescar nada encontram Jesus, mas não o reconhecem. Ele manda que pesquem de novo, agora lançando as redes à direita. Não tem como não reportar ao texto de Lc 5,1-11, que o coloca, porém, dentro do contexto da vocação dos primeiros discípulos. Provavelmente ambos os textos se referem a um mesmo acontecimento, mas o texto de João o coloca à luz Pascal. Quando pescamos sozinhos, ficamos sem pescar nada; quando pescamos com Jesus, a pesca é milagrosa.

João reconhece que é o Senhor, mas é Pedro que se veste e se joga na água, nadando na direção de Jesus. Pedro estava despido: é necessário colocar a veste batismal, jogar-se na água e ir ao encontro de Cristo. É esta a dinâmica batismal. Pelo Batismo, somos mergulhados na água, somos revestidos de uma veste nova, de filhos, de herdeiros e vamos na direção do Senhor.

Jesus mesmo prepara e serve o alimento. Parte dos peixes Ele já tinha; outra parte, os discípulos trazem. A Eucaristia é assim: trazemos as ofertas, mas é o Senhor quem prepara a Mesa e se dá como alimento.

Viram que riqueza este pequeno trecho, de João 21,1-14 nos oferece no dia de hoje? Nos coloquemos à disposição d'Ele para que a pesca seja abundante e deixemos que Ele nos alimente, para que nunca mais passemos fome.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Emaús


Entardecer de domingo. Dois homens caminham pela estrada que liga Jerusalém até a aldeiazinha de Emaús. São poucos quilômetros, maseles caminham devagar, desanimados, entristecidos, decepcionados. No caminho, a eles se junta um desconhecido, que logo é acolhido. Partilham com ele não apenas o caminho comum, mas também a sua dor e os motivos para estarem assim. O homem começa a explicar as Escrituras e a devolver o calor ao seus corações. Chegam ao local de destino e eles convidam o desconhecido: "Fica conosco, Senhor! Já é tarde e o dia termina..." O home fica e, ao partir o pão como que caem as fendas de seus olhos: "É o Senhor!" Não precisam mais de sua presença externa: Ele está ressuscitado dentro de suas almas, dentro de seus corações! Voltam correndo para Jerusalém, a fim de contar aos demais discípulos a Boa Notícia de que o Senhor está vido.

O Evangelho de Emaús é rico de conteúdo para nós. Desanimados, nós às vezes ficamos andando nas estradas de nossa vida, voltando para as nossas "Emaús", retornando para o nosso mundinho, mais seguro, é verdade, mas distante de nossos sonhos, de nossos ideais. E Jesus está caminhando ao nosso lado, mas não vemos, pois o olhar de nossa fé está vendado. Ele fala ao nosso coração, aquece-o, mas continuamos com o olhar vendado. Quando deixamos que Ele nos fale, nos alimente na Mesa da Palavra e na Mesa da Eucaristia, aí sim caem as vendas e nós O vemos. Ver o Senhor! Acolhê-Lo! Nossos corações em chamas, nossos olhos abertos dão ânimo e alegria para voltarmos para a nossa Jerusalém, onde partilharemos a alegria deste Encontro com o Senhor e todos curtiremos a paz que o Senhor Ressuscitado nos oferece.

terça-feira, 25 de março de 2008

O sentido do ALELUIA Pascal

O "ALELUIA" pascal, que estava trancado em nossa boca e em nosso peito pode agora ser proclamado. Este "ALELUIA" deve ser gritado, berrado, cantado em prosa e em verso, para que todos possam ouví-lo e, ouvindo-o, possam tambémse alegrar pela Ressurreição de Jesus Cristo. Mas este não deve ser um "ALELUIA" cantado e gritado apenas pela nossa boca, pois aí seria um grito vazio de sentido, alienado e não teria maior repercussão. O nosso "ALELUIA" precisa ser gritado com a nossa vida ressuscitada, onde reine em nossos corações o Senhor ressuscitado e em nossos atos a vida nova que Ele vem nos oferecer. Nossa vida é que dará razão para nosso cantar, é que dará sentido para a nossa alegria pascal. Portanto, vivamos bem nossa Ressurreição, vivamos buscando as coisas do alto!
Algumas fotos da Missa Pascal em nossa Paróquia:


Temos que reconhecer... ficou muito linda esta imagem, né?

Missa do Aleluia Pascal


Eu estava cansado... mas NÃO ESTAVA DORMINDO!!!! ahuahuahu

sábado, 22 de março de 2008

Fotos da Solene Vigília Pascal


Acontecida hoje, 22 de março. Nesta Vigília foi inaugurada a Imagem de Cristo Ressuscitado.
Cantando o Exultet

Glória! Inauguração da Imagem de Cristo Ressuscitado

Momento da homilia

Adoração a Jesus Eucarístico, após a Comunhão


O sentido da Solene Vigília Pascal



A Vigília Pascal é a Mãe de todas as Liturgias, uma vez que celebra o Centro de toda a nossa Fé cristã. Nela celebramos a Ressurreição de Cristo. Deus, que tinha um Plano de Amor de Salvação para a humanidade, resgata, por meio de seu Filho Jesus, a humanidade das garras do pecado e da morte. A luz da vida, representada pelo Círio Pascal, vence as trevas do pecado e da morte. A História da Salvação, cantada no Exultet e repassada na longa e belíssima Liturgia da Palavra faz com que compreendamos que tudo aquilo que aconteceu com o povo hebreu, no Antigo Testamento, acontece na vida e na alma de cada um de nós, que possui em si uma história de pecado e de Graça. A Ressurreição de Jesus torna-se a nossa vitória, assumida em nós por meio do Batismo.


Por isso, a Liturgia desta noite santa é eminentemente batismal, onde renovamos as promessas do nosso Batismo e retornamos à dinâmica salvífica em nossa existência. Se, pelo Batismo tornamo-nos filhos e filhas de Deus, por meio de Cristo, na Vigília Pascal esta realidade se renova e passamos a ser de novo aquilo que Deus quer que sejamos, de modo luminoso e pleno. Desta forma, a luz de Cristo, que ilumina o mundo, ilumina e transforma plenamente a nossa vida e o nosso coração! E na Liturgia Eucarística, que de novo é celebrada, após o silêncio de dois dias, o Senhor ocupa, de novo, o centro da vida da Igreja, reinando gloriosamente no altar de nossas igrejas e de nossos corações, bem como em todo o universo, como Rei e Senhor, vencedor do pecado e da morte.


Feliz e abençoada Páscoa de Ressurreição para todos!

Algumas fotos da Sexta-feira Santa

Caminhada das Sete Igrejas


Solene Liturgia da Paixão e Morte de Jesus na Igreja do Perpétuo Socorro
Solene Liturgia da Paixão e Morte de Jesus na Igreja de São José Operário

sexta-feira, 21 de março de 2008

Jesus, sinal de contradição



Por que Jesus foi preso, torturado e morto na Cruz? É claro que a primeira resposta que temos é que foi para a nossa Salvação. Assumindo nossos pecados, deu-nos vida nova e tornamo-nos pelo Batismo parte do seu povo.


Porém, olhando os Evangelhos, é necessária uma segunda resposta. Jesus morreu por causa de sua vida e como consequência de suas atitudes. Colocando-se frontalmente contra a maneira de ser dos líderes religiosos dos judeus e da maneira como viviam sua fé, Jesus proclama um novo tempo e traz uma nova proposta de ser, que escandaliza os fariseus, os saduceus e o Sinédrio. Ao rejeitar a maneira como se viviam as leis do Antigo Testamento, Jesus vai pronunciando o "Eu, porém, vos digo..." e, com isto propõe um desacomodar-se para os seus seguidores, daquele tempo e dos nossos tempos. Tornou-se, assim, um "sinal de contradição".


Sinal de contradição Ele o é também para os nossos dias, uma vez que a proposta de vida que Jesus nos faz é tremendamente desafiadora. Nós, cristãos, seus seguidores, somos chamados, pela nossa condição, a desafiar as regras que existem nesses mundo, onde se vive num verdadeiro paganismo prático. O secularismo, que propõe uma menira de viver "light" nos coloca contra a parede e quase que nos abriga a viver uma fé aguada, que não ilumina o ambiente em que vivemos e não nos torna diferentes por sermos cristãos. Acaba sendo uma fé sem sentido, sem conversão, sem transformação interior.


Por isso, ao contemplar Jesus Crucificado, sejamos desafiados a uma postura diferente, a uma abertura de coração à sua proposta para, mortos para o pecado, sermos ressuscitados para uma vida nova. O sinal de contradição que Jesus foi e é ainda hoje deve nos incomodar e este incômodo é positivo, pois torna-se força parasermos, como Ele, sinais de contradição na vida e no ambiente em que estamos.

quinta-feira, 20 de março de 2008

A instituição da Eucaristia e o lava-pés



Dois dons o Senhor ofereceu à sua Igreja na noite da Quinta-feira Santa, poucas horas antes de seu Sacrifício Redentor na Cruz: o Sacerdócio Ministerial e a Eucaristia.


Unidos a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, nós, Padres, temos n'Ele a Fonte de nosso Sacerdócio. Pela pregação da Palavra de Deus e pela celebração dos Sacramentos, especialmente por meio da celebração da Santa Missa, o Padre é alguém que tem sua vida configurada à de Jesus Cristo. Sendo discípulo, é missionário também e coloca todas as suas forças e objetivos no Reino de Deus, com um coração sem divisões. Três devem ser as características que nós, padres, devemos cultivar em nossa vida e ministério: o amor oblativo, de doação total a Deus e aos irmãos; o serviço gratuito e generoso ao povo que nos é confiado, sendo testemunhas fiéis do Evangelho; a humildade de servidor, aquele que lava os pés, como Jesus o fez na Última Ceia.


O dom da Eucaristia, dom por excelência que Jesus faz de si mesmo à sua Igreja, deve ser vivido e cultivado por todos nós, com alegria e devoção. A Eucaristia é alimento e remédio para nossas almas, especialmente quando enfrentamos momentos de dificuldade e tentações. Quando adoramos Jesus no Santíssimo Sacramento e o buscamos na comunhão, em cada Santa Missa que participarmos, Ele nos fortalece nas lutas, nos cura e nos santifica. Renova em nós o ardor para buscar a santidade. Por isso, busquemos, com amor renovado, Jesus na Santíssima Eucaristia e veremos os milagres que Ele irá operar em nós cada dia de nossa vida

quarta-feira, 19 de março de 2008

Renovação das Promessas Sacerdotais




Celebramos, agora à noite, na nossa Paróquia, a Missa do Crisma, onde, nós Padres da Diocese do Rio Grande, concelebramos com nosso Bispo Diocesano a Santa Missa onde renovamos as Promessas Sacerdotais e onde foram abençoados os óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e foi consagrado o Santo Crisma.



Oportunidades como estas nos ajudam a encontrar novas motivações para a vivência do nosso Sacerdócio. Jesus, o Sumo Sacerdote, é a Fonte de onde encontramos o sentido da nossa vida e do nosso Ministério. O nosso Sacerdócio é o Sacerdócio de Cristo e a nossa missão é a dele. O seu Reino deve ser o nosso objetivo maior de nossas vidas. Portanto, na Semana Santa, este dia deve ser dedicado à oração pelos nossos Padres e dedicado por nós, Padres, à renovação de nossa vida ministerial. Que o Senhor, que nos chama, nos conduza por um caminho de fidelidade e de amor oblativo para com Ele e com os irmãos.


O Dia do Padre, na verdade não é o primeiro domingo de agosto, mas sim a Quinta-feira Santa, pois foi neste dia, na Última Ceia, que Jesus instituiu o Sacerdócio, juntamente com a Eucaristia.

terça-feira, 18 de março de 2008

A herança de Chiara Lubich


Hoje foi sepultada em Roma Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. Sua vida e seus ensinamentos a tornaram uma das mulheres de maior expressão na Igreja de nossos tempos. A espiritualidade proposta por Chiara tem na mística da Unidade e na contemplação de Jesus Abandonado a sua força vital. Não dá para viver a unidade que Jesus propõe sem tê-lo presente diante de nossos olhos e de nossas almas. Diante da proposta de um mundo cada vez mais egocêntrico, Jesus Abandonado por nós e para nossa Salvação é o modelo mais perfeito de quem deseja trilhar pelas sendas da santidade, pois faz com que possamos sair de nós mesmos e ir na direção do nosso semelhante, onde Ele está presente. Com muita facilidade nos colocamos como o centro do nosso universo interior e pensamos apenas no nosso bem estar e nos nossos probleminhas, com se fossem o maior problema do mundo. Jesus Abandonado nos apresenta uma maneira de ser diferente: ofendido, perdoa; abandonado, pensa nos outros; sofrendo, está em unidade com todos os sofredores de todos os tempos... Ou seja, para Jesus, a referência sempre é o outro e sua vida é total, completa e absoluta oblação, doação, amor...

Nada melhor do que meditar nesses dias toda a riqueza espiritual que Chiara nos deixa. Esta riqueza, acompanhando nossa Semana Santa fará com que esta seja bem vivenciada e alavanca para vivermos com intensidade a Páscoa do Senhor.

domingo, 16 de março de 2008

Rei ou bandido?


A Liturgia deste Domingo de Ramos nos coloca diante de um dilema não apenas litúrgico-espiritual, mas vivencial: diante de Jesus podemos nos posicionar de um modo ambíguo, dúbio, pois para nós Ele pode ser acolhido com todas as honras e glórias de um verdadeiro Rei e ao mesmo tempo pode ser condenado ao pior tipo de morte, por ser um perigoso bandido. Esta ambiguidade existente em nós aparece de modo claro na Liturgia de hoje: num primeiro momento, o aclamamos com nossos ramos e cantamos como os pobres de Jerusalém: "Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!" Logo a seguir, na mesma Liturgia, num segundo Evangelho, gritamos como o povo de Jerusalém (talvez muitos tenham participado de ambas as manifestações...) o "Crucifica-o! Crucifica-o!" De Rei a bandido bastaram alguns dias! Afinal, Jesus é Rei ou bandido para nós? Nós O acolhemos como Rei de nossas vidas ou temos vergonha dele, como se fosse um bandido?

A pergunta que não quer calar: quem é Jesus para nós? Pensemos nisso nesta Semana Santa!