quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Quais são as nossas prioridades?
Mais um texto elaborado por mim para os meus alunos. Acho que ficou muito bom. O que vocês acham?
Quais são as nossas prioridades?
Por isso, desde a aula passada estamos trabalhando com aquela pergunta que nos orientará nas escolhas que desejamos fazer: “O que quero estar fazendo dentro de dez anos?” A resposta a esta pergunta é muito importante e é preciso que seja muito bem pensada, porque será a partir dela que estabeleceremos as nossas prioridades. Prioridade é aquilo que damos preferência na nossa vida. Não deve ser algo absoluto, mas sim algo predileto, para o qual nós iremos dedicar mais tempo, mais energia, até mesmo porque será algo do qual gostaremos mais. Não é verdade que nós gostamos de passar mais tempo com os nossos amigos do que com outras pessoas? Damos prioridade para eles e isso é bom. O mesmo acontece com o esporte que a gente gosta mais, com o jogo de computador que a gente curte. Portanto, tudo na vida é feito de escolhas, de prioridades.
As nossas prioridades são escolhidas a partir de metas que estabelecemos. Meta é o objetivo final de um projeto estabelecido. Vamos supor que a gente deseje estar no ano de 2021 morando nos Estados Unidos. Esta é a nossa meta, o nosso sonho, perfeitamente possível, o alvo para o qual direcionamos a nossa vida. Se eu quero ir morar nos Estados Unidos, eu devo me esforçar para aprender a falar e ler em italiano? Não! Minha prioridade será aprender inglês! Então eu vou fazer um bom curso de inglês e na escola vou me dedicar mais a esta matéria. Fazendo isso, em dez anos estarei escrevendo e falando perfeitamente inglês. É claro que isso vai exigir prioridade no meu tempo, mas se esta é a minha meta, vou fazer com dedicação e alegria.
Sempre a escolha de nossas metas e prioridades devem obedecer o nosso desejo de realização pessoal. Deve ser terrível alguém passar trinta, trinta e cinco anos de sua vida fazendo algo que absolutamente detesta, somente para ter salário no fim do mês. Quando planejamos a nossa vida, é preciso que nos perguntemos com sinceridade: “o que eu posso fazer que me dará felicidade e realização?” E, é claro, “o que eu posso fazer para que a vida das outras pessoas e da humanidade seja melhor?” Estas duas perguntas se complementam, pois, como seres humanos, somos “vocacionados” ao bem e a nossa felicidade passa pelo bem que podemos realizar na nossa vida pessoal e profissional. “É maravilhoso poder olhar para trás e perceber que deixamos os nossos passos marcados na vida de tantas pessoas” (Dom Edmundo Kunz).
Por isso, não deixe de sonhar e nem de ir atrás de seus sonhos! A vida é bela e é uma só. Cada dia desperdiçado é um tempo que não volta mais, é tempo perdido. Faça a vida valer a pena e dentro de dez anos verá que o investimento feito agora dará os frutos bonitos de realização pessoal.
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Fazer do tempo um aliado para os nossos sonhos
Custei a postar algo aqui. Mas agora desejo partilhar com vocês alguns textos que produzi para os meus alunos da sétima série da Escola Cristo Rei, onde dou aula de Ensino Religioso. Tenho curtido demais esse assunto. Ele me faz pensar muito e espero que ajude a tantos outros a pensar na vida, afinal... "é a vida, é bonita e é bonita..."
Fazer do tempo um aliado para os nossos sonhos
Deveríamos nos perguntar a respeito dos nossos sonhos e ideais. O que pretendemos estar fazendo no dia 02 de setembro de 2021? Como queremos estar, em termos familiares e profissionais? A resposta a essas perguntas nos ajudará a bem planejar a nossa vida, de forma que possamos correr atrás da realização desses objetivos. É claro que talvez ainda não tenhamos clareza a respeito do nosso futuro, mas é fundamental que desde já a realização do nosso futuro esteja no horizonte do nosso presente, para que não percamos tempo na busca de nossos sonhos.
A nossa vida possui diferentes aspectos que não podem nunca ser esquecidos. Temos uma família e devemos dedicar tempo para a convivência com eles. Temos responsabilidade com os nossos estudos, visando o nosso crescimento intelectual e uma futura vida profissional. Temos, ainda, nossos colegas e amigos, com quem gostamos de estar. E, é claro, não podemos nos esquecer de nosso lazer, tv, filmes, esportes, etc. É sempre bom, também, dar um espaço para Deus e a pratica da nossa religião. Por isso, a nossa vida deve ter todos esses aspectos presentes. Deixar um deles de lado faria de nós pessoas desorganizadas nos aspectos práticos, bem como sem saber quem somos, onde estamos e qual a direção da nossa vida. Como é o nosso dia-a-dia? O nosso tempo é bem dividido, de forma que o todo da nossa vida seja contemplado?
Vamos fazer a nossa vida valer a pena? Vamos torná-la uma coisa bonita de se ver e de se viver? Cada um tem o seu destino em suas mãos. O que fizermos dele é responsabilidade nossa. Será trágico chegar ao fim da vida e descobrir que não valeu a pena. Por isso, mãos à obra! Vamos começar a construir a casa da nossa vida, criando alicerces sólidos, que nos darão um amanhã formidável!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Aos amigos
Sou padre, mas não sou o dono da verdade. Não tenho o direito de te dizer que a minha verdade é melhor do que a tua. Aliás, detesto a atitude daqueles que se acham mais do que os outros e que vivem dizendo quem está certo ou quem está errado. Meu primeiro dever é apenas viver de acordo com aquilo que considero o meu ideal. Apenas viver, sem grandes explicações, porque explicar o testemunho deixa de ser testemunho. É claro que se pedem as razões da minha esperança, devo dá-las, mas jamais irei impor o meu testemunho com força, apenas com alegria. E é justamente esta a força do testemunho: a alegria de viver o Evangelho.
Quem convive comigo bem sabe que tenho verdadeiro escrúpulo de invadir a vida das pessoas, pois considero a liberdade algo de imenso valor. Nunca foi do meu feitio invadir a intimidade dos outros para dizer no que devem mudar. Cada pessoa tem a sua história, o seu tempo e os seus valores. Assim como eu exijo que respeitem as escolhas que faço na minha vida, procuro respeitar as alheias. Se elas são equivocadas, mais cedo ou mais tarde Deus irá mostrar. Afinal, quem sou eu para querer bancar Deus na vida dos outros? Portanto, jamais vou te dizer o que deves fazer ou não, assim como jamais vou querer saber de ti aquilo que não queres me mostrar. Mesmo muitas vezes sabendo muito daquilo que vives e fazes, respeito a tua individualidade e o teu espaço como algo sagrado. Mas, se algum dia quiseres e abrires a porta do coração, entrarei com tudo e tentarei ser um sinal de Deus para ti, assim como és para mim.
Surpreso? És um sinal de Deus para mim, sim! Pode até ser que em alguns aspectos da tua vida e de tuas escolhas estejas equivocado, tentado ou ainda com certa dificuldade de entender o que Deus quer de ti. Mas, quem não é assim? Um dia, se quiseres, te contarei os meus equívocos, as minhas tentações, bem como as dificuldades de compreender a Deus, O importante é que, mesmo assim, eu sei que tu és bom e procuras fazer bem aquilo que te é possível. És, portanto, sinal de Deus para mim.
Conviver é algo maravilhoso. Que o Evangelho não seja mais fosso, mas sim ponte. Que a leveza dele nos torne pessoas alegres, felizes e amáveis. Em suma: que nos torne santos.
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terça-feira, 7 de junho de 2011
Cristianismo de diáspora
Depois de muito tempo, finalmente uma postagem...
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sábado, 5 de março de 2011
30 anos da minha entrada para o Seminário
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Vinte anos de Padre! Obrigado, Senhor!
Vinte anos se passaram. Parece que foi ontem, mas já são vinte anos! Hoje celebro toda a caminhada feita nas duas últimas décadas, com alegrias e tristezas, em tempos de saúde e de doença, mas sempre com a presença amorosa do Senhor, que jamais me abandonou.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Centenário de Dom Frederico Didonet
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domingo, 31 de outubro de 2010
Dilma, a nossa Presidente!
Enfim deu Dilma: temos, desde o dia de hoje, a primeira mulher eleita Presidente da República do Brasil. Depois de dois turnos de uma campanha eleitoral feia, com acusações de ambos os lados, com muita agressão e o fato novo do uso da religião como tema de debate, hoje fomos todos às urnas. Seja como for, foi a festa da democracia!
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domingo, 26 de setembro de 2010
Trinta anos do meu "Milagre Vocacional"
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Sete dicas enquanto o Senhor não vem (Ricardo Sá - CN)
"É preciso dar a vida, senão não é amor"
Quarta dica: Fuja do mal. Com o mal a gente não dialoga, a gente foge do mal. Revistas, filmes, novelas... de que você precisa fugir? Ou a gente transforma os acontecimentos da vida para irmos para o céu, ou iremos para o inferno. Eu não aguento mais a minha superficialidade. “Senhor, livra-me do mal que me faz pecar”. Você precisa identificar as pessoas que te conduzem ao mal, fuja dessas pessoas. Você precisa dizer a essas pessoas: “assim eu não aguento, o problema não é com você é comigo”. Chega de escrúpulos e fuja para longe das pessoas que não te levam para Deus. Quinta dica: Vida apostólica. O que você tem feito por Cristo e sua Igreja? Há quanto tempo você não faz nada por Cristo e sua Igreja? Porque você está dodói? Talvez seu problema de saúde seja curado a medida que você trabalhe para Nosso Senhor. O Reino de Deus cresce em mim cada vez que dou de mim para os outros. A Igreja precisa de você com as capacidade que você tem. Vá na paróquia, eu duvido que você não encontre o que fazer.Sexta dica: Ame concretamente. Viva para os outros, tire os olhos de seu umbigo, tire os olhos de seus objetivos, ame. É preciso dar a vida, senão não é amor. Quais são as pessoas que faz você deparar com o que há de pior em você? Viver para os outros é dar uma atenção contínua a quem está ao meu redor. Sétima dica: Perdoar. Você precisa perdoar. Perdoe-me se você me viu de cara feia, nervoso. Eu preciso do perdão de vocês porque sou muito orgulhoso, arrogante e preciso do perdão de vocês. Perdoe em nome de Jesus.
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Retomando...
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Um oásis no deserto
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terça-feira, 6 de julho de 2010
O demônio meridiano
Na primeira metade de nossa vida (até cerca de 40 anos), temos totalmente saúde, energia, força para fazer todas as tarefas que nos são propostas. A própria vivência da vocação se dá de um modo praticamente natural, sem grandes esforços. O fato de sermos jovens atrai as pessoas e isso aumenta a nossa auto-estima. Ao chegar a fase dos 40 anos, estamos no meio dia da nossa vida (daí o nome demônio meridiano ou demônio do meio-dia). A partir dessa fase, inicia um caminho descendente, ou seja, começa a haver um declínio em todos os sentidos: na saúde física e emocional, na energia em realizar as atividades necessárias, que diminui e também começamos a perceber no horizonte o fim da vida.
Ao mesmo tempo em que enfrentamos tudo isso, chega-se ao meio caminho na vivência do sacerdócio ministerial. Em janeiro próximo estarei celebrando 20 anos de padre. Após esse tempo, a pergunta que muitas vezes faço é: “Valeu a pena?” Valeu a pena todo esse tempo dedicado? Valeu a pena abrir mão de constituir família e a possibilidade de fazer alguma carreira mais “rentável”, para, na pobreza, nos trabalhos e na solidão, servir e amar sabendo que na maioria das vezes não teremos retorno ou compensação? Todas essas perguntas muitas vezes passam pela minha cabeça e meu coração. Porém deixo claro: jamais passou pela minha cabeça deixar o ministério ou abandonar o barco! A tentação do demônio meridiano consiste em deixar a vida seguir, sem sal, sem luz, sem entusiasmo. Fazer aquele “basicão”, sem o “plus” que às vezes é tão necessário na vida do padre e que sempre procurei ter como característica. Tenho procurado fazer bem todas as coisas, mas muitas vezes por meio de um imenso esforço e com um tremendo cansaço. Graças a Deus, a Missa é, para mim, a maior fonte de Graça, que me fortalece mesmo nos momentos mais difíceis.
Fiz questão de partilhar essa descoberta e esses momentos que vivo. São momentos difíceis, mas que fazem parte da vida do padre e, por isso mesmo, são momentos belos e enriquecedores. Assim vocês podem descobrir que o padre é alguém humano, que passa pelas crises que qualquer ser humano passa na sua existência e que vai vivendo sob luzes e sombras, crescendo e declinando, na direção da velhice e da morte. Espero que essa partilha ajude vocês a entender e a entender-se, uma vez que todos nós enfrentamos ou enfrentaremos, mais cedo ou mais tarde, o demônio meridiano. O melhor exorcismo para esse demônio é a oração confiante diante de Deus e o alimento da Eucaristia e da Palavra de Deus. Que possamos exorcizá-lo para encontrar, em Deus, a nossa Paz!
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Mostardas e Tavares
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