quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A alegria de ser padre...

Quais são as nossas prioridades?

Mais um texto elaborado por mim para os meus alunos. Acho que ficou muito bom. O que vocês acham?

Quais são as nossas prioridades?

Tudo na vida é resultado de nossas escolhas e temos que pagar o preço de nossas decisões. Mas não dá para viver sem escolhas. O problema é que nem sempre pensamos quando tomamos decisões e acabamos agindo por instintos, o que geralmente não dá certo. Por não termos projetos de vida, acabamos não tendo prioridades e corremos o risco de passar pela vida sem realizar nada. Isso seria a maior tragédia que poderia ocorrer com alguém!

Por isso, desde a aula passada estamos trabalhando com aquela pergunta que nos orientará nas escolhas que desejamos fazer: “O que quero estar fazendo dentro de dez anos?” A resposta a esta pergunta é muito importante e é preciso que seja muito bem pensada, porque será a partir dela que estabeleceremos as nossas prioridades. Prioridade é aquilo que damos preferência na nossa vida. Não deve ser algo absoluto, mas sim algo predileto, para o qual nós iremos dedicar mais tempo, mais energia, até mesmo porque será algo do qual gostaremos mais. Não é verdade que nós gostamos de passar mais tempo com os nossos amigos do que com outras pessoas? Damos prioridade para eles e isso é bom. O mesmo acontece com o esporte que a gente gosta mais, com o jogo de computador que a gente curte. Portanto, tudo na vida é feito de escolhas, de prioridades.

As nossas prioridades são escolhidas a partir de metas que estabelecemos. Meta é o objetivo final de um projeto estabelecido. Vamos supor que a gente deseje estar no ano de 2021 morando nos Estados Unidos. Esta é a nossa meta, o nosso sonho, perfeitamente possível, o alvo para o qual direcionamos a nossa vida. Se eu quero ir morar nos Estados Unidos, eu devo me esforçar para aprender a falar e ler em italiano? Não! Minha prioridade será aprender inglês! Então eu vou fazer um bom curso de inglês e na escola vou me dedicar mais a esta matéria. Fazendo isso, em dez anos estarei escrevendo e falando perfeitamente inglês. É claro que isso vai exigir prioridade no meu tempo, mas se esta é a minha meta, vou fazer com dedicação e alegria.

Sempre a escolha de nossas metas e prioridades devem obedecer o nosso desejo de realização pessoal. Deve ser terrível alguém passar trinta, trinta e cinco anos de sua vida fazendo algo que absolutamente detesta, somente para ter salário no fim do mês. Quando planejamos a nossa vida, é preciso que nos perguntemos com sinceridade: “o que eu posso fazer que me dará felicidade e realização?” E, é claro, “o que eu posso fazer para que a vida das outras pessoas e da humanidade seja melhor?” Estas duas perguntas se complementam, pois, como seres humanos, somos “vocacionados” ao bem e a nossa felicidade passa pelo bem que podemos realizar na nossa vida pessoal e profissional. “É maravilhoso poder olhar para trás e perceber que deixamos os nossos passos marcados na vida de tantas pessoas” (Dom Edmundo Kunz).

Por isso, não deixe de sonhar e nem de ir atrás de seus sonhos! A vida é bela e é uma só. Cada dia desperdiçado é um tempo que não volta mais, é tempo perdido. Faça a vida valer a pena e dentro de dez anos verá que o investimento feito agora dará os frutos bonitos de realização pessoal.

Fazer do tempo um aliado para os nossos sonhos

Custei a postar algo aqui. Mas agora desejo partilhar com vocês alguns textos que produzi para os meus alunos da sétima série da Escola Cristo Rei, onde dou aula de Ensino Religioso. Tenho curtido demais esse assunto. Ele me faz pensar muito e espero que ajude a tantos outros a pensar na vida, afinal... "é a vida, é bonita e é bonita..."

Fazer do tempo um aliado para os nossos sonhos

duração da nossa vida não é por demais longa. Comparada aos bilhões de anos do universo, a vida humana é um sopro, quase nada. Portanto, não há tempo a perder para fazer com que os anos passados entre o nosso nascimento e a nossa morte possam valer a pena. Em geral perdemos muito tempo. Passamos a maior parte dos nossos dias vivendo em um ócio inútil. É verdade que às vezes é bom ter momentos de lazer, de diversão e convivência com os familiares e amigos. Mas, momentos são momentos. Também é importante salientar que perdemos boa parte do nosso tempo devido ao fato de não estarmos focados em objetivos que sejam determinados e determinantes em nossas decisões fundamentais. Se, por exemplo, eu quero ser médico no futuro, devo focar minha atenção nesse objetivo. Vou procurar ler sobre o assunto, vou procurar maiores informações sobre os ramos da medicina, vou caprichar nos estudos para ser um bom médico. Isso vale para qualquer área profissional e vocacional para a nossa vida. Uma casa, para ser construída, precisa de alicerces. Hoje estamos construindo aquilo que desejamos ser amanhã. Se a “construção da casa” da nossa vida não tiver um bom alicerce, de nada adiantará construí-la, pois cairá na primeira tempestade.

Deveríamos nos perguntar a respeito dos nossos sonhos e ideais. O que pretendemos estar fazendo no dia 02 de setembro de 2021? Como queremos estar, em termos familiares e profissionais? A resposta a essas perguntas nos ajudará a bem planejar a nossa vida, de forma que possamos correr atrás da realização desses objetivos. É claro que talvez ainda não tenhamos clareza a respeito do nosso futuro, mas é fundamental que desde já a realização do nosso futuro esteja no horizonte do nosso presente, para que não percamos tempo na busca de nossos sonhos.

A nossa vida possui diferentes aspectos que não podem nunca ser esquecidos. Temos uma família e devemos dedicar tempo para a convivência com eles. Temos responsabilidade com os nossos estudos, visando o nosso crescimento intelectual e uma futura vida profissional. Temos, ainda, nossos colegas e amigos, com quem gostamos de estar. E, é claro, não podemos nos esquecer de nosso lazer, tv, filmes, esportes, etc. É sempre bom, também, dar um espaço para Deus e a pratica da nossa religião. Por isso, a nossa vida deve ter todos esses aspectos presentes. Deixar um deles de lado faria de nós pessoas desorganizadas nos aspectos práticos, bem como sem saber quem somos, onde estamos e qual a direção da nossa vida. Como é o nosso dia-a-dia? O nosso tempo é bem dividido, de forma que o todo da nossa vida seja contemplado?

Vamos fazer a nossa vida valer a pena? Vamos torná-la uma coisa bonita de se ver e de se viver? Cada um tem o seu destino em suas mãos. O que fizermos dele é responsabilidade nossa. Será trágico chegar ao fim da vida e descobrir que não valeu a pena. Por isso, mãos à obra! Vamos começar a construir a casa da nossa vida, criando alicerces sólidos, que nos darão um amanhã formidável!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aos amigos

Eu posso dizer que devo tudo a Jesus Cristo, à sua proposta de vida e ao seu Evangelho. Pelo menos dois terços da minha vida eu já dediquei ao seu Reino. Graças a Ele, fiz grandes amizades e tenho conhecido pessoas maravilhosas, que tem feito a minha vida valer a pena. Mas posso dizer que o contrário também tem acontecido. O mesmo Evangelho que é ponte na direção de muitas pessoas que amo também se torna um profundo fosso, que me afasta de outros, a quem também amo e quero bem. Este afastamento se dá pelo fato de que nem sempre sabemos dialogar com os diferentes. Isto acontece por um duplo preconceito: de um lado, posso muitas vezes agir como um velho fariseu, que olha para o outro com um olhar de acusação, como que querendo jogá-lo no inferno. Mas, por outro lado, o preconceito também é real: de repente, posso ser visto como alguém moralista, que deseja sempre ensinar para os outros, apontando o que deve ser feito ou evitado. Traduzindo: um verdadeiro chato!
Sou padre, mas não sou o dono da verdade. Não tenho o direito de te dizer que a minha verdade é melhor do que a tua. Aliás, detesto a atitude daqueles que se acham mais do que os outros e que vivem dizendo quem está certo ou quem está errado. Meu primeiro dever é apenas viver de acordo com aquilo que considero o meu ideal. Apenas viver, sem grandes explicações, porque explicar o testemunho deixa de ser testemunho. É claro que se pedem as razões da minha esperança, devo dá-las, mas jamais irei impor o meu testemunho com força, apenas com alegria. E é justamente esta a força do testemunho: a alegria de viver o Evangelho.
Quem convive comigo bem sabe que tenho verdadeiro escrúpulo de invadir a vida das pessoas, pois considero a liberdade algo de imenso valor. Nunca foi do meu feitio invadir a intimidade dos outros para dizer no que devem mudar. Cada pessoa tem a sua história, o seu tempo e os seus valores. Assim como eu exijo que respeitem as escolhas que faço na minha vida, procuro respeitar as alheias. Se elas são equivocadas, mais cedo ou mais tarde Deus irá mostrar. Afinal, quem sou eu para querer bancar Deus na vida dos outros? Portanto, jamais vou te dizer o que deves fazer ou não, assim como jamais vou querer saber de ti aquilo que não queres me mostrar. Mesmo muitas vezes sabendo muito daquilo que vives e fazes, respeito a tua individualidade e o teu espaço como algo sagrado. Mas, se algum dia quiseres e abrires a porta do coração, entrarei com tudo e tentarei ser um sinal de Deus para ti, assim como és para mim.
Surpreso? És um sinal de Deus para mim, sim! Pode até ser que em alguns aspectos da tua vida e de tuas escolhas estejas equivocado, tentado ou ainda com certa dificuldade de entender o que Deus quer de ti. Mas, quem não é assim? Um dia, se quiseres, te contarei os meus equívocos, as minhas tentações, bem como as dificuldades de compreender a Deus, O importante é que, mesmo assim, eu sei que tu és bom e procuras fazer bem aquilo que te é possível. És, portanto, sinal de Deus para mim.
Conviver é algo maravilhoso. Que o Evangelho não seja mais fosso, mas sim ponte. Que a leveza dele nos torne pessoas alegres, felizes e amáveis. Em suma: que nos torne santos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Cristianismo de diáspora

Depois de muito tempo, finalmente uma postagem...

Estamos na Novena de Pentecostes, um tempo privilegiado de colocar-se, com Maria e os Apóstolos no Cenáculo, numa atitude de espectativa, esperando a vinda do Espírito Santo, o novo "Hálito de Deus", que vai transformar o ser humano de bonecos, mortos pelo pecado, em criaturas novas, para uma nova criação.
Jesus, na Oração Sacerdotal (Jo 17), nos oferece uma proposta de vida, que deve ser levada bastante à sério: a proposta de vivermos o nosso cristianismo na perspectiva da diáspora. O conceito de diáspora está relacionado com aquilo que Jesus ali reza ao Pai: "Eu já não estou no mundo; mas eles estão no mundo, enquanto eu vou para junto de ti" (Jo 17,11).
O cristão deve ter consciência da sua cidadania. Nós somos cidadãos do céu, do Reino de Deus. Estamos aqui, vivemos com os outros, mas numa situação de diáspora, ou seja, nossa casa não é esta e nosso modo de viver tem que manifestar essa realidade. A mística do Reino deve alimentar a nossa ação concreta, nossa moral, nossa ética, nossa prática. O cristão no mundo deve ser fermento do Reino de Deus.
Somos poucos; somos frágeis; somos pequenos. Entretanto, a força da mensagem do cristianismo se encontra justamente nisso. por sermos poucos, frágeis e pequenos, devemos estar unidos para tornar o Evangelho a nossa força principal e, assim, sermos capazes de, profeticamente, com nossa vida, anunciar o Evangelho e fazer do testemunho a nossa principal missão.

sábado, 5 de março de 2011

30 anos da minha entrada para o Seminário

No dia 05 de março de 1981, às 16 horas, eu estava entrando para o Seminário, em Pelotas, uma vez que ainda não existia o Seminário de Rio Grande. Portanto, hoje completo trinta anos de uma das mais importantes datas da minha vida, pois nesse dia eu dei um passo decisivo rumo ao sacerdócio ministerial. A partir desse dia, a minha vida ficou inteiramente dedicada ao Senhor e à sua Igreja. Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de serví-lo e peço a graça da fidelidade a Ele e ao serviço por Ele assumido ao povo que me é confiado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vinte anos de Padre! Obrigado, Senhor!

Vinte anos se passaram. Parece que foi ontem, mas já são vinte anos! Hoje celebro toda a caminhada feita nas duas últimas décadas, com alegrias e tristezas, em tempos de saúde e de doença, mas sempre com a presença amorosa do Senhor, que jamais me abandonou.
Quanta gente entrou e saiu da minha vida! Quantos morreram e quantos nasceram nesse tempo todo! Hoje toda essa gente passou pela minha memória, assim como todos os grandes momentos vividos. Passados vinte anos, posso dizer: É BOM SER PADRE! SOU FELIZ SENDO PADRE! Que o dia de hoje seja de gratidão ao Senhor por tudo o que vivi e vivo dentro do Ministério Presbiteral que me foi confiado. Muito obrigado, Senhor!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Centenário de Dom Frederico Didonet

Dom Frederico Didonet

27 de dezembro de 1910
27 de dezembro de 2010
100 Anos
"A Deus, a glória; ao próximo, a Salvação; a mim, o trabalho."
"Vim para servir!"

domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma, a nossa Presidente!

Enfim deu Dilma: temos, desde o dia de hoje, a primeira mulher eleita Presidente da República do Brasil. Depois de dois turnos de uma campanha eleitoral feia, com acusações de ambos os lados, com muita agressão e o fato novo do uso da religião como tema de debate, hoje fomos todos às urnas. Seja como for, foi a festa da democracia!
Agora começamos uma nova etapa: já temos presidente eleita, governador eleito, Congresso e Assembléia Legislativa prontos para começar a governar os nossos destinos. Na cidade, temos prefeito e vereadores já há dois anos trabalhando. Pode ser que esses não tenham sido os nossos eleitos, os que gostaríamos de ver lá (alguns eu ajudei a eleger com o meu voto; outros, não...), mas agora temos a obrigação cristã de rezar por eles e de ter respeito e obediência a eles. Na oração pela Pátria, feita quando acontece a Bênção do Santíssimo Sacramento, rezamos "pelo chefe da Nação e do Estado e por todas as pessoas constituidas em dignidade, para que governem com justiça"... Essa oração é o exemplo maior de como devemos nos portar diante da nossa nova presidente, que vai assumir em 01. de janeiro do próximo ano.


Recebo muitos emails com conotação política. Alguns eu leio e posso até concordar com o seu conteúdo. Acho saudável que haja oposição na política. Porém, quando nesses emails, o seu conteúdo afronta a imagem e a pessoa do Presidente da República, eu os deleto sem dó nem piedade, pois torna-se uma afronta ao País e à democracia. A partir de hoje rezarei e respeitarei a nossa futura Presidente da República, Dilma Roussef que, durante os próximos quatro anos governará o nosso país. Poderei até não concordar com suas idéias e decisões, mas é ela que foi a escolhida e precisa ser respeitada por isso. Que possa fazer um bom governo, conduzindo o Brasil pelo caminho da prosperidade e da justiça, com honestidade e competência, pois, se fizer isso, todos nós ganharemos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Trinta anos do meu "Milagre Vocacional"

Corria o ano de 1980. eu tinha, à época, 14 anos e havia resolvido, naquele mês de agosto, tomar a decisão de entrar para o Seminário Menor no ano seguinte. Sem falar para ninguém, descobri que em Rio Grande não havia Seminário e descobri, igualmente, que existia um na cidade de Pelotas e qual era o seu endereço. Escrevi uma carta e nada de resposta. Agosto passou e enviei outra. Já estávamos no fim de setembro e eu tinha dois problemas: a carta de resposta não chegava e eu não imaginava a reação da minha família à notícia da minha ida para o Seminário. Todos os dias eu esperava a chegada do carteiro. Ele sempre vinha, mas nada da carta!
Finalmente chega o dia 28 de setembro. início do Tríduo de Santa Teresinha, na Igreja do Carmo. Missa às 19h30min. Chego mais cedo e rezo diante da imagem da Santinha, pedindo: "Por favor, Santa Teresinha! Eu preciso de duas graças tuas: preciso que chegue a resposta do Seminário e preciso que minha família aceite minha vocação sacerdotal!

Dia 29 de setembro: nada da carta, pela manhã! Paciência! Vou de tarde para a escola. Ao voltar para casa, os meus pais me esperam com cara muito séria. O carteiro havia chegado novamente de tarde e a carta finalmente chegara, com envelope timbrado! "Filho, veio esta carta do Seminário de Pelotas. Tu queres ir pro Seminário? Se queres mesmo, conta com o nosso apoio!" E assim, no ano seguinte, entrei para o Seminário, começando assim uma linda história de amor!

Eis o milagre vocacional de Santa Teresinha: duas graças num só momento! Um milagre vocacional que, nesta terça feira completará trinta anos! Que possa este meu testemunho animar a todos a ter uma profunda amizade para com Santa Teresinha. Quando confiamos nossas dificuldades à sua intercessão, ela faz cair do céu uma verdadeira chuva de rosas!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sete dicas enquanto o Senhor não vem (Ricardo Sá - CN)

É preciso apressar nossa conversão, nos colocar no ritmo de Nosso Senhor Jesus. Nosso Senhor tem pressa, e a pressa maior é a nossa mudança de vida. É tempo de conversão para mim, o tempo de conversão é hoje, eu preciso me converter e cada vez mais. Tudo é uma questão de conversão, se a gente se determina a desejar ficar mais parecido com Nosso Senhor, pode vir os problemas que vier que a gente enfrenta, porque está enraizado em nós um desejo de conversão.De quem esse mundo precisa? De Jesus. Eu apresento a você sete dicas enquanto o Senhor não vem.Primeira dica: espírito de sacrifício. Eu me refiro as coisas que você no dia a dia diz: “eu não aguento mais aquela pessoa, aquela doença, esta vida...” Esse linguajar precisa sair da nossa boca. O que é para nós cristãos um espírito de sacrifício? Tem espírito de sacrífico quem sabe ver mais além, por detrás do problema, por detrás daquela pessoa. Por mais difícil que seja o problema, a pessoa acredita que Deus pode intervir. A pessoa aguenta firme sem reclamar. Aguentamos firmes porque temos a tendencia para fazer o mal, a gente aguenta por espirito de sacrifico e oferece. Vida penitencial: isso significa jejum, a penitencia que você há muito tempo não faz, enquanto o Senhor não vem, vida penitencial. Nada de reclamação da vida e das pessoas.Segunda dica: colocar em dia a vida de oração. Você diz que não tem tempo, mas você tem tempo sim. Nossa vida de oração precisa nos conduzir a intimidade com Deus, você precisa ser guerreiro na vida de oração, rezar todos os dias, para treinar nosso coração para ouvir o Senhor. Minha vida pessoal como Nosso Senhor é uma vida muita feliz, mas é uma vida de cruz, mas feliz. Ser cristão não é fácil. Se você não cultiva o bem que você recebeu na vida de oração, virá o mal para arrancar o bem de seu coração. Quanto tempo você gasta com Jesus Cristo diariamente? Seja um orante teimoso e diga muitas vezes: “Jesus me ensina a chegar até o teu coração”. Treine a alma na oração.Terceira dica: Santidade provada. O tempo é tão urgente que a nossa santidade está em tempo de prova. Não existe santidade sem passar pela prova. Prova de santidade a gente não escolhe, Deus nos dá. Ela serve para te fazer melhor, te fazer mais de Deus. Qual é a porta estreita para sua vida? Não reclame mais. É a sua doença? Aproveite para ser santo. Se submeta a prova que você está passando, identifique a prova que Deus hoje te faz passar. É tempo de santidade provada enquanto o Senhor não vem.
"É preciso dar a vida, senão não é amor"
Quarta dica: Fuja do mal. Com o mal a gente não dialoga, a gente foge do mal. Revistas, filmes, novelas... de que você precisa fugir? Ou a gente transforma os acontecimentos da vida para irmos para o céu, ou iremos para o inferno. Eu não aguento mais a minha superficialidade. “Senhor, livra-me do mal que me faz pecar”. Você precisa identificar as pessoas que te conduzem ao mal, fuja dessas pessoas. Você precisa dizer a essas pessoas: “assim eu não aguento, o problema não é com você é comigo”. Chega de escrúpulos e fuja para longe das pessoas que não te levam para Deus. Quinta dica: Vida apostólica. O que você tem feito por Cristo e sua Igreja? Há quanto tempo você não faz nada por Cristo e sua Igreja? Porque você está dodói? Talvez seu problema de saúde seja curado a medida que você trabalhe para Nosso Senhor. O Reino de Deus cresce em mim cada vez que dou de mim para os outros. A Igreja precisa de você com as capacidade que você tem. Vá na paróquia, eu duvido que você não encontre o que fazer.Sexta dica: Ame concretamente. Viva para os outros, tire os olhos de seu umbigo, tire os olhos de seus objetivos, ame. É preciso dar a vida, senão não é amor. Quais são as pessoas que faz você deparar com o que há de pior em você? Viver para os outros é dar uma atenção contínua a quem está ao meu redor. Sétima dica: Perdoar. Você precisa perdoar. Perdoe-me se você me viu de cara feia, nervoso. Eu preciso do perdão de vocês porque sou muito orgulhoso, arrogante e preciso do perdão de vocês. Perdoe em nome de Jesus.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Retomando...

Depois de tanto tempo e tanta correria neste semestre, finalmente eis-me aqui novamente dando sinal de vida. De fato, o tempo urge: imenso é o trabalho que temos pela frente e o tempo se esvai com imensa rapidez. "O mundo anda depressa e não podemos parar", já nos ensinava João Batista Scalabrinni, bispo italiano do século XIX. Por isso, não me permito ficar parado, enquanto tantas pessoas precisam escutar a Palavra de Deus, experimentar o seu Amor e não tem quem anuncie sua Palavra e lhes leve o seu Amor. É por isso que sempre de novo começo, pois o uso das novas mídias se faz mais do que necessário, sendo uma exigência para a Evangelização, pois com todos os meios e por meio de todas as mídias, a Boa Nova precisa ser anunciada. Portanto, ao trabalho!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um oásis no deserto

A nossa Paróquia, na preparação para a Solenidade do Coração de Jesus, realizou, a exemplo dos anos anteriores, na Paróquia de São José Operário, as 72 Horas de Adoração ao Santíssimo Sacramento. Este ano, dedicamos os três dias à oração pelos Sacerdotes, pois estávamos concluindo o Ano Sacerdotal. A partir daí começamos a realizar, todas as quintas feiras, das 9h às 19h, o "Dia de Adoração". Este tem sido um verdadeiro "oásis" no deserto para muitas pessoas. Durante o dia, muitos, cansados e oprimidos pelo trabalho e pelos estresses cotidianos, encontram na Adoração a Jesus Eucarístico a força e o ânimo para continuar sua jornada. Para mim também a Adoração tem sido esse oásis no deserto. Sempre fui apaixonado pela Adoração e sempre encontrei no senhor Eucarístico a renovação das minhas forças.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O demônio meridiano

Puxa vida! Cerca de um mês e meio sem uma única postagem! De fato, não foi falta de assunto, pois muitas coisas bonitas aconteceram nesse período. Acontecimentos e fotos, que mereceriam ser postadas, mas... sempre tem um mas... e o tempo que vivo atualmente não tem sido dos mais agradáveis, na medida em que enfrento, já faz tempo, o chamado demônio meridiano. Essa fase, que já venho sentindo há anos, não havia ainda sido interpretada dessa maneira. Esse tempo, que surge na meia idade, afeta de um modo específico quem é padre, religioso(a) ou consagrado(a), que procura viver de modo fiel à sua vocação. Descobri outro dia isso, lendo um livro, que tenho desde os tempos de seminarista e que nunca tinha lido.
Na primeira metade de nossa vida (até cerca de 40 anos), temos totalmente saúde, energia, força para fazer todas as tarefas que nos são propostas. A própria vivência da vocação se dá de um modo praticamente natural, sem grandes esforços. O fato de sermos jovens atrai as pessoas e isso aumenta a nossa auto-estima. Ao chegar a fase dos 40 anos, estamos no meio dia da nossa vida (daí o nome demônio meridiano ou demônio do meio-dia). A partir dessa fase, inicia um caminho descendente, ou seja, começa a haver um declínio em todos os sentidos: na saúde física e emocional, na energia em realizar as atividades necessárias, que diminui e também começamos a perceber no horizonte o fim da vida.
Ao mesmo tempo em que enfrentamos tudo isso, chega-se ao meio caminho na vivência do sacerdócio ministerial. Em janeiro próximo estarei celebrando 20 anos de padre. Após esse tempo, a pergunta que muitas vezes faço é: “Valeu a pena?” Valeu a pena todo esse tempo dedicado? Valeu a pena abrir mão de constituir família e a possibilidade de fazer alguma carreira mais “rentável”, para, na pobreza, nos trabalhos e na solidão, servir e amar sabendo que na maioria das vezes não teremos retorno ou compensação? Todas essas perguntas muitas vezes passam pela minha cabeça e meu coração. Porém deixo claro: jamais passou pela minha cabeça deixar o ministério ou abandonar o barco! A tentação do demônio meridiano consiste em deixar a vida seguir, sem sal, sem luz, sem entusiasmo. Fazer aquele “basicão”, sem o “plus” que às vezes é tão necessário na vida do padre e que sempre procurei ter como característica. Tenho procurado fazer bem todas as coisas, mas muitas vezes por meio de um imenso esforço e com um tremendo cansaço. Graças a Deus, a Missa é, para mim, a maior fonte de Graça, que me fortalece mesmo nos momentos mais difíceis.
Fiz questão de partilhar essa descoberta e esses momentos que vivo. São momentos difíceis, mas que fazem parte da vida do padre e, por isso mesmo, são momentos belos e enriquecedores. Assim vocês podem descobrir que o padre é alguém humano, que passa pelas crises que qualquer ser humano passa na sua existência e que vai vivendo sob luzes e sombras, crescendo e declinando, na direção da velhice e da morte. Espero que essa partilha ajude vocês a entender e a entender-se, uma vez que todos nós enfrentamos ou enfrentaremos, mais cedo ou mais tarde, o demônio meridiano. O melhor exorcismo para esse demônio é a oração confiante diante de Deus e o alimento da Eucaristia e da Palavra de Deus. Que possamos exorcizá-lo para encontrar, em Deus, a nossa Paz!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mostardas e Tavares



Estou em Mostardas e Tavares nesse feriado de Corpus Christi. Vim para cá ajudar na condução de um enconro com os jovens daqui e participar com o meu afilhado, Pe. Péterson, da Missa e Procissão de Corpus Christi, em Tavares. Estar com o Senhor é um privilégio imenso. Poder conduzí-lo numa Festa dessas é uma honra maravilhosa.

O encontro com a juventude daqui foi muito divertido e produtivo. Eram mais de oitenta jovens. Durante quatro horas fizemos uma Gincana com eles e procuramos das uma boa orientação à sua vida cristã, em diferentes aspectos abordados, como vivência eclesial, namoro e sexualidade, convívio com os adultos e sonhos de vida. Eles curtiram muito e eu mais ainda.