terça-feira, 16 de outubro de 2007

A eleição de João Paulo II (16/10/1978)


Era o ano de 1978. Dia 16 de outubro, como hoje. Eu estava deitado na rede, na área da casa das minhas finadas tias, estudando para uma prova de geografia, que aconteceria no dia seguinte e escutava o radinho de pilha, atento ao que acontecia no Vaticano. No meio da tarde, a notícia: tínhamos um novo Papa. Quem seria ele? Corro para a frente da tv e assisto, com alegria a apresentação do novo Pontífice: o até então Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Polônia, Karol Wojtyla. Durante 27 anos comandou a Igreja de Cristo como sucessor de Pedro. Em momentos fundamentais de minha vida e vocação, o Papa João Paulo II teve influência decisiva. Sua primeira visita ao Brasil, em 1980, que tive a graça de assistir em Porto Alegre, foi decisiva para minha entrada no Seminário, no ano seguinte. Tive ainda a alegria de estar com ele, em 23 de novembro de 2002, no Vaticano, por ocasião da Visita Ad Limina do nosso Bispo. Hoje, quando recordamos sua eleição há 29 anos atrás, louvamos a Deus pelo dom da vida do nosso "João de Deus" e seu ministério à frente da Igreja.

sábado, 13 de outubro de 2007

90 Anos de Fátima



Hoje celebramos os noventa anos da última aparição de Nossa Senhora aos três Pastorinhos, em Fátima, Portugal. É um momento sempre muito especial para a Igreja, de modo particular para os milhões de devotos da Virgem de Fátima espalhados pelo mundo. Aqui em nossa cidade, temos o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde o nosso povo católico a cada ano vai em busca de graças e bênçãos de Deus, na Romaria Diocesana, celebrada sempre no segundo domingo do mês de outubro. Amanhã é o dia da nossa 33a Romaria. A devoção à Virgem de Fátima deve conduzir-nos a uma maior observância dos ensinamentos de nossa Boa Mãe. Ser devoto de Maria de nada adianta, se isto não nos fizer cristãos melhores, fiéis ao Evangelho e à Proposta de vida de seu Filho, Jesus. Que Maria nos eduque na fidelidade e na santidade, como fez com os três Pastorinhos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XXV)

Já faz anos isso... Eu, na época, já trabalhava com o Nazareth, e houve um encontro de preparação para um dos Cursos (não me lembro o ano que foi...). Como tinha Missa, levei o meu "Kit Missa", para a reunião, que foi no Colégio Marista São Francisco. Entretanto, eu esqueci em casa a garrafinha de água. Começou o canto do Ofertório e me dei conta disso. Pedi para o Resmini buscar um pouco de água com os Irmãos. Ele sai e ficamos cantando infinitamente a música de ofertório. Quando vejo, muito tempo depois, ele volta com um copo com água. Só que o copo era de plástico, com propaganda de cerveja. Como os Irmãos já tinham se recolhido, ele teve que buscar numa lancheria lá perto. Ele entra na sala, dizendo: "Ó, foi só o que eu consegui..." Ao ver a cena, todo mundo desata a rir, achando que o Padre ia tomar cerveja durante a Missa...

Para rir: Micos de um Vigário (XXIV)

Era o ano de 2004. Pelo mês de setembro, estávamos numa pindaíba danada, não tendo dinheiro nem para pagar as contas ou comprar comida. Resolvemos fazer uma promoção aqui na Comunidade São José Operário: um galeto, que foi marcado para o dia 12 de outubro.
O dia amanheceu meio nublado, mas não chovia ainda. Pelas nove horas da manhã, ligo a tv e vejo a Missa da Canção Nova. Quando aparece o close da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, comento: "Como esta santa é feinha, né?" Prá que? Na hora começa a chover uma tempestade daquelas. Pelas onze horas, cai um raio e queima a minha tv. Ao meio-dia, cai um dilúvio e pouca gente vem na promoção, que acabou não dando lucro algum. Às quinze horas, saio de carro e afoga o motor. Às dezoito horas vou à Vila Maria celebrar a Missa da Festa, debaixo de chuva e o pneu do carro fura. Depois de tanto castigo do céu, já estava chamando a Santinha de "minha gata", ahuahuahu...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XXIII)

Trabalhei a primeira vez em Santa Vitória em 91/92, quando eu tinha 24 anos de idade. Certa vez dei carona para um jovem, aluno meu, e, no meio da conversa ele perguntou a minha idade. Devolvi a pergunta e pedi para ele adivinhar, ao que ele me responde que eu devia ter uns 45 anos. Escandalizado, respondi: "O que??????? Eu só tenho 25 anos!" Ele, tentando se desculpar, exclama: "Puxa vida, então tu estás bem acabadinho mesmo!!!" Quase coloquei o garoto prá fora do carro à pontapés, ahuahuahu...
* Este mico ofereço pro meu primo/afilhado Xicão, que ontem me disse que achava que eu tinha, no máximo, 33 anos... Ele deixou este "véio" muito feliz...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XXII)

No ano de 1996, tivemos uma belíssima Procissão do Corpus Christi, em preparação do Congresso Eucarístico Diocesano. A Missa foi celebrada no Ginásio da Praça Saraiva. Eu já era, desde aquele tempo, o "puxador oficial de procissões" da Diocese. Quando o Bispo sai, com o Santíssimo, eu todo animado, grito no microfone: "VIVA NOSSA SENHORA DE FÁTIMAAAAAA!!!!!" Ao me dar conta de que não estava na Romaria de Fátima e que ela não tinha nada a ver com a história, complemento... "MÃE DE JESUS EUCARÍSTICOOOOOOOO!!!!!!!!!!"

Para rir: Micos de um Vigário (XXI)

Na Semana Santa de 2004, preparamos tudo para uma belíssima Vigília Pascal, na Igreja São José Operário. Círio Pascal em ordem, dois panelões com água para ser abençoada (a Água Batismal), uma criança para ser batizada, etc. Saiu tudo muito bonito. No dia seguinte, o pessoal da Liturgia arrumou tudo para a Missa Pascal. Quando eu chego na Igreja, estava toda ela arrumada, mas... cadê os panelões com a Água Batismal? Pergunto para o Marcelinho, então Coordenador da Liturgia, ao que ele responde: "Fica frio, Gil. Já está tudo arrumado, já botei a água fora no banheiro e guardei os panelões..."
Ao menos ficamos com a fossa benta, ahuahuahu...

Para rir: Micos de um Vigário (XX)

No ano de 1993 vim transferido para Rio Grande, indo morar na Paróquia São Jorge, mas durante alguns meses atendi também a Paróquia São José Operário. A casa paroquial da São José ficou desabitada. Quando chegou a Semana Santa, veio a Rio Grande, para se apresentar na Festa do Mar, a Banda Christi, do Paraná. O pessoal da organização pediu se eles poderiam se hospedar na casa paroquial da São José, o que foi logicamente aceito. Eles chegaram na Quarta-feira Santa e se alojaram lá, mas eu não pude recebê-los, pois tinha outros compromissos. No dia seguinte fui visitá-los "à paisana" e resolvi fazer uma "pegadinha" com eles. Toquei a campainha e uma das meninas da Banda atendeu a porta. Perguntei se o Padre estava e ela respondeu que não. Aí perguntei se ela era a "mulher do Padre". Ela se assustou e disse que Padre não tinha mulher. Eu disse: "Ah, mas este Padre tem, ele é muito namorador". Ela disse, mais assustada ainda, que não o conhecia, pois era de outra cidade, ao que eu respondi: "Tu não conheces o Padre? Então, muito prazer, EU SOU O PADRE"... Todos rimos muito da situação...

XIII Cenáculo da RCC


Ontem tivemos o XIII Cenáculo da RCC da Diocese do Rio Grande. Apesar de estar gripado, pude participar e celebrar a Santa Missa. Eu recordava ontem toda a caminhada que tenho feito na RCC há quase 25 anos. Inacreditável, mas em julho do ano que vem, celebrarei 25 anos que conheço a maravilha que é este Novo Pentecostes na vida da Igreja e também na minha vida. Lembro como se fosse hoje: era minha primeira semana de férias de inverno. Eu estava numa crise danada, pensando seriamente em sair do Seminário. Fui confessar com o Pe. Beiró e chorar minhas misérias. Ele somente disse: "Guri, venha hoje às seis da tarde". Eu perguntei o que haveria naquele dia ás seis da tarde. Ele sorriu e só me respondeu: "Venha e verá." Era o dia 06 de julho de 1983. Aquele dia mudou a minha vida, tirou-me da crise que me encontrava e salvou a minha vocação. Se hoje eu sou Padre devo muito a esta experiência da Efusão do Espírito Santo, que me fez conhecer mais profundamente a Jesus como meu Senhor e Salvador e me aproximou da intimidade com sua Palavra e a Eucaristia. Minha relação com a Renovação Carismática sempre foi de muita proximidade e fico muito feliz quando estou no meio daquele povo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Para rir: Micos de um Vigário (XIX)

Um outra vez, em Santa Vitória, eu estava celebrando a Santa Missa. Tudo correu bem até a hora do Santo, quando olho apavorado para a patena e a vejo vazia. Será que eu havia feito o ofertório com a patena vazia? Mas seria uma desatenção danada... Fiz sinal para a irmã, que foi correndo na sacristia pegar outra hóstia, enquanto se fazia um silêncio tumbal na Igreja. Na Consagração, quando me ajoelho, decifra-se o enigma: a hóstia, ainda não consagrada, que havia desaparecido, tinha caído no chão quando fui virar a página do Missal...

Para rir: Micos de um Vigário (XVIII)

Certa feita eu estava celebrando a Santa Missa na Comunidade do Perpétuo Socorro. Quando chega a hora do Ofertório a galheta do vinho estava vazia. Faço sinal e a senhora que havia arrumado o altar se aproxima e diz: "Padre, não consegui abrir a garrafa do vinho, pois não tem saca-rolhas. Não dá pro senhor usar só água na Missa? " Ainda bem que na casa da vizinha da Capela tinha um saca-rolhas. É claro que tivemos que cantar trocentas vezes o Canto do Ofertório...

Para rir: Micos de um Vigário (XVII)

No ano de 2006 fui pregar Santas Missões Populares em Canguçú. Durante uma semana estive, com o Diácono Víctor Giribone, da Diocese de Pelotas, pregando Missões na Comunidade da Cohab 2 de lá. Este bairro fica quase na zona rural da cidade. No penúltimo dia, enquanto tomávamos chimarrão, o Víctor contava alguns causos de conhecidos dele que morreram picados por aranhas, cobras, sapos e outros bichos. Eu fiquei muito impressionado, uma vez que sempre fui "boyzinho de cidade" e nunca me adaptei com essas coisas campeiras. No dia seguinte, pela manhã, estava muito frio e úmido. O tempo estava feio, mas não chovia. Quando entramos no carro para ir para a reunião na Matriz, um sapo começa a coaxar dentro do carro. Assustado digo: "Tem um sapo dentro do carro". Eu me abaixo e escuto o caoxar mais forte ainda... "E está dentro da minha calça!" Saio do carro correndo de tiro as calças, no meio da rua, e procuro o sapo. Só que não tinha nenhum sapo! O que estava "coaxando" era o meu celular, que estava no bolso da calça. Por causa do celular, fiquei só de cueca em plena rua, em Canguçú... Ainda bem que não havia ninguém na rua aquela hora...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Dom Frederico: 19 anos no céu...


Hoje celebramos os 19 anos do nascimento para a Vida Eterna do nosso primeiro Bispo Diocesano, Dom Frederico Didonet. Nascido em Ivorá, no ano de 1910, Dom Frederico foi nomeado Bispo do Rio Grande no ano de 1970 até se aposentar, em 1986. Pessoa simples, despojada e pobre, logo cativou seus diocesanos por seu jeito de pastor. Sua presença em nossa Diocese foi marcante e a todos deixou grande saudade. No céu ele intercede por nós, já tendo conseguido inúmeras graças. Eu mesmo sou testemunha de quantas graças já consegui pela intercessão dele. Muitas vezes em apertos pastorais e pessoais vou até seu túmulo na Catedral de São Pedro e rezo pedindo sua luz e intercessão. Jamais saí de lá sem a certeza de que seria atendido.

Para rir: Micos de um Vigário (XVI)

Quando eu era Pároco da Sagrada Família (1994-1998), em Rio Grande, celebrava às quartas-feiras as Missas de Louvor, da Renovação Carismática. Estas Missas duravam mais de duas horas e eram famosas na cidade toda. Nestas Missas tinham Bênçãos da saúde e de objetos de uso pessoal e devoção.
Certa vez uma senhora esteve lá e pediu a seguinte informação: "Moço, é aqui que funciona a 'seita dos talismáticos', aqueles que fazem 'exposição de mãos'? Porque eu sou católica, mas minha filha gosta muito deles..."
Segurando o riso, expliquei para a senhora que a "Missa dos Talismáticos" era bem "católica" e dei as informações necessárias...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Para pensar...

De que modo marcamos a vida das pessoas a quem amamos? O que fazemos para mostrar o quanto elas nos são importantes? Afinal, somos responsáveis pela felicidade daqueles que nos amam. Se formos descuidados, pagaremos um alto preço pelo descuido...