terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ir. Liduvina Coletti

Hoje, em Santa Vitória do Palmar, acontece a "Missa do Envio" da Ir. Liduvina Coletti, que trabalhou naquela Paróquia por mais de quarenta anos. Já com 86 anos de idade e necessitando de alguns cuidados especiais, por causa de sua idade avançada e saúde, Ir. Liduvina é uma das pessoas mais marcantes na minha vida ministerial, bem como foi o alicerce pastoral da Igreja presente em Santa Vitória do Palmar durante muitos anos. Com sua simplicidade e de forma cativante, a presença da Ir. Liduvina animava as lideranças das mais diferentes Comunidades existentes naqueles rincões, fazendo com que surgissem sempre novos grupos de reflexão onde fosse possível, fornecendo material e livretos, bem como ensinando músicas de Igreja, novas e outras bem velhinhas (sempre lembro dela cantando a cada Advento, com suas folhinhas já amareladas pelo tempo, o canto "Natal se aproxima...").
Ir. Liduvina (ou carinhosamente chamada de "Liduva" ou "Ir. Leguminosa"...) sempre foi modelo de alegria, de generosidade, de desprendimento e de fidelidade à sua vocação. Por isso ela foi formadora de novas lideranças leigas, de catequistas, bem como de padres jovens que por lá passaram e que devem muito do que aprenderam nas lides pastorais a ela: eu devo muito a ela e tenha a certeza de que concordam comigo todos os outros padres jovens que por lá passaram: Pe. Otávio, Pe. Luiz Fernando, Pe. Marco Antônio e o atual pároco, Pe. Raphael.
Que o exemplo da Ir. liduvina permaneça em nossos corações e nos anime a continuar, com coragem e simplicidade, a trabalhar pelo Reino de Deus.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

150 anos das aparições de Maria em Lourdes



Hoje celebramos os 150 anos das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, à Santa Bernadette. Quando meditamos nas diversas visitas da Virgem Santíssima à humanidade, percebemos o imenso carinho que ela tem para com os seus filhos, especialmente para com aqueles que necessitam de especiais cuidados. Em Lourdes, Maria visita a jovenzinha Bernadette; no México, ao índio Juan Diego; em Aparecida, aos pobres pescadores; em Fátima, aos pequenos Pastorinhos. Em cada local, Maria tem uma mensagem, que convida à conversão e à vivência do Evangelho de seu Filho, Jesus.
Lourdes, onde tive a graça de poder ir como peregrino, no já distante setembro de 2001, é um local onde a Virgem dá especial atenção aos seus filhos enfermos e sofredores. Milhares de enfermos a cada ano vão à Lourdes em busca de alívio e cura para suas dores. E Maria, como boa Mãe, jamais deixa de dar ânimo e força para os que a ela recorrem.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

As tentações de Jesus e as nossas


Quem nunca enfrentou uma tentação? Algumas são violentas, que nos jogam ao chão e nos derrubam nas mais intensas trevas interiores. Outras, porém, são "tentaçõezinhas", coisa pouca, que, acreditamos, conseguimos vencer com facilidade, mas... são, às vezes, as que mais nos derrotam... Talvez a gente nunca tenha pensado nisso, mas Jesus enfrentou tentações nos quarenta dias em que esteve no deserto, e, nessas tentações, estavam presentes todas aquelas que fazem parte do nosso dia-a-dia. Vencendo-as, Jesus nos dá a receita de como podemos vencer as nossas, sejam elas pequenas ou grandes.


As três tentações de Jesus são muito significativas para nós, pois sintetizam todas as nossas lutas pessoais ou coletivas. O Papa João Paulo II, de feliz memória, em Puebla, no já distante ano de 1979, alerta para estes três ídolos de nossos tempos: o ter, o poder e o prazer. Qualquer tentação passa por um destes ídolos e vencê-los é uma tarefa para todos nós, durante toda a nossa vida. No nosso mundo moderno, a tendência ao consumismo desenfreado e à busca louca por ter mais nos escraviza, bem como o hedonismo (o prazer pelo prazer), que nos torna "máquinas de sexo", fazendo com que nos prostituamos na busca de um erotismo descomprometido (sim, ficar é pecado, é prostituição!!!!). Superar esta mentalidade hedonista significa devolver a dignidade ao nosso corpo, que é templo do Espírito Santo. E temos que enfrentar a tentação do poder, que é, talvez, a mais discreta, mas uma que mais incomoda, pois diz respeito às nossas relações interpessoais, seja em família, com amigos e amores. Pela tentação do poder, acabamos por tratar as pessoas como coisas e as usamos em nosso próprio benefìcio.


Vencer as tentações, como Jesus fez, não deve ser visto como um peso, mas como um projeto de vida, que nos conduz à uma felicidade que não é deste mundo, à uma realização de vida, que só Deus pode nos conceder. Quando caímos em qualquer tentação, tornamo-nos fracos, derrotados diante de nós mesmos, medíocres e sem objetivos na vida. Vencê-las deve ser, portanto, nosso grande objetivo.


Que o Senhor Jesus, grande vencedor de todas as tentações, possa nos conduzir por um caminho de vitórias neste Tempo Quaresmal e durante toda a nossa vida.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A criatividade na Pastoral

O mandato do Senhor para que a Boa Nova do Evangelho seja transmitida a toda a criatura deve ser levado à sério. Não temos o direito de ficar perdendo tempo com bobagenzinhas, pois inúmeras são as pessoas que esperam ansiosamente por alguém que lhes apresente a pessoa e a proposta de Jesus Cristo e do seu Evangelho. Por isso, com o passar dos séculos, a Igreja sempre foi pródiga em novas formas de ação evangelizadora, que fossem eficazes a cada tempo e a cada cultura. Muitas deves "deu com os burros n'água", mas na grande maioria das vezes, pela ação do Espírito Santo, a ação da Igreja teve uma eficácia imensa e duradoura.

O Documento de Aparecida alerta para a necessidade de que a Igreja seja capaz de superar métodos pastorais que visem apenas uma ação de manutenção, ou seja, que visem apenas manter os católicos que ainda temos dentro de nossas Comunidades. A "pastoral de manutenção" deve ser superada por uma pastoral missionária, que vá ao encontro de todas as pessoas, desde os católicos afastados até mesmo ao encontro daqueles que ainda não foram evangelizados, para que ao menos conheçam a proposta de vida de Jesus Cristo. Todas as nossas energias devem ser dedicadas à esta ação missionária, de tal modo que por meio dela possamos cumprir nossa missão e vocação, chamado que o próprio Senhor nos faz.

A criatividade na ação pastoral deve ser consequência de uma mística missionária que devemos cultivar em toda a Igreja. Fazemos o que fazemos não por uma simples tarefa burocrática recebida, mas por paixão, por zelo, por amor ao Reino. Esta paixão vai nos acompanhar por toda a nossa vida e vai nos dar força e ânimo para sermos fiéis até o fim. O amor apaixonado de Deus por nós é a fonte de nossa paixão pelo Reino.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"Escolhe, pois, a vida"


A nossa existência é feita de inúmeras escolhas, algumas delas positivas e corretas, que acarretam felicidade para nós e para as demais pessoas que convivem conosco. Outras escolhas, porém, acabam sendo equivocadas e geradoras de morte. Sempre, porém, nossas escolhas têm consequências, não apenas pessoais, mas também coletivas, uma vez que vivemos com outras pessoas e em sociedade.

A escolha pela vida, que Moisés propõe ao povo de Israel antes de sua entrada na Terra Prometida, significava uma adesão sempre renovada à Aliança com Deus, Aliança esta que nem sempre é fácil, pois significa uma postura de conversão que nem sempre estamos dispostos a fazer. É por isso que a Quaresma é um tempo penitencial, onde, por meio do jejum, da esmola e da oração, vamos nos comprometendo com Deus e com os irmãos, a uma vida nova. Isto vai exigir de nós moderação, sobriedade, auto-controle e disciplina, vencendo, assim, o homem velho, com seus vícios e pecados. "O maior combate de um homem é contra si mesmo e a maior vitória é sobre si mesmo." Se perseverarmos nesse caminho seremos vencedores e encontraremos a trilha da Ressurreição. Por isso, tempo de Quaresma é tempo de combate espiritual. Combatamos, pois, com entusiasmo e vigor!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Tempo da Quaresma


Chegou, pois, a Quaresma! Para mim, este é o Tempo Litúrgico mais lindo e rico em conteúdo, simbologia e atividades pastorais. Em nossa Paróquia temos diversas atividades, como Grupos de Reflexão, Caminhadas Penitenciais, Vias Sacras, confissões... Mas de nada adianta toda esta "parafernália pastoral" se não houver uma sincera busca de conversão. Jesus, no Evangelho de hoje, nos propõe uma tríplice conversão: na esmola, na oração e no jejum. A esmola nos convida à uma conversão em nossas relações com os demais, especialmente com os pobres e sofredores. A oração nos propõe uma mudança na nossa relação com Deus. E o jejum nos anima a mudar a maneira como agimos com nosso próprio corpo e saúde, bem como na questão da auto-disciplina. Por vivermos num mundo totalmente consumista e descontrolado, a busca de uma postura de sobriedade e auto disciplina nos ajuda num amadurecimento espiritual, para vencermos nossos vícios e pecadinhos de estimação. Portanto, temos muito trabalho para este Tempo da Quaresma. Aproveitemos bem tudo o que ele nos possibilita e aproveitaremos também as maravilhas da Páscoa da Ressurreição!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Encontro que nos devolve a vida



A ressurreição é o nosso destino. Às vésperas do Tempo da Quaresma, a liturgia da Palavra destes dias nos apresenta o poder de Jesus de devolver a vida aos que estavam mortos. Ontem, segunda-feira da 4a semana do Tempo Comum, no encontro de Jesus com o homem que estava tomado por uma legião de demônios, foi devolvida a este homem a vida e a dignidade de alguém que é livre, que é filho de Deus e membro de uma família, de uma comunidade. A este homem, que estava vivendo entre os mortos em um cemitério, é devolvida a possibilidade de viver entre os vivos. A ele, que se feria com pedras, é devolvida a possibilidade de poder se amar e cuidar de seu corpo, de sua saúde, de sua vida.


No Evangelho de hoje, dois encontros com Jesus devolvem a vida a quem o busca. A hemorroísa vai ao encontro de Jesus, trazendo com ela a dor de sua enfermidade, sua fraqueza e a dor de ser excluída, pois sua hemorragia a deixava sempre excluída do contato com os demais, por ser considerada impura. Junto com a fraqueza física, estava ali a fraqueza emocional, espiritual e moral. Estava desanimada, pois há doze anos buscava na medicina o alívio para sua situação. Ao tocar na veste do Senhor com fé, é instantaneamente curada. Não é apenas a saúde que lhe é devolvida, mas a vida, como um todo, que lhe é restituída. Enquanto a mulher é curada, Jesus se dirige à casa de Jairo, chefe da Sinagoga. Sua filha estava morta, mas ele insiste para que Jesus vá até lá. Atendendo a tal pedido, a menina é ressuscitada. quando ninguém mais acreditava, Jairo acreditou e teve sua filha restituída.


Encontrar o Senhor é o segredo da ressurreição, do resgate da vida ameaçada. Permanecer diante do Senhor, encontrar-se com o Senhor vai nos tornar vitoriosos nas lutas do nosso dia-a-dia. Encontrar-se com o Senhor na sua Palavra e na Adoração Eucarística vai nos tornar fortes e ressuscitados, devolvendo-nos a Graça que o pecado havia roubado de nós. Por isso, busquemos o Senhor e Ele ira deixar-se encontrar. Permaneçamos com Ele, não rapidamente, apenas esbarrando nele, mas permitamos que este encontro nos transforme, liberte e santifique. Experimentando este encontro com o Senhor, passaremos a ter uma nova luz no nosso semblante, a ter a luz da vida de Deus resplandecendo no nosso interior. E esta luz vai resplandecer em todas as nossas relações, em toda a nossa maneira de ser.


Deus não nos fez defuntos e não nos quer defuntos. Assim como Jesus devolveu a vida ao homem endemoninhado, à mulher hemorroísa e à filha de Jairo, deseja dar-nos vida e alegria no encontro com Ele a cada dia.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

"Tuas boas ações são luzes ..."


Todas as coisas existem para que fiquem iluminadas e serem vistas por todos. "Tuas boas ações são luzes para os homens iluminar..." Este refrão muito antigo serve para nos mostrar a imensa responsabilidade que temos de iluminar os outros com o bem que fazemos. Quando agimos com este senso de responsabilidade, percebemos que não temos o direito de escandalizar e nem de sermos causa de queda para os demais. O bem que fazemos deve servir para que o nome de Deus seja glorificado e para que Deus seja amado pelos outros.
O outro lado da moeda do Evangelho de hoje é terrível, porque coloca à luz do dia todos os nossos pecados cometidos às ocultas. Se achamos que ninguém sabe dos nossos pecados ocultos e de nossas má intenções, estamos redondamente enganados, pois Deus vê tudo e, um dia, colocará à luz todas as iniquidades dos homens. Mas não deveríamos ter medo da vergonha de vir à tona nossas misérias, e sim a grande tristeza da dor que causamos ao Coração de Deus quando não vivemos de acordo com o seu Projeto de Amor. Deus tem um Plano de felicidade para cada um de nós. Pelo pecado nós frustramos este Plano de Deus. Que a tristeza e a frustração que os pecados causam em nós nos ajude a entrar numa dinâmica de conversão e de busca por aquilo que Deus quer de nós.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Nós somos aquilo que plantamos


A Parábola do Semeador (Evangelho de hoje, em Mc 4,1-20) pode ser sintetizada na seguinte frase: "Somos a colheita daquilo que plantamos." Em todos os aspectos de nossa existência, nós somos aquilo que plantamos. Por exemplo, cada um dos quilos que possuo é fruto de cada um dos quilos que comi. Por isso, a colheita de nossas vidas é o resultado das nossas escolhas, sejam elas escolhas boas, positivas ou escolhas nefastas, negativas. Quando Jesus apresenta os diferentes tipos de terreno (à beira do caminho, cheio de pedras, no meio dos espinhos ou terra boa...), Ele está apresentando as diferentes formas de plantio e as diferentes formas de reação nossa às sementes que nos são oferecidas durante nossa vida. Se a colheita é ruim, a culpa não é da semente, mas do terreno, que não a trata da forma devida. Por isso, para ser um terreno bom, é preciso ser tratado: devemos retirar as pedras, os espinhos, devemos ará-lo, colocar adubo, fazer com que a semente seja bem acolhida...
Fazer as escolhas certas é a consequência desta parábola, agindo sempre de forma a tratar bem as sementes que nos são ofertadas. Quando não fazemos isto, acabamos sofrendo, pagando o preço de nossa irresponsabilidade. E o mais trágico é perceber que inúmeras vezes é tarde demais para mudar o destino de nossa existência, pois a hora do plantio já passou e a colheita pífia que surge já não poderá mais ser melhorada. Por isso, antes que seja tarde demais, vamos cuidar do plantio, da colheita, para termos, no fim, uma colheita que renda, trinta, sessenta, cem por um...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Construindo relações de amor e amizade... ou destruindo...

O ser humano não é uma ilha, mas um ser em relação. Desde a nossa concepção vamos estabelecendo relações com o mundo e com as pessoas que compõem o universo de nossa existência. As relações afetivas que vão sendo estabelecidas (em primeiro lugar com a nossa mãe, durante o período de gestação), vão sendo construídas aos poucos, de diversas maneiras, e vão se solidificando na medida em que comunicamos e expressamos aquilo que somos e sentimos. As relações de amor e de amizade vão crescendo, portanto, aos pouquinhos, com pequenos gestos e palavras, com pequenas manifestações, que vão criando cumplicidade, simpatia e comunhão entre almas que se descobrem próximas.
Infelizmente, as relações de amor e amizade podem ser destruídas da mesma maneira: com palavras ásperas, com indiferença, com pequenos gestos que demonstram sentimentos que quebram a cumplicidade, a simpatia e a comunhão. Assim como não se constrói da noite para o dia uma relação de amor e amizade, não se destrói de uma só vez também uma grande amizade ou um grande amor. Porém, qual um cristal quebrado, que não tem conserto, com a repetição constante de mágoas e ressentimentos... acabam sobrando apenas cacos...
Aprendamos, na escola da vida, a construir verdadeiras relações de amor e amizade e seremos pessoas completas, equilibradas e felizes. Não permitamos que nosso egoismo destrua aquelas pessoas que verdadeiramente amamos e queremos bem. Se o cuidado e o zelo com as pessoas fazem bem a elas e a nós também, o descuido as tira de nossa vida e nos joga numa solidão que não gostaríamos de viver.

domingo, 27 de janeiro de 2008

E se...?


E se...? Quantas vezes nos pegamos fazendo este tipo de pergunta? E se eu tivesse tomado outra decisão, diferente da que eu tomei? E se eu tivesse dito palavras melhores das que eu falei? E se...?E se...? Um amigo meu, em Viena, sempre dizia: "Se Vovó Mafalda não tivesse morrido estaria viva até hoje..." Existem situações que ficam fora de nosso poder de decisão, como, por exemplo, uma fatalidade que acontece e pronto. Porém, na maior parte das circunstâncias de nossa vida, está em nossas mãos decidir como elas serão. Portanto, temos que ter responsabilidade por aquilo que fazemos, dizemos ou decidimos, principalmente quando estas decisões afetam outras pessoas.

Se Pedro, André, Tiago e João tivessem decidido não seguir Jesus, talvez a história do Cristianismo fosse bem diferente do que foi ou até mesmo talvez a Igreja nem viesse a existir. Se Maria tivesse dito "Não" a Deus, talvez o Verbo não tivesse se feito carne. Que bom que eles disseram Sim a Deus!

Na nossa vida, quando dizemos Sim a nosso semelhante, estamos dizendo Sim a Deus. "Escolhe, pois, a vida", escolhe o amor, escolhe a Deus e serás feliz!!!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Ouvindo a voz de Jesus


Gil!!!!! Ouço o meu nome e me viro para ver quem é. É uma pessoa querida que me chama para me cumprimentar e logo estamos conversando animadamente. Se esta pessoa não tivesse me chamado ou eu escutado o meu nome, talvez não tivéssemos nos encontrado. Foi necessário que ela me chamasse e que eu escutasse o chamado. Os nossos sentidos são muito importante para que possamos viver e conviver com os demais. Se algum deles nos falha, ficamos como que desconectados do mundo. Eles são, portanto, presentes de Deus e preciosos auxiliares em nossa vida, porque não somos ilhas e nem devemos estar isolados do mundo.

Jesus chama Pedro, André, Tiago e João. Chama pelo nome e eles escutam a sua voz. E porque escutam respondem e, no diálogo com o Mestre, eles têm as suas vidas mudadas, transformadas, tornam-se pessoas novas, com novas perspectivas de vida, com novos destinos. Não tivesse Jesus passado por aquele lugar e chamado aqueles homens, talvez eles nunca tivessem conhecido e seguido Jesus.

Hoje Jesus nos chama. Ele passa em nossas vidas e, por meio de diversas pessoas e circunstâncias, vai ao nosso encontro e nos chama pelo nome. É necessário que tenhamos os nossos sentidos aguçados para perceber a presença do Senhor em nossos caminhos. Ouvindo a sua voz e respondendo ao seu chamado, poderemos descobrir uma nova possibilidade de vida, uma nova alegria em viver cada momento com Deus e com os irmãos e irmãs. Ouvindo a sua voz na voz de nossos semelhantes, como os discípulos, deixaremos nossas redes e barcos na beira da praia e seguiremos Jesus. E, como eles, seremos verdeiramente felizes.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A conversão de São Paulo


A conversão de Paulo, cuja Festa celebramos hoje, nos faz refletir sobre a necessidade de entrarmos em um processo de contínua conversão. Ao "cair do cavalo" (embora estudiosos hoje digam que não havia nenhum cavalo na história...), Paulo muda totalmente o rumo da sua vida. De perseguidor, Paulo deixa-se cativar por Jesus e torna-se seu Apóstolo, seu anunciador. Vai de cidade em cidade falando de Jesus Cristo e organizando novas Comunidades Eclesiais. Chega ao ponto de dar sua vida pelo Reino de Deus.

Muitos são os momentos que Deus nos oportuniza para que possamos "cair do cavalo". Pode ser desde um retiro, uma pregação, um programa de tv católico, o testemunho de vida de alguém, até mesmo uma enfermidade ou então alguma situação em nossa vida, boa ou ruim, que nos coloca em contato com o Senhor e sua proposta de vida. Se estivermos atentos, poderemos ver os sinais de Sua presença, assim como Paulo no caminho de Damasco. Porém, não devemos ficar apenas neste momento inicial de nossa conversão, sob o risco dela ser apenas fogo de palha. Após o momento inicial, devemos continuar neste processo de conversão, que dura toda a nossa vida.

A conversão não deve ser vista como um fardo a ser carregado, com obrigações chatas a serem feitas, mas sim uma experiência de um Deus amoroso, que deseja ardentemente a nossa felicidade e realização. A conversão deve ser, portanto, a nossa resposta amorosa ao amor apaixonado de Deus por nós. Desta forma, como Paulo, nós passaremos a ser discípulos missionários, combatendo o bom combate da fé durante todo o resto de nossas vidas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A Adoração à Eucaristia e a nossa paz


Quando uma pessoa ou comunidade eclesial se coloca diante de Jesus Eucarístico em adoração, estabelecem-se todas as condições para que milagres aconteçam. E por que isto acontece? Em primeiro lugar, pelo fato de que reconhecemos a nossa incapacidade de resolver nossos próprios problemas. Somos frágeis, pecadores e com facilidade entramos em pânico diante de situações difíceis e de perigo. Quando se acende a luz vermelha de alerta, ficamos assustados e, com facilidade colocamos os pés pelas mãos. Em segundo lugar, quando nos colocamos diante do Senhor, o nosso olhar passa a se voltar para ele e não para a tempestade que se encontra aos nossos pés. Nossa confiança passa a ser em Deus e isto nos abre às moções do Espírito Santo, pois Ele passa a nos guiar. Colocar-se em silêncio contemplativo diante de Jesus Eucarístico nos devolve a paz e isto nos possibilita a serenidade necessária para saber como agir diante dos problemas e desafios que surgem. Isto vai "desentupir" os canais para que a Graça de Deus chegue até nós e possa fazer valer os seus efeitos. Uma vez um Padre me disse que o contrário da fé não é a incredulidade, mas sim o medo. Portanto, colocar-se diante do Senhor nos encoraja e faz com que superemos os nossos "Golias", os nossos medos e nossas fragilidades.

Acostumemo-nos a visitar Jesus em nossos Sacrários, fiquemos diante dele silenciosamente e acolhamos a paz que Ele nos oferece e veremos milagres acontecerem em nossas vidas e na vida de nossa Igreja!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O nosso Deus providente


Pela primeira vez, desde que retornei ao Brasil, o mês de janeiro tem passado tranquilo em termos financeiros, na vida de nossa Paróquia e na minha vida pessoal. É claro que ninguém acertou na loteria, mas nos anos anteriores chegávamos a quase passar necessidade por aqui. Lembro que várias vezes nos anos anteriores chegávamos a ter que dispensar a cozinheira de ter que fazer o almoço por não ter absolutamente nenhum dinheiro para comprar comida e nenhuma comida em casa. Todas as contas e, inclusive o meu salário, ficavam atrasados nesses meses de verão e torcíamos para que o verão fosse embora e as coisas, assim, pudessem melhorar um pouco.

Graças a Deus, este ano tem sido diferente. Com as contas em dia, temos conseguido fazer frente às despesas. A nova coordenação da comunidade tem sido eficiente na administração, o dízimo tem se mantido nos níveis dos meses anteriores e, com isso, estamos já no fim de janeiro sem maiores aborrecimentos. Temos que reconhecer que as obras na Igreja foram decisivas para criar um novo clima no povo que aqui participa, com uma adesão mais bonita e interessada de todos na vida da Igreja. A São José Operário está começando a ficar parecida com a Sagrada Família de seus bons tempos dos anos noventa. O trabalho em conjunto entre nós e a Divina Providência tem dado bastante certo.

Toda esta transformação iniciou com a instituição das 72 Horas de Adoração ao Santíssimo Sacramento, que fazemos a cada ano desde 2006. Quando a Comunidade se torna adoradora, milagres acontecem, pois Deus toma a frente em todos os aspectos da vida eclesial. Portanto, todos estão convocados , a vir, entre os dias 12 e 15 de fevereiro, para adorar Jesus na Eucaristia, em nossa Igreja nova de São José Operário.