segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pensando alto: meu Decálogo (IX)

"Quero viver na disciplina, dando tempo para cada coisa, sem esquecer de nada: tempo para o estudo, para a oração, para a convivência fraterna, para a pastoral, para o lazer e para o descanso."
"Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus"(Ecle 3,1). A sabedoria dos antigos é algo maravilhoso, uma vez que nos ensina ainda hoje. De fato, há tempo para tudo na vida. Pena que ainda não sabemos como utilizá-lo. Especialmente,quando vejo para os meus dias, percebo o quanto sou desorganizado com minhas coisas e com minha agenda. Faço mil coisas, algumas delas totalmente desconexas com as outras e, com isso, acabo gastando tempo e energia, que são dons preciosos de Deus.
Por isso, embora um padre não necessariamente precise ser monge, precisa aprender com os monges o grande lema de São Bento: "Ora et labora", dando tempo para cada coisa, inclusive para o cultivo pessoal.
Um padre não pode ser apenas um "fazedor de coisas", sob pena de perder o rumo do seu ministério. É necessário que tenha um tempo não curto a cada dia para dedicar-se à oração, por si e pelos que lhe são confiados. É necessário, igualmente, saber dedicar um tempo para o cultivo pessoal, com boas leituras, bons filmes e bons papos com amigos. E, finalmente, precisa dedicar-se ao serviço pastoral, feito com competência e dedicação. Quando apenas um desses ítens tem prioridade, o ministério do padre fica desequilibrado e a própria vida fica desestruturada. Por isso, há um tempo para tudo, e eu escolhi tentar viver equilibradamente cada um desses ítens.

domingo, 24 de agosto de 2008

I Retiro Paroquial

Acontece desde ontem, na Casa de Formação da nossa Diocese, o I Retiro Paroquial de nossas Comunidades. O pregador é o Pe. Antônio Reges Brasil, de Pelotas. Quase sessenta pessoas estão participando deste Retiro, que é uma das atividades do nosso "Projeto de Re-fundação Paroquial", uma vez que celebraremos, em novembro próximo, os 40 anos de criação da Paróquia de São José Operário. Rezemos pelo êxito do nosso Retiro e pelos seus frutos na vida de nossos paroquianos.

Pensando alto: meu Decálogo (VIII)

"Quero viver na castidade de um coração sem divisão, procurando ver nas pessoas o reflexo de Deus e em seus corpos o Templo do Espírito Santo. Quero tratar a todos afetuosamente, com a ternura de Cristo, evitando atitudes que criem confusão interior e ao mesmo tempo evitando ter a frieza de uma pedra de gelo."
Viver a castidade: talvez seja este o maior desafio nos nossos tempos, em que somos bombardeados por todos os lados por uma cultura hedonista, onde a genitalidade é supervalorizada e valores como a pureza são considerados "fora de moda". Porém, a vivência da castidade, por meio da promessa de celibato, feita em nossa Ordenação, não deve desumanizar-nos, uma vez que o celibato não pode tornar-nos "solteirões", cheios de manias e fechados em nós mesmos. Celibato e frustração não combinam; pelo contrário, quando este é assumido com a alegria de um coração consagrado, torna-se um verdadeiro dom para a Igreja e a humanidade. O celibato existe para que possamos amar verdadeiramente a todas as pessoas que nos são confiadas, sem exclusão de ninguém,pois o amor do padre deve ser reflexo do amor de Jesus Bom Pastor, que dá a vida pelo seu rebanho.
É claro que, como todo o ser humano, o padre possui também sua dimensão sexual, seus desejos e carências, afinal o celibato não nos torna seres assexuados. Porém, vamos aprendendo a sublimar esta dimensão, "transferindo" para outras áreas da nossa vida todo o nosso potencial sexual, seja na oração, seja no trabalho pastoral, seja na convivência com as pessoas de ambos os sexos. E nessa convivência, com amizades sadias e sólidas, vamos nos realizando como pessoas humanas, evitando, porém, relacionamentos que possam nos confundir ou confundir outros emocionalmente e evitando, também, sermos "pedras de gelo", incapazes de dar acolher carinho, amizade e amor, com pureza de coração.
O padre é alguém humano, frágil, pecador; é alguém que está constantemente se formando, a caminho. É preciso que saibamos compreender nossos padres, amá-los como são e ajudá-los a viver com serenidade e fidelidade o SIM que deram a Deus, de serví-lo com um coração sem divisão.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Pensando alto: meu Decálogo (VII)

"Quero viver a gratuidade da doação de vida, dando-me completamente ao serviço do Reino, sem cobranças monetárias ou afetivas. Quero ser como vela, que se deixa queimar para ser luz."
A gratuidade é um produto que está em vias de extinção. Sempre queremos compensação por algo que fazemos, mesmo que não seja uma compensação monetária. Com grande facilidade, buscamos reconhecimento, status, elogios e afeto. Fazemos todo o possível para agradar e para sermos acolhidos. Este desejo é natural e humano. Afinal, somos seres carentes de afeto e necessitados de carinho.
Somente Deus ama com total gratuidade. Somente Deus se doa inteiramente e, mesmo não sendo retribuído por nós, continua amando, continua se doando a nós. O padre, como ministro de Deus, deve ser expressão desse amor gratuito pelas pessoas. Esta gratuidade se manifesta pela postura que temos diante dos inúmeros trabalhos pastorais e do atendimento às pessoas, que não deve ser visto apenas como atividades "profissionais" que realizamos, mas algo que nos envolva afetiva e efetivamente.
Como é bom quando consigo fazer algo pelos outros, com total gratuidade! Como é maravilhoso quando consigo ser vela, que se deixa queimar para ser luz para os outros! Nesses momentos sinto profunda alegria em ser padre, em ser ministro de um Deus-Amor-Doação. Se recebo alguma compensação, tudo bem; se não recebo, tudo bem igualmente. Seja como, for, a maior recompensa deve ser a alegria que Deus dá pelo dever cumprido!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Algumas fotos com colegas...

Mesmo já tendo postado anteriormente, eis aí algumas fotos com diversos amigos padres e com o nosso bispo diocesano:

Com D. José Mário, nosso Bispo, e o Padre. Décio

Com o meu Orientador Espiritual, Pe. John Cleber

Com o meu amigo, Pe. José Francisco

Com os Pe. Nilto e Pe. Décio

Com o Pe. Luiz Fernando

Com o Pe. Raphael, de Santa Vitória

Pensando alto: meu Decálogo (VI)

"Quero viver Igreja, como cristão fiel batizado, como consagrado ao serviço de Deus e ao seu testemunho. Isto significa dedicar-me a conhecer melhor a Igreja, estudar com afinco sua Doutrina, estar em unidade com o Papa, com o meu bispo e presbitério, com o povo de Deus. Quero, na simplicidade, fazer tudo isto por simples e perfeito amor."
O padre não é padre sozinho, mas parte de um Presbitério. O seu sacerdócio está intrinsecamente ligado ao do seu bispo e ao dos seus irmãos. Esta unidade não é somente afetiva, mas deve manifestar-se efetivamente. Nos meus quase 18 anos de vida ministerial experimentei o quanto é fundamental viver esta realidade, que não é apenas teológica, mas também psicológica e principalmente "ontológica". Longe da unidade com o bispo e colegas de presbitério, o nosso ministério fica vazio de sentido e sem unção alguma. Por isso torna-se indispensável a unidade presbiteral. Graças a Deus o nosso presbitério do Rio Grande é unido. Estamos fazendo, especialmente nesses últimos tempos, a profunda experiência de amizade e companheirismo entre os padres de nossa Diocese e também com o bispo diocesano.
Igualmente é fundamental um amadurecimento na vivência eclesial, pois fazemos parte de uma Igreja, que é Una, Santa, Católica e Apostólica. Como padre eu não tenho o direito de pregar e ensinar o que "eu penso" ou o que "eu acho". É preciso, portanto, estudo, leitura, conhecimento da Doutrina da Igreja, para sermos melhores servidores do povo que nos é confiado.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pensando alto: meu Decálogo (V)


"Quero viver em comunhão, não apenas com os que moram comigo,mas com toda a humanidade. Estar em comunhão consiste em sorrir com quem está feliz e chorar com os que choram. Quero estar em comunhão, especialmente com os sofredores, com os pobres, com os enfermos, sabendo que servindo a eles estarei servindo ao próprio Jesus-Servo-Sofredor."

Viver a comunhão e a unidade com quem a gente ama e de quem a gente é próximo é bastante fácil. Complicado é viver em comunhão com aqueles a quem menos amamos e que nos incomodam. Querer bem e trabalhar com os bonitinhos e cheirozinhos é fácil e bonito até. Com os abandonados, com os pobres, com os enfermos e velhinhos exige uma profunda conversão, para ver neles a presença de Jesus, Servo Sofredor.
Charles de Foucauld é um exemplo para os nossos tempos: de comilão, acomodado e egoísta, tornou-se o "Irmão Universal", indo ao encontro dos últimos nas profundezas da África. Fez-se servo de todos, amando a todos indistintamente. O padre precisa aprender essa lição, tornando-se servo que ama e que dá a vida, se necessário, pelos outros.
Para mim, a conversão mais necessária é a que me conduzirá aos pobres e enfermos. Com muita facilidade deixo-me levar pela aversão aos irmãos mais amados do Senhor e procuro fugir de situações-limites, de extremo sofrimento e de dor. Assumindo este 5o mandamento do meu Decálogo, buscarei ser presença solidária e amorosa junto a quem mais precisa dessa presença.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pensando alto: meu Decálogo (IV)

"Quero viver na alegria, alegria sincera, profunda e fraterna. Quero alegrar-me com as conquistas dos meus irmãos e irmãs. Quero alegrar-me com sua existência e estar feliz em sua presença pois eles são sinais de Deus a marcar a estrada da minha vida."
"Um santo triste é um triste santo." Esta frase, ditado popular comumente citado, ajuda a compreender a necessidade de se viver alegremente a realidade de ser filho de Deus. "A alegria do Senhor seja a nossa força", uma vez que o nosso Deus é o Deus da vida, da vitória e da verdadeira felicidade.
O Evangelho de ontem nos apresentava o jovem rico, que foi embora tristemente por não ter sabido atender ao convite amável do Senhor de deixar tudo para seguí-lo. Amou mais as coisas dele do que o próprio Deus, escolheu uma vida medíocre a um projeto de vida de heroísmo, que lhe daria uma alegria que não é deste mundo.
Escolher o Senhor e o seu Reino proporciona a alegria verdadeira e profunda, não aquela superficial que geralmente buscamos. Por isso, escolho esta alegria que Deus me oferece e quero marcar o mundo com um semblante alegre, sincero e sereno. Quero ser reconhecido por isto, manifestando, assim, o rosto alegre e terno de Deus, revelado por Jesus Cristo, a quem desejo sempre mais servir e amar, procurando ser semelhante a Ele.
Problemas? Sempre os terei! Momentos de crise e de dor? Sempre aparecerão! Mistério da Cruz? Fará sempre parte da minha existência! Porém, existe uma frase famosa do Pe. Jonas Abib: "Os meus problemas são meus, mas minha cara é dos outros." Por isso, mesmo nas dores e tempestades, que meu rosto manifeste a alegria de Deus!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pensando alto: meu decálogo (III)

"Quero viver na obscuridade, longe dos holofotes, sabendo-me servo do Senhor e das pessoas e sabendo que, quando me deixo envaidecer, acabo tomando o lugar que só a Deus pertence e posso tornar-me como Herodes, que morreu corroído por vermes, por não haver dado glória a Deus."
A vaidade é, talvez, o pior verme que corrói a vida de um padre. Por ser formador de opinião e por estar à frente de uma Assembléia, podemos ser tentados a nos colocar no lugar de Deus. Porém, o padre é um instrumento, apenas um instrumento nas mãos de Deus.
Hoje vivemos num tempo midiático, onde inúmeros padres assumiram o trabalho de Evangelização, utilizando diversas formas de MCS, tipo televisão, rádio, missas-shows. Este é um tipo de carisma na vida da Igreja e possui o seu valor. Durante muito tempo fui considerado um "padre-midiático", especialmente nos anos noventa, durante meu ministério à frente da Paróquia Sagrada Família, aqui em Rio Grande.
Em Viena, escutando a vontade de Deus para a minha vida, optei por uma postura mais discreta e sóbria no exercício do meu ministério sacerdotal. Por que esta postura? Em primeiro lugar, pelo fato de perceber que, com facilidade, posso deixar-me levar pela vaidade e esquecer-me do fato de ser instrumento nas mãos de Deus. Em segundo lugar, por entender que o exercício do ministério sacerdotal se dá em duas frentes: diante dos homens para falar sobre Deus e diante de Deus para falar sobre os homens. Quando os holofotes cegam nossa visão, acabamos permanecendo diante dos homens para falar de nós mesmos e isto é trair a missão confiada pelo Senhor a nós.
Não condeno os padres-midiáticos e nem o uso da mídia para a Evangelização. Sempre que necessário for, irei usá-la. Porém, como opção de vida, escolhi evitar os holofotes, evitando, assim, a tentação de Herodes (At 12, 20-23) e seu trágico fim. Todas as vezes que eu pregar a mim mesmo e não der glória a Deus, farei com que o meu ministério seja corroído por vermes e se torne insosso e vazio.

sábado, 16 de agosto de 2008

Pensando alto: meu Decálogo (II)

"Quero viver no despojamento de roupas, de bens, de dinheiro... Tudo aquilo que causa preocupação e torna-se sonho ofusca a visão: o brilho do ouro pode acabar tirando a minha atenção do verdadeiro brilho do Reino."
A pobreza deve ser expressão de um coração despojado. Quando é apenas aparato externo, não convence e nem converte ninguém. A questão não está em ter ou não-ter, mas na liberdade que possuimos diante das coisas, dos títulos e do status que elas nos oferecem. Quando nos deixamos escravizar por alguma coisa, é sinal que estamos colocando algo no lugar que só a Deus pertence e isso é idolatria.
O despojamento significa esta liberdade, sem a qual ficamos esvaziados e sem sentido, pois o Reino deixa de estar no horizonte de nossa atenção e nos critérios de nossas opções fundamentais. Para a vida do padre e do cristão esta liberdade é fundamental, pois orienta toda a nossa existência. Eis aí o segundo mandamento.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Pensando alto: meu Decálogo (I)

Em 2002, quando eu morava em Viena, mensalmente fazia um Dia de Deserto, onde procurava fazer minha Revisão de Vida e preparação para a Confissão Mensal. Num desses dias de deserto, elaborei aquilo que chamei de "Decálogo pessoal de vida", ou seja, os Dez Mandamentos e opções pessoais que, lá assumi como essenciais na vida de um Padre. Desde então este "Decálogo" tem sido fonte de vida pessoal e ministerial para mim. Talvez vocês se perguntem: "Por que este gordo resolveu, agora, partilhar uma coisa tão pessoal e tão íntima, com todos?" De fato, poderia eu dizer que vocês não têm nada a ver com isso, mas acredito que, ao ler e acompanhar o Decálogo e as reflexões em cima disso, irão não só compreender melhor aquilo que faz parte da teologia e ministério sacerdotal, como também poderão assumir em suas vidas pessoais alguns pontos que são válidos não só para nós, padres, mas para todos os cristãos. Então aí vai o primeiro mandamento:
"Quero viver na simplicidade, de coração e de valores, sendo simples como as pombas, porém astuto como as serpentes, sabendo que o que faço, faço pelo Reino, vivendo na pobreza, com total desapego das coisas, tendo-as como instrumentos para o meu trabalho pastoral à serviço do Reino e das comunidades a mim confiadas."
Padre milionário não existe. Aliás, se alguém quiser ser Padre e rico ao mesmo tempo, terá que desistir de algum desses dois pontos: ou vai ser padre, ou vai ser milionário... A simplicidade evangélica é essencial para quem deseja servir o Evangelho. A pobreza sacerdotal vai além da falta de coisas; é uma atitude de vida, uma postura optada e escolhida, assumida de modo livre e que torna a pessoa livre em todos os sentidos. Esta escolha é fundamental para que o padre possa viver como Deus quer que viva e, assim, se torne mais do que "funcionário do Sagrado". O Reino de Deus fica sendo nossa única e fundamental riqueza. Por isso, o primeiro Mandamento: ser simples!

Retomando II

Talvez muitos estejam se perguntando: "Afinal, o que houve para este sumiço?" Confesso-lhes minha total falta de criatividade de ânimo para continuar. Na verdade, um Blog tem inúmeros significados, podendo ser (e sendo...) muitas vezes a expressão egocêntrica de quem acha que é o umbigo do Universo e que, portanto, toda a humanidade tem a obrigação de ficar atualizada naquilo que o "umbigo do universo" está fazendo ou pensando. Pensei, por isso, em até "suicidar" este Blog, não o fazendo porque achei que seria pena destruir tantas coisas bonitas aqui postadas neste último ano.

Sendo assim, resolvi retomá-lo, mas com um novo significado e metodologia. Em vez de falar de mim (o que não impede que eu às vezes poste alguma foto ou comente algum acontecimento...), vou postar comentários e reflexões sobre Teologia sobre pastoral ou algum acontecimento... Assim sendo, num dia da semana na semana vou escrever um texto, com o título"Pensando alto"; noutro dia, postarei "Tópicos de Aparecida", sobre a V Conferência, e assim por diante. Prometo para vocês que vou me esforçar para oferecer-lhes uma postagem diária. Podem procurar que voltaremos a ter, a partir de agora, atualizações diárias.
Aceito sugestões de temas e interação entre os leitores e este que vos fala... Bom proveito a todos... Beijos do gordo!!!!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Retomando...


Depois de mais de um mês de sentida ausência, retomamos o nosso "blogdopadre"...
Os meses de maio e junho foram meses bastante cheios de atividades e complicados num monte de coisas. Por isso, a ausência de postagens e de notícias...
No dia 04 de junho tornei-me "Comendador", ao receber a Comenda do Mérito Marista, outorgada pelo Colégio Marista São Francisco, conforme fotos abaixo:

Recebendo a Comenda do Ir. Jorge Corrêa, diretor do Colégio São Francisco

Discursando...

Noite de queijos e vinhos, após a cerimônia...

Os "comendadores"...

domingo, 11 de maio de 2008

Dia das Mães

Nesta foto com a minha Mãe, parabenizo todas as Mães pelo seu dia. Que vocês sejam reflexo de Maria para os seus filhos e sua família. Deus as abençoe! Te amo, Mãe!


Festa de Pentecostes


Certa vez, eu andando de carro, de repente ele pifou. Parou tudo, nada funcionava. Era horário de pique (11h da manhã de sábado, em plena General Netto...) e eu naquela situação. Chamei o auto-socorro do seguro e após quase uma hora, eles chegaram. Desceram os mecânicos, com uma maleta cheia de ferramentas e olharam o carro detalhadamente: tudo estava em ordem. Para vergonha minha, não tinha gasolina. Um carro pode ser moderno, de marca, zero quilômetro, mas se não tiver combustível, não sai do lugar. Já um fusca velhinho, pode ir longe se tiver tanque cheio.

O Espírito Santo é o combustível de nossa vida. Sem o Espírito de Deus não saímos do lugar, não podemos fazer nada de bom, não podemos ser bons como Deus quer que sejamos. A Igreja somente pode ser Igreja de Cristo por causa do Espírito Santo. Sem Ele, seria apenas uma instituição a mais, fadada ao fracasso, à falência. Por isso, a Festa de hoje deve ser mais do que a memória de um fato passado: deve ser um clamor, uma busca, uma espera. Se clamarmos, Ele virá e na sua generosidade nos concederá todos os seus dons e frutos. Ele em nós, nos torna santos, pois somente o Senhor e o seu Espírito é que são verdadeiramente Santos.