segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
18 anos de Padre!
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Palavra de Vida - Mês de janeiro
Você já visitou alguma vez uma comunidade viva de cristãos realmente autênticos? Já participou de um encontro entre eles, ou conheceu mais de perto a vida de uma comunidade assim?Se isso aconteceu, você terá percebido que as pessoas que a compõem desempenham funções diferentes; por exemplo: há quem tem o dom de falar e lhe comunica realidades espirituais que penetram profundamente na alma; há quem tem o dom de ajudar, de atender às necessidades dos outros e deixa você maravilhado diante dos sucessos alcançados em benefício daqueles que sofrem. Há também quem ensina com tamanha sabedoria, a ponto de reforçar a fé que você já possui, ou ainda quem tem o dom de organizar ou de governar; há quem sabe entender todo próximo que encontra e é distribuidor de consolações aos necessitados.É verdade, tudo isso você poderá experimentar; porém, aquilo que mais impressiona numa comunidade tão viva é o único espírito que a todos anima e que se tem a impressão de sentir pairar. Espírito esse que faz da comunidade uma única realidade, um só corpo.
“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”
Também Paulo – e ele de um modo todo especial – se encontrou diante de comunidades cristãs vivíssimas, que nasceram justamente por causa da sua extraordinária palavra.Uma dessas – ainda jovem – era a de Corinto, na qual o Espírito Santo tinha sido generoso em distribuir os seus dons, ou melhor, os carismas, como são chamados. Por sinal, naquele tempo se manifestavam carismas extraordinários, devido à vocação especial da Igreja nascente.Aconteceu, porém, que depois de ter feito a maravilhosa experiência da diversidade de dons distribuídos pelo Espírito Santo, essa comunidade conheceu também rivalidades ou desordens, justamente entre aqueles que tinham sido beneficiados por esses dons.Foi necessário, então, dirigir-se a Paulo, que estava em Éfeso, para pedir esclarecimentos.Paulo não hesita e responde numa das suas importantes cartas, explicando como devem ser usadas essas graças especiais.Ele explica que existe diversidade de carismas, diversidade de ministérios, como o dos apóstolos ou o dos profetas ou ainda o dos mestres, mas que um só é o Senhor do qual eles provêm. Diz ainda que, na comunidade, existem operadores de milagres e de curas, pessoas com o dom excepcional para o atendimento aos necessitados, outras para o governo, como também há quem sabe falar línguas e quem sabe interpretá-las. Mas acrescenta que um só é Deus, onde têm origem esses dons.Portanto, como os diversos dons são expressões do mesmo Espírito Santo, que os distribui livremente, não podem deixar de estar em harmonia entre si, não podem deixar de ser complementares. Esses dons não servem para uma simples realização pessoal, não podem ser motivo de vanglória, ou de afirmação de si, mas foram dados para uma finalidade comum: construir a comunidade. A finalidade deles é o serviço. Por isso, não podem causar rivalidades ou confusão.Paulo, mesmo pensando em dons particulares que diziam respeito diretamente à vida da comunidade, é do parecer que cada membro dessa comunidade tem a sua capacidade, o seu talento, que deve ser usado para o bem de todos, e que cada um deve ficar satisfeito com aquilo que tem.Ele apresenta a comunidade como um corpo, e se pergunta: “Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? Realmente, Deus dispôs os membros, e cada um deles, no corpo, conforme quis. Se houvesse apenas um membro, onde estaria o corpo?” (cf. 1Cor 12,17-19) Mas, de fato,
“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”
Se cada um é diferente dos outros, cada um pode então ser um dom para os outros; sendo, portanto, aquilo que deve ser e realizar o desígnio que Deus tem para ele em função dos outros.Paulo vê na comunidade, onde os diversos dons funcionam, uma realidade à qual dá um nome esplêndido: Cristo. E com razão, pois este corpo tão original, composto pelos membros da comunidade, é realmente o Corpo de Cristo. Com efeito, Cristo continua a viver na sua Igreja, e a Igreja é o seu corpo. De fato, no batismo o Espírito Santo incorpora o batizando em Cristo, tornando-o assim membro da comunidade. Nela, todos foram transformados em Cristo, toda divisão é cancelada, toda discriminação é superada.
“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”
Se o corpo é um só, os membros da comunidade cristã só atuam bem esse novo modo de viver se realizarem a unidade entre si; unidade que supõe a diversidade, o pluralismo. A comunidade não é como um bloco de matéria inerte, mas como um organismo vivo, composto por vários membros.Para os cristãos, portanto, provocar divisões é o contrário do que devem fazer.
“Há muitos membros e, no entanto, um só corpo.”
Como, então, você viverá essa nova Palavra que a Escritura lhe propõe?É necessário que você tenha um grande respeito pelas diversas funções, pelos dons e talentos da comunidade cristã.Você deve abrir o seu coração para acolher toda a rica variedade da Igreja, e não só da pequena Igreja que você freqüenta e bem conhece, como a comunidade paroquial ou a associação cristã da qual participa, ou ainda o movimento eclesial do qual você é membro, mas de toda a Igreja universal, nas suas múltiplas formas e expressões. Deve sentir que tudo lhe pertence, pois você faz parte desse único corpo.E da mesma forma como você cuida de cada membro do seu corpo físico e o protege, deve cuidar e proteger cada membro do corpo espiritual. (...) Você deve estimar a todos e também fazer tudo o que está ao seu alcance para que possam tornar-se úteis à Igreja do melhor modo possível. (...) Você não deve desprezar aquilo que Deus lhe pede, no lugar em que você se encontra – por mais que o trabalho cotidiano possa lhe parecer monótono e sem grande sentido –, pois pertencemos todos a um mesmo corpo e, como membro dele, cada um participa da atividade de todo o corpo permanecendo no lugar que Deus escolheu para ele. Além disso, o essencial é que você tenha aquele carisma – como anuncia Paulo – que supera todos os outros: o amor. O amor para com toda pessoa que você encontra, o amor para com todos os homens da terra.Somente com o amor, com o amor recíproco, é que os muitos membros podem ser um só corpo.
Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em janeiro de 1981.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
No limiar de um ano novo...
"Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração" (Lc 2,19). Começamos um novo ano e este é um tempo privilegiado para conservar no coração tudo o que o Senhor fez por nós no ano de terminou. Quantas graças, quantas bênçãos, quantas maravilhas aconteceram nos últimos 366 dias que vivemos! Guardar no coração tudo isso nos faz encher de gratidão o nosso interior e, com Maria, podemos cantar o nosso Magnificat: "...porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo" (Lc 1,49). Ao mesmo tempo, lembramos todas as porcarias que fizemos neste ano que se encerrou e delas nos arrependemos e pedimos perdão a Deus. Não as guardamos no nosso coração, porque, da mesma forma que uma infecção, quanto mais guardada, mais se agrava, assim os nossos pecados: devem ser jogados fora com uma boa confissão, para que sejam guardados no Coração Misericordioso do nosso Deus. Ele sabe o que fazer com os nossos pecados, uma vez que pagou por eles na Cruz...
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sábado, 27 de dezembro de 2008
Sagrada Família e a nossa família às vezes nada sagrada...
Celebramos neste final de semana a Festa da Sagrada Família, onde contemplamos Jesus, Maria e José. Esta Festa adquiriu para mim um significado especial nos anos 1994/1998, quando fui Pároco da paróquia da Sagrada Família, no Bairro Cidade Nova, em Rio Grande, hoje atendida pelo meu amigo Pe. John Cléber.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Compreendendo o sentido do Natal
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,). Jesus, o Verbo que se faz carne, é a palavra que se realiza. Se, pela Criação do Universo, por meio da Palavra, o Pai disse "Faça-se" e assim foi feito, pela Encarnação o Pai, de novo, por meio di Filho, diz "Faça-se uma nova humanidade", totalmente libertada das garras do pecado e, em Jesus, assim foi feito. Por isso, Paulo diz que Jesus é o novo Adão dessa nova Humanidade, pois nele se inicia o tempo da verdadeira obediência ao Pai, do verdadeiro Amor do Pai para conosco, que exige de nós uma resposta de aceitação de nossa parte. E, em Jesus Menino, contemplamos o Sim do Pai a nós e no seu Sim contemplamos os nossos "sins" ao Pai. Ele, verdadeiro Deus, se faz semelhante a nós em tudo, até mesmo na pobreza extrema e no despojamento absoluto de si mesmo, para que, semelhante a nós, na sua humanidade, possa nos tornar semelhantes a Ele e participantes da sua vida divina. Dar Sim ao Pai é, portanto, a nossa vocação, que se origina no Presépio, se confirma no Calvário e se plenifica na Eucaristia. O Natal faz isso em nós: nos possibilita ver Deus entrando no mistério de nossa fragilidade, para nos fazer entrar no Mistério de sua Misericórdia. Aproveitemos as luzes deste Natal para deixar que elas nos iluminem e transformem a nossa vida.
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domingo, 14 de dezembro de 2008
O Domingo da Alegria
O Domingo "Gaudete" é uma pequena "folga" na austeridade do Advento, para celebrarmos de modo antecipado as alegrias do Natal do Senhor. Ele já está às portas e o ambiente interior e exterior vão nos conduzindo a esta alegria. É como uma mulher grávida, que vê se aproximar o nascimento de seu filhinho e sente imensa alegria por estar chegando a hora de tê-lo em seus braços. Assim é a nossa alegria: o Senhor está próximo, o advento está nos seus finais, seja o Advento celebrado na Liturgia, seja o Advento "escatológico", o do fim dos tempos, quando o Senhor voltar em sua Glória. Por isso, a esperança-certeza é a grande tônica deste domingo e a alegria do anúncio da Boa Nova é a grande atitude que nós, cristãos, devemos ter. Num mundo tão cheio de más notícias, nós, cristãos, somos os anunciadores da única Boa Notícia que pode transformas vidas: a Boa Notícia de que somos amados por Deus, por meio do seu Filho, Jesus, nosso Senhor e Salvador.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
O momento presente e o outro: caminho para viver a Palavra de Deus
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domingo, 7 de dezembro de 2008
"Anoiteceeeeeeuuuuu, o sino gemeeeeeeuuuuu..."
A nossa gurizada animando a noite da Cohab 2
Mais uma dos nossos cantores...
A "Velha Guarda da Comunidade..."
Cantando e dançando com a Equipe da Cozinha do Jantar de Natal...
Confesso... sou feio, muito feio, mas o Bruno tá pior que eu... ahuahuahu...
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Palavra de Vida - Mês de Dezembro
“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!” (Lc 22,42b)
Você se lembra? É a oração que Jesus dirige ao Pai no Horto das Oliveiras e que dá sentido à sua paixão, depois da qual veio a ressurreição. Essa frase exprime em toda a sua intensidade o drama que se passa no íntimo de Jesus. Revela a ferida interior provocada pela repugnância profunda da sua natureza humana diante da morte que o Pai quis para ele.Mas Cristo não esperou esse dia para adequar a sua vontade à vontade de Deus. Ele fez isso durante toda a vida. Se foi essa a conduta de Cristo, essa deve ser a atitude de cada cristão. Também você deve repetir na sua vida:
“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”
Talvez você ainda não tenha pensado nisso, mesmo sendo batizado, mesmo sendo filho da Igreja. Talvez você tenha reduzido essa frase a uma mera expressão de resignação, que se pronuncia quando não se pode fazer mais nada. Mas essa não é a sua verdadeira interpretação. Veja bem. Na vida você pode escolher uma destas duas direções: fazer a própria vontade ou optar livremente por fazer a vontade de Deus. Então você terá diante de si duas possibilidades: a primeira, que será logo decepcionante, porque você vai querer escalar a montanha da vida com suas idéias limitadas, com seus próprios recursos, com seus pobres sonhos, somente com as suas forças. A partir daí, mais cedo ou mais tarde, virá a experiência da rotina de uma existência marcada pelo tédio, pela mediocridade, pelo pessimismo e, às vezes, pelo desespero. A partir daí virá a experiência de uma vida monótona – apesar dos seus esforços para torná-la interessante – que nunca chegará a satisfazer suas exigências mais profundas. Isso você tem que admitir, não pode negar. A partir daí, no final de tudo, ainda virá uma morte que não deixará rastro algum, mas apenas algumas lágrimas e depois o esquecimento inexorável, total e universal. A segunda possibilidade é aquela em que também você repete:
“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”
Veja bem: Deus é como o sol. Do sol partem muitos raios que atingem cada homem: representam a vontade de Deus para cada um. Na vida, o cristão, e também todo homem de boa vontade, é chamado a caminhar rumo ao sol, na luz do seu próprio raio, diferente e distinto de todos os outros. Assim realizará o projeto maravilhoso, pessoal, que Deus preparou para ele. Se também você agir assim, vai se sentir envolvido numa divina aventura, nunca sonhada. Você será ao mesmo tempo ator e espectador de algo grandioso que Deus realiza em você e, por meio de você, na humanidade. Tudo o que lhe acontecer, como sofrimentos e alegrias, graças e desgraças, fatos de relevo (como sucessos e sorte, acidentes ou mortes de entes queridos), fatos corriqueiros (como o trabalho do dia-a-dia em casa, no escritório ou na escola), tudo, tudo vai adquirir um significado novo porque lhe será oferecido pelas mãos de Deus que é Amor. Tudo o que ele quer, ou permite, é para o seu bem. E se, de início, você acreditar nisso somente com a fé, depois enxergará com os olhos da alma como que um fio de ouro a ligar acontecimentos e coisas, a tecer um magnífico bordado, que é o projeto que Deus preparou para você.Talvez você se sinta atraído por esse modo de ver as coisas, talvez queira sinceramente dar à sua vida o sentido mais profundo.Então ouça. Antes de tudo vou lhe dizer quando você deve fazer a vontade de Deus.Pense um pouco: o passado já se foi e você não pode mais alcançá-lo; só lhe resta colocá-lo na misericórdia de Deus. O futuro ainda não chegou; você vai vivê-lo quando ele se tornar atual. Apenas o momento presente está em suas mãos. É justamente nele que você deve procurar viver a frase:
“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”
Quando você viaja – e também a vida é uma viagem –, permanece sentado tranqüilamente em seu lugar. Nem lhe passa pela cabeça a idéia de ficar caminhando para frente e para trás no ônibus ou no vagão do trem. Essa atitude seria de quem quisesse viver a vida sonhando com um futuro ainda inexistente, ou pensando no passado que jamais voltará. Não, o tempo caminha por si mesmo. É preciso concentrar-se no presente; então chegaremos à plena realização de nossa vida terrena. Você me perguntará: mas como posso distinguir entre a vontade de Deus e a minha? No presente não é difícil saber qual é a vontade de Deus. Vou lhe indicar um caminho: preste atenção à voz do seu íntimo, uma voz sutil, que talvez você tenha sufocado muitas e muitas vezes, e que se tornou quase imperceptível. Mas, procure ouvi-la bem – é voz de Deus (cf. Jo 18,37; cf. Ap 3,20). Ela lhe diz que este é o momento de estudar, ou de amar algum necessitado, ou de trabalhar, ou de vencer uma tentação, ou de cumprir um dever de cristão ou outro dever de cidadão. Ela o convida a dar ouvidos a alguém que lhe fala em nome de Deus, ou a enfrentar corajosamente situações difíceis... Ouça, ouça. Não sufoque essa voz. É o tesouro mais precioso que você possui. Siga-a. E, então, você construirá momento por momento a sua história, que é ao mesmo tempo história humana e divina, porque feita por você em colaboração com Deus. E você verá maravilhas. Verá o que Deus pode realizar numa pessoa que diz com toda a sua vida:
“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”
Chiara Lubich
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Palavra de Vida - Mês de novembro
Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me"
Não pense que, por estar no mundo, você pode se comportar nele como um peixe na água.
Não pense que, uma vez que o mundo entra em sua casa através de certas estações de rádio e pela televisão, você está autorizado a ouvir qualquer programa ou a ver qualquer transmissão.
Não pense que, pelo fato de circular pelas ruas do mundo, você pode olhar sem mais nem menos todos os cartazes e comprar nas bancas e nas livrarias qualquer publicação, indiscriminadamente.
Não pense que, por estar no mundo, você pode aceitar qualquer maneira de viver do mundo: experiências fáceis, imoralidade, aborto, divórcio, ódio, violência, furto.
Não, não. Você está no mundo. Isto é evidente.
Mas você não é do mundo (cf. Jo 17,14).
E isso faz uma grande diferença. Isso coloca você entre aquelas pessoas que se nutrem não das coisas que são do mundo, mas daquelas que são ditadas pela voz de Deus dentro de você. Essa voz está no coração de cada pessoa e faz você entrar - se lhe der atenção - num reino que não é deste mundo, num reino onde se vive o amor verdadeiro, a justiça, a pureza, a mansidão, a pobreza, onde vale o domínio de si.
Por que muitos jovens ocidentais buscam o Oriente - a Índia, por exemplo - para encontrar um pouco de silêncio e descobrir o segredo de certos mestres espirituais que, pela longa mortificação de seu próprio eu inferior, deixam transparecer um amor que impressiona a todos aqueles que os encontram?
É a reação natural à confusão do mundo, ao barulho que vive fora e dentro de nós, que já não deixa espaço ao silêncio no qual Deus se faz ouvir.Mas será que se deve mesmo ir à Índia, se já há dois mil anos Cristo disse a você: "Renuncie a si mesmo... Renucie a si mesmo..."?
Ter uma vida cômoda e tranqüila não é típico do cristão; e Cristo não pediu - e ainda hoje não pede - menos do que isso, se você quiser segui-lo. O mundo procura nos arrastar como um rio em tempo de cheia e você deve caminhar contra a correnteza. Para o cristão o mundo é como uma floresta cerrada, na qual é preciso ver bem onde se pisa. E onde se deve pisar? Nas pegadas que o próprio Cristo deixou quando esteve nesta terra: elas são as suas palavras. Hoje ele repete a você:
"Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo..." Talvez isso o exponha ao des¬prezo, à incompreensão, à zombaria, à calúnia; significará o isolamento; será um convite a aceitar a perda da própria reputação, a deixar de lado um cristianismo de fachada. E não é só:
"Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me."
Querendo ou não, a dor aflige a existência de todos. Também a sua. E pequenas e grandes dores não faltam todos os dias.
Quer evitá-las? Você se rebela? Elas fazem você praguejar? Neste caso, você não é cristão.
O cristão ama a cruz, ama a dor, mesmo entre as lágrimas, pois sabe que a cruz e a dor têm um grande valor. Não foi por acaso que Deus, entre os inúmeros meios à sua disposição para salvar a humanidade, escolheu a dor. Mas ele, lembre-se, depois de ter carregado a cruz e nela ter sido pregado, ressuscitou.
A ressurreição é também o seu destino (cf. Jo 6,40) se, em vez de desprezar a dor decorrente de sua coerência cristã e de tudo aquilo que a vida lhe prepara, você souber aceitá-la com amor.
Perceberá, então, que a cruz é o caminho para ter, já nesta terra, uma alegria jamais experimentada; a vida da sua alma começará a crescer; o Reino de Deus em você passará a ter consistência e aos poucos o mundo lá fora irá desaparecendo diante dos seus olhos até lhe parecer feito de papelão. E você não mais terá inveja de ninguém.
Aí sim, você poderá considerar-se seguidor de Cristo: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me."
E por ter seguido Cristo você será, como ele, luz e amor para sanar as inúmeras chagas que afligem a humanidade de hoje.
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em julho de 1978
Chiara Lubich
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Mentiras e verdades...
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A centralidade da Palavra de Deus e da Eucaristia
A Palavra de Deus e a Eucaristia são o centro de toda a vida do cristão e da Igreja. Quando vivemos centrados na Palavra e na Eucaristia, começamos a ter uma nova dinâmica na nossa vida espiritual e na vida de nossas comunidades eclesiais. Um cristão que se alimenta de ambas as mesas torna-se fortalecido na luta contra o pecado e aprende a realizar a vontade de Deus na sua vida, tornando-se eficaz testemunha do Evangelho. A proximidade com o Senhor, que nos fala através da Sagrada Escritura e que nos alimenta por meio da Eucaristia vai nos santificando, pois nos torna semelhantes a Ele. O brilho de Deus passa a ser o nosso brilho e a alegria de sua presença se reflete no nosso olhar e nas nossas ações.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O Espírito de Deus e o nosso testemunho de vida
A eficácia da ação evangelizadora está na junção de dois fatores: a ação do Espírito Santo e o testemunho de vida dos cristãos. Estes dois fatores são imprencindíveis se quisermos que a Boa Nova do Reino de Deus seja proclamada e aceita pelo mundo.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Democracia
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