sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Fazer bem todas as coisas...

A reação ao primeiro número do Jornal "Sou Bonfa!" tem sido excelente. O jornal vai ser distribuído gratuitamente somente a partir do próximo final de semana, mas as lideranças que o receberam gostaram muito das notícias e do design. Eu fico muito contente quando as pessoas valorizam o trabalho e o esforço em atender aos desafios pastorais. Não que eu precise de elogios (não sou tão vaidoso assim...), mas sempre é bom saber se estou mesmo na direção certa. É pena que nem todos tenham essa sensibilidade e vejam defeito em tudo... mas tudo bem: cabeça erguida e bola prá frente... É melhor fazer algo com limitações do que não fazer nada...
É claro que eu reconheço que o jornal precisa ser melhorado, especialmente na distribuição do conteúdo, não deixando tantos espaços em branco e também melhor correção do português, mas em linhas gerais, ficou muito bom. Com o tempo, quero que uma pequena comissão assuma a organização do jornal, mas por enquanto, terei que fazê-lo eu mesmo.
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A Liturgia da Palavra de hoje nos apresenta sobre Jesus uma frase bem bonita: "Ele tem feito bem todas as coisas" (Mc 7,37). Jesus é aquele que sempre faz bem todas as coisas e n'Ele encontramos a plenitude da bondade. Dos discípulos de Jesus se espera que se diga também o mesmo. Portanto, fazer o bem é característica do cristão e realização da sua vida. Quando não fazemos bem todas as coisas, então estamos traindo a nossa vocação. Por isso, busquemos somente fazer o bem!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nossa Senhora de Lourdes

Nos dias 08 e 09 de setembro de 2001 eu tive a graça de ir em peregrinação ao Santuário de Lourdes, na França. Lá encontramos um dos maiores centros de peregrinação de pessoas enfermas do mundo, que buscam ali a força para enfrentar suas enfermidades e a cura para suas dores. Muitos milagres já foram constatados em Lourdes, por intercessão da Santa Mãe de Deus.
Hoje, quando celebramos a memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, a Igreja volta o seu olhar para todas as pessoas que enfrentam em suas vidas a dor e a enfermidade. Numa sociedade que supervaloriza a beleza, a juventude e a saúde, o mistério da dor é considerado escândalo e absurdo. E de fato é, se não for contemplado e assumido à luz da Cruz Redentora de Cristo. Dor sem cruz é absurdo; assumida na Cruz, torna-se santificação, pois no une ao Sacrifício Redentor de Cristo. Certa vez um padre me disse que não precisaríamos correr atrás do sofrimento, pois ele é que corre atrás de nós. De fato, faz parte da vida humana o ter que enfrentar limitações físicas e psíquicas. Unidos ao Senhor, encontramos a Graça, a força e a coragem necessária para sermos fiéis até o fim no caminho do Calvário, rumo à Ressurreição.
Desde 1997 enfrento a cruz do diabetes. Custou a cair a ficha para perceber que essa é uma enfermidade séria, constante e, de certo modo, mortal. Não sei o que vai acontecer comigo, mas cada dia agradeço pelo dom da vida, mesmo com as limitações que progressivamente vou enfrentando. Desde o ano passado, quando realmente caiu a ficha, passei a fazer do diabetes um aliado na minha vida espiritual e pastoral. Tenho procurado unir-me ao Senhor na Cruz, oferecendo essa enfermidade, com suas causas, consequências e sequelas, pela conversão dos pecadores, pela santificação dos sacerdotes e pelo bem da Igreja. É claro que também tenho procurado me cuidar ao máximo, pois a saúde é um imenso dom de Deus que devemos preservar.
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Hoje celebramos o aniversário natalício do Padre Eduardo dos Santos de Oliveira, meu sucessor na Paróquia de São José Operário. Que Nossa Senhora de Lourdes abençoe o seu ministério presbiteral à frente daquela amada Paróquia.
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Hoje, às 18 horas, na Catedral de São Pedro, acontece a despedida e envio do Pe. Gianni Menegazzi, PSDP, que por sete anos, foi seu Cura. Ele irá assumir uma nova frente de trabalho pastoral, na nova Rede de Comunidades Santíssima Trindade. A ele, nossa gratidão e orações, bem como ao novo Cura da Catedral, Pe. Raphael Pinto.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Visão pastoral na condução da Paróquia

Finalmente o Informativo "Eu sou bonfa" saiu da gráfica e será distribuído já nesta semana. É claro que não ficou um jornal do nível de uma Zero Hora, mas acredito que será um espaço bastante positivo de informação para nossas duas comunidades. Com o tempo, iremos melhorando cada vez mais.
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Idéia bonita dos nossos jovens: vermos a possibilidade de, a partir do próximo ano, trocar os folhetos litúrgicos pela projeção dos textos da liturgia numa tela, por meio de um datashow. Eles mesmos se dispõe a digitar os textos a cada semana. É uma possibilidade. Precisaríamos descobrir quanto se gasta por ano na assinatura dos folhetos e fazer orçamentos do equipamento necessário. Se o preço for mais ou menos equivalente, já valeria a pena o investimento. Às vezes nossas Paróquias não investem os recursos necessários para a pastoral e a liturgia. Eu sonho em fazer bem diferente aqui. De nada adianta ter paróquias estruturadas e até mesmo bem financeiramente, se tivermos uma ação evangelizadora medíocre. O mesmo critério vale para a utilização dos espaços paroquiais: é necessário que a ocupação dos nossos espaços (Igrejas, salas e salões) seja constante e total, atendendo às demandas das nossas comunidades. É preciso ter sempre uma visão pastoral, que seja prioritária na vida da Igreja, senão nos tornaremos apenas uma "agência de serviços religiosos", e não uma Igreja viva e vibrante. Essa deve ser a principal preocupação do pároco: a visão pastoral e evangelizadora na condução administrativa de sua Paróquia.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Celebrando 18 anos de minha chegada à Santa Vitória

No dia nove de fevereiro de 1991 eu iniciava o meu ministério presbiteral na Paróquia de Santa Vitória. Durante os dois primeiros anos de Padre, ali estive, como vigário paroquial. Foram dois anos de muitos trabalhos, mas foi um tempo muito gratificante, especialmente com a convivência com jovens, o que se tornou característica no meu ministério. A Paróquia de Santa Vitória do Palmar e Chuí tornou-se o meu primeiro amor e tive a graça de lá retornar, em 1999, como pároco, para realizar as Santas Missões Católicas.
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Fico impressionado com a facilidade que tenho de recordar datas e acontecimentos da minha vida e dos tempos passados. Gosto muito de celebrar as datas marcantes da minha vida, vendo em cada acontecimento um presente de Deus que, com sua presença, sempre abençoou cada etapa de minha existência. Cada comunidade e Paróquia onde estive, cada atividade ou grupo com o qual eu trabalhei, cada acontecimento deve ser recordado com grande carinho, pois foi marcante na minha vida e me ajudou a ser o que eu sou hoje.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A vocação do Bonfa

A partir de março, a nossa Paróquia vai ter 100% de ocupação pastoral durante a semana, no período da noite. segundasfeiras: Grupo de Oração de Jovens João Paulo II e um grupo do emaús; terçasfeiras: Escola Catequética e Emaús; quartasfeiras: Missa de Louvor; quintasfeiras: Grupo de Apoio para dependentes químicos e familiares da Comunidade Terapêutica Vida Nova; sextasfeiras: expediente noturno, após a Missa e Grupo Orando por nossos filhos. O Bonfa vai se tornando, assim, aquilo que eu havia sonhado desde que foi cogitada a minha transferência para cá: um centro de espiritualidade e de missão e uma referência pastoral para a cidade. Esta deve ser a vocação não apenas do Bonfa, mas de toda e qualquer paróquia que queira ser fiel à sua vocação evangelizadora e missionária.
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Agora de tarde veio uma garotada buscar o Sacramento da Reconciliação, em preparação ao Rebanhão, na semana que vem. Gurizada na faixa de 18, 20 anos, com um lindo coração cheio de amor para com Deus e sua Igreja. Se ainda havia amargura no meu coração por ter sabido de coisas que não gostaria de ter sabido, essa amargura foi embora por ver tantos jovens que desejam viver com seriedade a proposta de vida de Jesus. Rezo para que eles perseverem no Caminho Novo de Jesus e continuem sendo evangelizadores de outros jovens, com sua alegria e entusiasmo.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Resposta de amor ao Amor

A liturgia da Palavra de hoje nos conduziu à memória do primeiro encontro que cada um teve com Deus, assim como foi o encontro de Isaías com Iahweh e de Simão Pedro com Jesus. O encontro pessoal com Deus é o que garante a seriedade de nossa vida cristã. Se esse encontro de fato aconteceu e marcou a vida de alguém, então essa vida ficará marcada para sempre e jamais permitiremos que isso seja esquecido ou abandonado. A nossa vivência vai ser marcada, não por um conjunto de regras ou proibições, mas pelo Amor de Deus em nós, e pelo Amor poderemos viver e assumir valores e atitudes que sejam a nossa resposta amorosa ao Amor do nosso Amado. A santidade de vida será uma declaração de amor ao Deus que é Amor.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O novo som...

Hoje comprei, em parceria com um dos meus afilhados, o Felipe, a primeira caixa para o som que utilizaremos aqui. Esse som será nosso e irá conosco onde formos, uma vez que o som da Igreja aqui é bastante ruinzinho. Ainda falta mais algumas caixas (ativas e passivas) e uma mesa de som. Sendo nosso, ficamos bastante à vontade para mexê-la e regulá-la quando e como quisermos e pode ser usada também em outros ambientes e situações.
Aqui faço uma reflexão: nós, católicos, pecamos seriamente ao não investirmos recursos para termos um bom sistema de som em nossas Igrejas. Paróquias que possuem uma boa situação financeira oferecem para seus fiéis um som às vezes de péssima qualidade, com ruídos e chiados que só causam desconforto a quem escuta.
Como estou há pouco tempo aqui e ainda não conheço bem a realidade da Paróquia, achei mais prudente que a aquisição fosse minha, pessoal, com também participação dele. Ficará a serviço da Evangelização aonde nós estivermos: hoje, no Bom Fim; amanhã, em qualquer outro lugar. Com o tempo, tomando mais o pé da situação, poderemos mexer melhor no som da Paróquia, a fim de podermos oferecer um serviço religioso e litúrgico mais eficaz para o nosso povo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A vida é um eterno recomeçar...

"A vida é um eterno recomeçar", diz uma conhecida música. De fato, principalmente quando se trabalha com jovens, esta se torna uma grande verdade. O período da juventude, entre adolescência e idade adulta, é relativamente curto, indo dos 14 até cerca de 22, 23 anos, mais ou menos. Este é um período em que podemos atingir os jovens, oferecendo a eles uma proposta de vida que seja de acordo com o Evangelho e com o Projeto de Felicidade que Deus deseja. Nossos Movimentos de juventude são uma oportunidade que eles têm de conhecer o Caminho Novo de Jesus. Felizmente conseguimos atingir um bom número de jovens. Infelizmente, eles permanecem na Igreja apenas por um curto período de suas vidas e, a seguir, nas suas opções fundamentais, poucos conseguem perseverar no Caminho. Quando chega a época de vivenciar na sua vida o que aprenderam, abandonam tudo e começam a viver numa espécie de relativismo, de paganismo prático. Acabamos por perdê-los e aí começamos tudo de novo, com outros adolescentes, na esperança de que continuem, na sua vida adulta, aquele Caminho que começaram.
Resta apenas a esperança de que a semente lançada no coração desses jovens, possa um dia crescer e produzir frutos. Na verdade, nós apenas a plantamos; quem a faz crescer é Deus.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Reflexões depois de um dia azedo...

A conversão das pessoas não é fruto apenas do nosso esforço de evangelizar: é ação do Espírito de Deus. É Deus quem mais investe em nós e aposta sempre na nossa adesão ao seu Plano de Amor. Nós somos apenas meros instrumentos nas mãos do Senhor. Entretanto, existem momentos em que parece que todo o nosso trabalho e investimento pastoral resulta em nada. Isso acontece quando percebemos que muitas pessoas não nos escutam, não nos valorizam e não procuram levar à sério aquilo que apresentamos como valores humanos e cristãos. Aí quebramos a cara ao ver alguns dos nossos indo por caminhos obscuros do pecado e da morte, fazendo exatamente o contrário do que sempre tentamos transmitir, indo para o fundo do poço de opções fundamentais que se mostram, com o tempo, equivocadas.
Tenho estado profundamente azedo por perceber este tipo de coisa dentro da minha vida e ministério. Tenho tido, muitas vezes, a impressão de estar pregando ao vento e de estar perdendo tempo...
Mas tudo bem... uns vão e outros vêm. O negócio é apenas semear e deixar que Deus faça crescer a planta da fé no coração daqueles que nos são confiados por Ele. Se, às vezes temos tristezas e decepções, as alegrias são maiores ainda. Continuemos, pois...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Venha logo, inverno!!!!!!

Até alguns dias atrás, o verão ainda estava suportável e eu não havia transpirado demais nas celebrações e atividades pastorais. Porém, desde sábado, o calor escaldante que se abate sobre o Rio Grande do Sul tem sido demais. Ontem, cheguei a passar mal durante a Missa Festiva de Nossa Senhora dos Navegantes, pela manhã. Durante o resto do dia não saí mais da frente do ar condicionado, tamanho mal estar me deu o calor. E o pior é que promete continuar assim até segundafeira. Ainda bem que a cada dia que passa, o inverno se aproxima...

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Nesta semana sai o primeiro exemplar do Jornal "Sou Bonfa", informativo da nossa Paróquia. Estou muito entusiasmado com isso, pois é o primeiro projeto pastoral da minha gestão aqui. Muitos outros projetos serão implementados, especialmente a partir de março. Tenho plena esperança de que maravilhas acontecerão nestas nossas comunidades, mais pela Graça de Deus do que pela minha não tão linda cara...

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Uma bênção ontem: à noite tivemos pizza aqui em casa, com minha irmã mais velha, cunhado e os três sobrinhos, mais o Thales e o Victor. Programa de família: estava realmente muito bom!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mais algumas considerações

Estive ausente alguns dias para oficiar o casamento religioso de um dos meus afilhados mais queridos, o Tiago Paixão e sua bem amada Marcinha. Por causa do encanto que tenho por essa dupla, abri mão de alguns princípios básicos. O primeiro, que é o de evitar viagens para oficiar casamentos. Desde que me tornei padre, pelo que me lembro, esta foi a terceira vez que fiz essa excessão. Não gosto de sair muito da minha Paróquia, por ver que esta deve ser minha prioridade número um. Mas foi por uma boa causa, afinal eles merecem! A segunda excessão foi o fato de ter propiciado dois momentos distintos para celebrar o amor dos dois: o primeiro, na sexta-feira, a cerimônia de casamento religioso, como manda o figurino, numa das Paróquias de Porto Alegre; o segundo, no sábado, onde, numa Celebração da Palavra de Deus, renovamos diante dos convidados, a Bênção ao novo casal. Embora tudo tivesse cara de casamento, deixei muito claro que este havia sido celebrado na véspera e ali estávamos para celebrar uma Bênção aos dois. Não houve consentimento na segunda cerimônia, somente na primeira. Portanto, ali não foi um casamento, nem tampouco simulação de casamento, por ter sido tudo muito claro e por haver tido na véspera o casamento religioso.
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Ontem, dia primeiro de fevereiro, celebrei os dez anos de minha chegada a Viena, na Áustria, onde vivi por três anos e três meses e pude fazer o meu Mestrado. Agradeço muito a Deus a oportunidade que me deu de lá viver. Valeu a pena e, confesso, que, às vezes, tenho vontade de tentar o Doutorado, embora ache que já passou a minha hora e que a minha saúde já não ajuda mais tanto. Mas, seja o que Deus quiser... Se o cavalo passar encilhado uma segunda vez...

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Neste dia dois de fevereiro, a Comunidade Nossa Senhora dos Navegantes celebra a sua Padroeira. Teve Tríduo e teremos Missa e Festa pela manhã e almoço. acredito que essa Comunidade tem tudo para crescer, tanto administrativamente quanto na Evangelização. O povo de lá é fantástico...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fim do Projeto Missionário Diocesano

No ano de 2005 gestei no meu coração e no meu ministério o Projeto Missionário Diocesano, Projeto este que visava duas coisas: primeiro, criar na diocese um espírito e uma alma missionária; segundo, criar um trabalho missionário na área compreendida entre o trevo e o pórtico de entrada na cidade do Rio Grande, com o surgimento de doze Núcleos Missionários, que se tornariam embriões de novas comunidades eclesiais. Quatro anos se passaram e hoje o Projeto Missionário chegou ao seu fim, com o surgimento de uma nova Rede de Comunidades, que ficarão a cargo do Pe. Gianni Menegazzi, PSDP, transferido da Catedral para lá. É claro que essa mudança significa um salto de qualidade no atendimento das comunidades daquela área. E temos consciência de que isso significa a frutificação de sementes que lançamos durante esse tempo. Louvo e agradeço a Deus pelos frutos do PMD! Com isso, termina definitivamente uma etapa do meu ministério. Continuaremos trabalhando na Prioridade da Missionariedade, levando mais a sério a organização do COMIDI (Conselho Missionário Diocesano).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Viver em relação

A alegria de estar em contato com outras pessoas é a grande característica do ministério presbiteral. Hoje, desde a metade da tarde, estive sempre com a casa cheia de jovens e adultos, seja para tomar chimarrão, seja para bater um bom papo, seja para confissões e aconselhamento. Viver com os outros e para os outros deve ser algo a ser buscado constantemente, pois com isso eu me humanizo enquanto pessoa e posso ser uma presença pastoral para eles, através da acolhida e da escuta atenta.
Como Padre tenho experimentado sempre essa proximidade das pessoas na minha vida. Desde Santa Vitória do Palmar, nos longínquos anos de 1991/92, ter a casa cheia foi característica do meu ministério e aqui não está sendo diferente. Gosto daqueles que gostam de mim, da minha companhia e do meu carinho. Não é apenas uma relação "profissional", mas de ternura e amizade; uma relação quase que de pai e filhos. A gente perde um pouco da privacidade, é verdade, mas os ganhos são infinitamente maiores.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ah, o inverno!!!!!

Como postei no Twitter, o bom do verão é saber que a cada dia que passa, o inverno se aproxima. De fato, curto muito o inverno, na mesma proporção com que detesto o verão. No inverno, a gente consegue conservar a dignidade, sem ficar suando feito um porco; a gente consegue se vestir legal, com boas roupas, que nos conferem um certo charme, enquanto que no verão, se fosse possível andar totalmente desnudo, assim seria. com as roupas de verão, todos os nossos defeitos físicos ficam à mostra e todas a nossa barriguinha, pelancas, assim como celulites e estrias ficam em destaque. No inverno dá gosto acordar bem cedinho e curtir o dia ainda escuro, com um bom chimarrão, ler um bom livro, tomar chocolate quente ou ainda café preto passado, com cognac... Sem contar que, pastoralmente, o verão mata todos os projetos e vida eclesial, pois todos querem descansar à beira mar, sem fazer nada... Portanto, que venha (e logo!) o tão sonhado, esperado e almejado inverno!!!!!

A vivência cristã

O cristianismo não pode ser algo de fachada, de verniz. Precisa ser vivido na sua intensidade e totalidade, porque senão vai nos conduzindo por um caminho de hipocrisia. Somente consegue dar este passo aqueles que, como Paulo, passam pela experiência do encontro pessoal com Jesus Ressuscitado. Viver um cristianismo de fachada e uma vida diferente daquilo que se diz acreditar torna a pessoa causa de escândalo para o mundo e a joga num inferno interior de uma vida sem sentido. O mundo olha com grande interesse para o testemunho dos cristãos. Este é o maior meio de evangelizar: por meio da nossa vida e da nossa santidade.