domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma, a nossa Presidente!

Enfim deu Dilma: temos, desde o dia de hoje, a primeira mulher eleita Presidente da República do Brasil. Depois de dois turnos de uma campanha eleitoral feia, com acusações de ambos os lados, com muita agressão e o fato novo do uso da religião como tema de debate, hoje fomos todos às urnas. Seja como for, foi a festa da democracia!
Agora começamos uma nova etapa: já temos presidente eleita, governador eleito, Congresso e Assembléia Legislativa prontos para começar a governar os nossos destinos. Na cidade, temos prefeito e vereadores já há dois anos trabalhando. Pode ser que esses não tenham sido os nossos eleitos, os que gostaríamos de ver lá (alguns eu ajudei a eleger com o meu voto; outros, não...), mas agora temos a obrigação cristã de rezar por eles e de ter respeito e obediência a eles. Na oração pela Pátria, feita quando acontece a Bênção do Santíssimo Sacramento, rezamos "pelo chefe da Nação e do Estado e por todas as pessoas constituidas em dignidade, para que governem com justiça"... Essa oração é o exemplo maior de como devemos nos portar diante da nossa nova presidente, que vai assumir em 01. de janeiro do próximo ano.


Recebo muitos emails com conotação política. Alguns eu leio e posso até concordar com o seu conteúdo. Acho saudável que haja oposição na política. Porém, quando nesses emails, o seu conteúdo afronta a imagem e a pessoa do Presidente da República, eu os deleto sem dó nem piedade, pois torna-se uma afronta ao País e à democracia. A partir de hoje rezarei e respeitarei a nossa futura Presidente da República, Dilma Roussef que, durante os próximos quatro anos governará o nosso país. Poderei até não concordar com suas idéias e decisões, mas é ela que foi a escolhida e precisa ser respeitada por isso. Que possa fazer um bom governo, conduzindo o Brasil pelo caminho da prosperidade e da justiça, com honestidade e competência, pois, se fizer isso, todos nós ganharemos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Trinta anos do meu "Milagre Vocacional"

Corria o ano de 1980. eu tinha, à época, 14 anos e havia resolvido, naquele mês de agosto, tomar a decisão de entrar para o Seminário Menor no ano seguinte. Sem falar para ninguém, descobri que em Rio Grande não havia Seminário e descobri, igualmente, que existia um na cidade de Pelotas e qual era o seu endereço. Escrevi uma carta e nada de resposta. Agosto passou e enviei outra. Já estávamos no fim de setembro e eu tinha dois problemas: a carta de resposta não chegava e eu não imaginava a reação da minha família à notícia da minha ida para o Seminário. Todos os dias eu esperava a chegada do carteiro. Ele sempre vinha, mas nada da carta!
Finalmente chega o dia 28 de setembro. início do Tríduo de Santa Teresinha, na Igreja do Carmo. Missa às 19h30min. Chego mais cedo e rezo diante da imagem da Santinha, pedindo: "Por favor, Santa Teresinha! Eu preciso de duas graças tuas: preciso que chegue a resposta do Seminário e preciso que minha família aceite minha vocação sacerdotal!

Dia 29 de setembro: nada da carta, pela manhã! Paciência! Vou de tarde para a escola. Ao voltar para casa, os meus pais me esperam com cara muito séria. O carteiro havia chegado novamente de tarde e a carta finalmente chegara, com envelope timbrado! "Filho, veio esta carta do Seminário de Pelotas. Tu queres ir pro Seminário? Se queres mesmo, conta com o nosso apoio!" E assim, no ano seguinte, entrei para o Seminário, começando assim uma linda história de amor!

Eis o milagre vocacional de Santa Teresinha: duas graças num só momento! Um milagre vocacional que, nesta terça feira completará trinta anos! Que possa este meu testemunho animar a todos a ter uma profunda amizade para com Santa Teresinha. Quando confiamos nossas dificuldades à sua intercessão, ela faz cair do céu uma verdadeira chuva de rosas!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sete dicas enquanto o Senhor não vem (Ricardo Sá - CN)

É preciso apressar nossa conversão, nos colocar no ritmo de Nosso Senhor Jesus. Nosso Senhor tem pressa, e a pressa maior é a nossa mudança de vida. É tempo de conversão para mim, o tempo de conversão é hoje, eu preciso me converter e cada vez mais. Tudo é uma questão de conversão, se a gente se determina a desejar ficar mais parecido com Nosso Senhor, pode vir os problemas que vier que a gente enfrenta, porque está enraizado em nós um desejo de conversão.De quem esse mundo precisa? De Jesus. Eu apresento a você sete dicas enquanto o Senhor não vem.Primeira dica: espírito de sacrifício. Eu me refiro as coisas que você no dia a dia diz: “eu não aguento mais aquela pessoa, aquela doença, esta vida...” Esse linguajar precisa sair da nossa boca. O que é para nós cristãos um espírito de sacrifício? Tem espírito de sacrífico quem sabe ver mais além, por detrás do problema, por detrás daquela pessoa. Por mais difícil que seja o problema, a pessoa acredita que Deus pode intervir. A pessoa aguenta firme sem reclamar. Aguentamos firmes porque temos a tendencia para fazer o mal, a gente aguenta por espirito de sacrifico e oferece. Vida penitencial: isso significa jejum, a penitencia que você há muito tempo não faz, enquanto o Senhor não vem, vida penitencial. Nada de reclamação da vida e das pessoas.Segunda dica: colocar em dia a vida de oração. Você diz que não tem tempo, mas você tem tempo sim. Nossa vida de oração precisa nos conduzir a intimidade com Deus, você precisa ser guerreiro na vida de oração, rezar todos os dias, para treinar nosso coração para ouvir o Senhor. Minha vida pessoal como Nosso Senhor é uma vida muita feliz, mas é uma vida de cruz, mas feliz. Ser cristão não é fácil. Se você não cultiva o bem que você recebeu na vida de oração, virá o mal para arrancar o bem de seu coração. Quanto tempo você gasta com Jesus Cristo diariamente? Seja um orante teimoso e diga muitas vezes: “Jesus me ensina a chegar até o teu coração”. Treine a alma na oração.Terceira dica: Santidade provada. O tempo é tão urgente que a nossa santidade está em tempo de prova. Não existe santidade sem passar pela prova. Prova de santidade a gente não escolhe, Deus nos dá. Ela serve para te fazer melhor, te fazer mais de Deus. Qual é a porta estreita para sua vida? Não reclame mais. É a sua doença? Aproveite para ser santo. Se submeta a prova que você está passando, identifique a prova que Deus hoje te faz passar. É tempo de santidade provada enquanto o Senhor não vem.
"É preciso dar a vida, senão não é amor"
Quarta dica: Fuja do mal. Com o mal a gente não dialoga, a gente foge do mal. Revistas, filmes, novelas... de que você precisa fugir? Ou a gente transforma os acontecimentos da vida para irmos para o céu, ou iremos para o inferno. Eu não aguento mais a minha superficialidade. “Senhor, livra-me do mal que me faz pecar”. Você precisa identificar as pessoas que te conduzem ao mal, fuja dessas pessoas. Você precisa dizer a essas pessoas: “assim eu não aguento, o problema não é com você é comigo”. Chega de escrúpulos e fuja para longe das pessoas que não te levam para Deus. Quinta dica: Vida apostólica. O que você tem feito por Cristo e sua Igreja? Há quanto tempo você não faz nada por Cristo e sua Igreja? Porque você está dodói? Talvez seu problema de saúde seja curado a medida que você trabalhe para Nosso Senhor. O Reino de Deus cresce em mim cada vez que dou de mim para os outros. A Igreja precisa de você com as capacidade que você tem. Vá na paróquia, eu duvido que você não encontre o que fazer.Sexta dica: Ame concretamente. Viva para os outros, tire os olhos de seu umbigo, tire os olhos de seus objetivos, ame. É preciso dar a vida, senão não é amor. Quais são as pessoas que faz você deparar com o que há de pior em você? Viver para os outros é dar uma atenção contínua a quem está ao meu redor. Sétima dica: Perdoar. Você precisa perdoar. Perdoe-me se você me viu de cara feia, nervoso. Eu preciso do perdão de vocês porque sou muito orgulhoso, arrogante e preciso do perdão de vocês. Perdoe em nome de Jesus.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Retomando...

Depois de tanto tempo e tanta correria neste semestre, finalmente eis-me aqui novamente dando sinal de vida. De fato, o tempo urge: imenso é o trabalho que temos pela frente e o tempo se esvai com imensa rapidez. "O mundo anda depressa e não podemos parar", já nos ensinava João Batista Scalabrinni, bispo italiano do século XIX. Por isso, não me permito ficar parado, enquanto tantas pessoas precisam escutar a Palavra de Deus, experimentar o seu Amor e não tem quem anuncie sua Palavra e lhes leve o seu Amor. É por isso que sempre de novo começo, pois o uso das novas mídias se faz mais do que necessário, sendo uma exigência para a Evangelização, pois com todos os meios e por meio de todas as mídias, a Boa Nova precisa ser anunciada. Portanto, ao trabalho!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um oásis no deserto

A nossa Paróquia, na preparação para a Solenidade do Coração de Jesus, realizou, a exemplo dos anos anteriores, na Paróquia de São José Operário, as 72 Horas de Adoração ao Santíssimo Sacramento. Este ano, dedicamos os três dias à oração pelos Sacerdotes, pois estávamos concluindo o Ano Sacerdotal. A partir daí começamos a realizar, todas as quintas feiras, das 9h às 19h, o "Dia de Adoração". Este tem sido um verdadeiro "oásis" no deserto para muitas pessoas. Durante o dia, muitos, cansados e oprimidos pelo trabalho e pelos estresses cotidianos, encontram na Adoração a Jesus Eucarístico a força e o ânimo para continuar sua jornada. Para mim também a Adoração tem sido esse oásis no deserto. Sempre fui apaixonado pela Adoração e sempre encontrei no senhor Eucarístico a renovação das minhas forças.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O demônio meridiano

Puxa vida! Cerca de um mês e meio sem uma única postagem! De fato, não foi falta de assunto, pois muitas coisas bonitas aconteceram nesse período. Acontecimentos e fotos, que mereceriam ser postadas, mas... sempre tem um mas... e o tempo que vivo atualmente não tem sido dos mais agradáveis, na medida em que enfrento, já faz tempo, o chamado demônio meridiano. Essa fase, que já venho sentindo há anos, não havia ainda sido interpretada dessa maneira. Esse tempo, que surge na meia idade, afeta de um modo específico quem é padre, religioso(a) ou consagrado(a), que procura viver de modo fiel à sua vocação. Descobri outro dia isso, lendo um livro, que tenho desde os tempos de seminarista e que nunca tinha lido.
Na primeira metade de nossa vida (até cerca de 40 anos), temos totalmente saúde, energia, força para fazer todas as tarefas que nos são propostas. A própria vivência da vocação se dá de um modo praticamente natural, sem grandes esforços. O fato de sermos jovens atrai as pessoas e isso aumenta a nossa auto-estima. Ao chegar a fase dos 40 anos, estamos no meio dia da nossa vida (daí o nome demônio meridiano ou demônio do meio-dia). A partir dessa fase, inicia um caminho descendente, ou seja, começa a haver um declínio em todos os sentidos: na saúde física e emocional, na energia em realizar as atividades necessárias, que diminui e também começamos a perceber no horizonte o fim da vida.
Ao mesmo tempo em que enfrentamos tudo isso, chega-se ao meio caminho na vivência do sacerdócio ministerial. Em janeiro próximo estarei celebrando 20 anos de padre. Após esse tempo, a pergunta que muitas vezes faço é: “Valeu a pena?” Valeu a pena todo esse tempo dedicado? Valeu a pena abrir mão de constituir família e a possibilidade de fazer alguma carreira mais “rentável”, para, na pobreza, nos trabalhos e na solidão, servir e amar sabendo que na maioria das vezes não teremos retorno ou compensação? Todas essas perguntas muitas vezes passam pela minha cabeça e meu coração. Porém deixo claro: jamais passou pela minha cabeça deixar o ministério ou abandonar o barco! A tentação do demônio meridiano consiste em deixar a vida seguir, sem sal, sem luz, sem entusiasmo. Fazer aquele “basicão”, sem o “plus” que às vezes é tão necessário na vida do padre e que sempre procurei ter como característica. Tenho procurado fazer bem todas as coisas, mas muitas vezes por meio de um imenso esforço e com um tremendo cansaço. Graças a Deus, a Missa é, para mim, a maior fonte de Graça, que me fortalece mesmo nos momentos mais difíceis.
Fiz questão de partilhar essa descoberta e esses momentos que vivo. São momentos difíceis, mas que fazem parte da vida do padre e, por isso mesmo, são momentos belos e enriquecedores. Assim vocês podem descobrir que o padre é alguém humano, que passa pelas crises que qualquer ser humano passa na sua existência e que vai vivendo sob luzes e sombras, crescendo e declinando, na direção da velhice e da morte. Espero que essa partilha ajude vocês a entender e a entender-se, uma vez que todos nós enfrentamos ou enfrentaremos, mais cedo ou mais tarde, o demônio meridiano. O melhor exorcismo para esse demônio é a oração confiante diante de Deus e o alimento da Eucaristia e da Palavra de Deus. Que possamos exorcizá-lo para encontrar, em Deus, a nossa Paz!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mostardas e Tavares



Estou em Mostardas e Tavares nesse feriado de Corpus Christi. Vim para cá ajudar na condução de um enconro com os jovens daqui e participar com o meu afilhado, Pe. Péterson, da Missa e Procissão de Corpus Christi, em Tavares. Estar com o Senhor é um privilégio imenso. Poder conduzí-lo numa Festa dessas é uma honra maravilhosa.

O encontro com a juventude daqui foi muito divertido e produtivo. Eram mais de oitenta jovens. Durante quatro horas fizemos uma Gincana com eles e procuramos das uma boa orientação à sua vida cristã, em diferentes aspectos abordados, como vivência eclesial, namoro e sexualidade, convívio com os adultos e sonhos de vida. Eles curtiram muito e eu mais ainda.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Obituário do Padre Frei Agostinho Grings, OFM

Frei Agostinho Grings partiu...PADRE FREI AGOSTINHO GRINGS, OFM: Síntese de uma biografiaWilibaldo é filho de Germano Grings e Mônica Krötz Grings, nascido no dia 04 de fevereiro de 1918, em Linha Imperial - Nova Petrópolis - RS, foi batizado dois dias depois (6.2.1918), na Linha Imperial e crismado em 1925, na Paróquia de Porto União –SC. Depois de ir à escola por dois anos, em Porto União, foi levado a Divinópolis-MG, por Fr. Paulo Stein, onde, após outros dois anos, completou o primário. Começou a cursar o ginasial em Minas e voltou a Taquari por certo tempo, mas completou o Curso ginasial apenas em Katwijk aan de Rijn, na Holanda. Ali também completou o segundo grau equivalente. Estudou filosofia em Venray (Holanda) e curso parte da Teologia em Alverna-Wychen (Holanda), completando o curso em Divinópolis-MG. Entrou no noviciado em Hoogcruts (Limburgia-Holanda), no dia 07.09.1934, recebendo o nome de Frei Azevedo. Fez a primeira profissão no dia 08.09.1935 e com o nome de Frei Agostinho professou solenemente, em Divinópolis, no dia 14 d julho de 1939. Foi ordenado diácono, em Belo Horizonte, no dia 15.12.1940, e sacerdote, por D. Antônio dos Santos Cabral, em Belo Horizonte, no dia 26 de outubro de 1941. Em 1942 começou a lecionar em Santos Dumont, no Seminário. Em 1950 foi nomeado Secretário provincial, morando em Divinópolis até que, em 1957, foi enviado ao Seráfico, em Taquari, para ser professor. No dia 21 de novembro de 1958, escreveu carta ao reverendíssimo Padre Provincial, oferecendo-se para ser missionário em Java ou no Congo Belga. Escreveu: “Não sou sujeito de muito entusiasmo e arrebatamentos e arroubos, como também não estou nada descontente com o trabalho e com os confrades daqui; mas é simplesmente assim: estou à disposição!”. Em 1962, foi o primeiro Reitor do S. Pascoal, em Três Passos. Em 1965 começou o serviço de Mestre dos Irmãos, em Daltro Filho. No dia 02 de março de 1966 assumiu a Secretaria da nova Custódia, em Porto Alegre. De 1969 a fins 1974 foi vigário paroquial de Alegria e Chiapetta. No dia 24 de dezembro de 1974, escreve ao Padre provincial Frei Cláudio: Enquanto em outras paróquias os padres estão ocupadíssimos em ouvir confissões, e eu estou aqui todo folgazão ... em todo caso, tenho folga par escrever”. Escreveu para pedir licença a fim de viajar a Minas. Ele reconhece que já é tarde para pedir licença “oficial”, mas está resolvido ir assim mesmo. E diz textualmente: “Considero a licença dada, se não puder conseguir a licença expressa”. Em Chiapetta e três Vendas (atual Inhacorá) a vida não era fácil. No povoado, no meio do campo, um tal de Dr. Fontoura – que não era doutor de nada, fizera um Hospital e exercia a profissão de médico. Era inimigo dos padres, combatia-os abertamente. Antes de viajar pra fazer retiro, Fr. Agostinho confessou que não podia desejar o mal para os inimigos, mas a gente pode rezar para que Deus leve o tal Dr. Fontoura. Oração forte do Fr. Agostinho! No dia seguinte, o falso médico morreu. Fr. Agostinho estava em retiro. Não precisou vir fazer o enterro... No dia 21 de janeiro de 1975, Fr. Agostinho escreveu uma belíssima carta ao atual Card. Dom Cláudio, na qual conta que, em Chiapetta, dorme na sacristia, pois não há casa canônica, nem cozinheira, almoço nas famílias, não pode ter horário. Sentia nos ares que ia ser transferido, deixando Fr. Lino a sós, ali. Acena, então, com a missão no Mato Grosso ou Goiás. Mas, não como chefe. O ano e 1975 o encontrou como pároco de Vila Fão, mas só até fins de julho, pois em agosto do mesmo ano assumiu a paróquia de Daltro Filho. EM Dezembro de 1980 virou vigário cooperador em Passo Fundo. No dia 27 de dezembro de 1983, membro do corpo de Formadores, assumiu o Juvenato Medianeira para candidatos adultos, em Agudo. No dia 24 de marco de 1984, o Governo provincial, em carta do então Ministro, comunicou que se possibilitasse a Fr. Isidro e Fr. Agostinho, por ocasião de seu jubileu de ouro, viajar à Holanda, a fim de visitar os colegas de curso e celebrar com eles o jubileu, peregrinar a Assis, Roma e Terra Santa. Note-se, eles não haviam pedido essa graça! Mas 1988, já era vigário paroquial em Três Passos. Em janeiro de 1990, fez um curso de História, com duração de cinco dias, em Petrópolis – RJ. Foi o único curso que fez, além daqueles obrigatórios para chegar ao sacerdócio. No dia 01.03. 1991, ainda sempre membro da Comissão de História da Província, começou seu ministério na periferia de Rio grande e capelão da Santa Casa. Ficou ali dez anos. No dia 04 de janeiro de 2001, o Ministro provincial, Fr. Nestor I. Schwerz, pediu-lhe que permanecesse em Rio Grande até meados de março. Depois de “fazer um bom período de férias, entra em nomeação anterior, aquela em relação a Daltro Filho”. Permaneceu no Convento S. Boaventura até aquele dia em parecia ter sumido. Não veio para as vésperas nem veio jantar. A fraternidade começou a procurá-lo, primeiramente por todo o Convento. Depois, os Freis percorreram a Vila em sua procura. Foi encontrado desmaiado, frio, no piso dum banheiro que não era de seu quarto. Após esse susto, Fr. Agostinho veio morar no Lar Monte Alverne. Estávamos no final de 2001. Ele descansou tranquilamente no Senhor, em torno das 10h do dia 28 de abril de 2010. Fr. Agostinho, descanse em paz e não se esqueça de rogar por cada um de nós, seus confrades, por seus muitos ex-alunos e ex-paroquianos, e por toda a sua/nossa Província, em seu ano capitular. Requiescat in Pace!
Tirado do Site dos Franciscanos-RS

Obituário do Padre Hugo Neves Ferreira, SDB

Obituário do Padre Hugo, na Zero Hora de 02/06/2010: Um dos padres mais antigos do Estado encerrou sua missão no início da tarde de ontem, em Rio Grande, na região sul. Aos 96 anos, Hugo Neves Ferreira morreu de causas naturais em seu quarto, dentro das dependências do Colégio Salesiano local. O corpo foi velado na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, ao lado da igreja homônima que recebe a missa de corpo presente às 14h de hoje. O enterro ocorre às 15h, no Cemitério Católico de Rio Grande.Natural da cidade, o padre pertenceu a uma família com 17 irmãos, todos falecidos. Nasceu em 3 de fevereiro de 1914. Entrou como aspirante na Congregação dos Filhos de Dom Bosco em 1932 e foi ordenado em 1940, em São Paulo, Estado em que passou pelas cidades de Lavrinhas e Pindamonhangaba.Em 1963, voltou ao Rio Grande do Sul, como pároco da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, em Bagé. Em 1965, regressou a Rio Grande para atuar como diretor do Colégio Salesiano Liceu Leão XIII. Em 1967, migrou para Porto Alegre. Entre 1975 e 1978 trabalhou no Rio de Janeiro, voltando outra vez a Rio Grande, para ser pároco da catedral local.Sua última função foi como vigário paroquial e capelão da Beneficência Portuguesa. Rezou missas até os 90 anos, quando, em virtude da idade avançada e da doença de Parkinson, abandonou a função.Vivia no Colégio Salesiano. Na manhã de ontem, participou da missa interna e comungou. Almoçou com os demais sacerdotes e foi para seu quarto, onde se sentiu indisposto. Por volta das 14h15min, morreu.

Aprendendo com os nossos padres falecidos

O exemplo desses dois padres servem para nós, padres "menos velhos", que estamos a caminho do Senhor, em plena atividade ministerial. A vida de oração intensa e de doação pastoral marca a existência de tantos padres que se tornaram exemplares para a Igreja. Por vivermos numa sociedade totalmente marcada pelo "vírus" do egoismo, nós, padres, precisamos assumir uma postura mais altruísta e dedicada nas nossas relações, seja com os nossos fiéis, seja com as pessoas que convivem conosco. Porém, confesso que nem sempre isso é tão fácil... Desgastar-se pelos outros é o ideal para todo e qualquer sacerdote, mas como todo e qualquer ser humano, necessitamos ser estimulados continuamente com gestos de acolhida, carinho e amor, pelas pessoas que nos rodeiam. Graças a Deus, em todos os lugares por onde andei (e também agora, aqui no Bonfa), encontrei muita gente que me ama e me acolhe, fazendo com que a minha doação de vida seja recompensada pela doação de tanta gente que me quer bem.

Duas mortes e dois exemplos de vida sacerdotal


Hoje a irmã morte veio nos visitar duas vezes. Pela manhã, na reunião do Clero fomos informados do falecimento de Pe. Frei Agostinho Grings, OFM, no dia 28 de abril, em Porto Alegre. Frei Agostinho foi capelão da Santa Casa do Rio Grande entre os anos de 1991 e 2001. Se existe alguém que posso ter como modelo de santidade no Clero foi Frei Agostinho. Homem de Deus, de profunda vida de oração e zelo pastoral, dedicou-se com absoluta radicalidade ao povo que lhe foi confiado. Mesmo com idade avançada, sentia imensa alegria em celebrar em nossas comunidades, auxiliando os padres em suas Paróquias. Aos sábados, rezávamos juntos a Liturgia das Horas e preparávamos a homilia dominical, com um bom chimarrão e depois café da manhã. Tenho certeza de que agora teremos no céu um grande intercessor e modelo.

Agora à tarde faleceu o Pe. Hugo Neves Ferreira, SDB, riograndino, salesiano, aos 96 anos de idade. Padre Hugo foi um grande mariano, homem de profunda vida espiritual, amante da Eucaristia. Não tive com ele o grande contato que tive com Frei Agostinho, mas sempre tive uma grande admiração por ele e vi nele modelo de um filho predileto de Nossa Senhora.

que estes dois Padres, no término do Ano Sacerdotal, rezem por nós, padres do Terceiro Milênio, e nos ajudem a sermos fiéis ao Reino de Deus. Espero que no dia de minha morte eu possa ser lembrado pelo bem que pude realizar.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Novos registros fotográficos

Mais de ano após ter tido minha câmera digital roubada, consegui comprar outra. Por isso, voltei a registrar fotograficamente momentos importantes e significativos da minha vida e ministério. E aqui vão os registros:

Na Ordenação Diaconal de Fernando Weber, em 23 de maio de 2010.

Como sempre, com a gurizada na volta. Do "Novo Amanhã" para o "Missão Jovem"...


O ministério da pregação é uma das tarefas mais apaixonantes do meu sacerdócio...


Concluindo: sou muito feliz sendo Padre!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A alegria de servir o Reino

Exercer o ministério sacerdotal é um grande Dom e Presente de Deus para a vida de quem é chamado e aceita com alegria e generosidade de coração. Posso dizer que sou muito feliz sendo Padre e atualmente vivo um dos momentos mais belos e fecundos de minha vida sacerdotal. É claro que tenho muitos sonhos e projetos de vida pela frente e que esses sonhos e projetos vêm do Coração de Deus. Minha vinda para o Bom Fim é parte desse sonho de Deus, que ainda não consigo vislumbrar com clareza, mas procuro estar aberto àquilo que Ele deseja para mim. A única coisa que desejo é fazer a vontade de Deus. Conseguindo isso, tenho a certeza de que serei feliz.
Espero não andar sozinho. Conto com muita gente caminhando junto, num mesmo ideal de santidade e de fidelidade ao Evangelho. Caminhando junto rumo ao Reino de Deus, anunciado e vivido já neste mundo, na esperança do Definitivo. Sonho com gente que viva, vibre, cante e encante por causa das coisas de Deus. Louvo ao Senhor por aqueles que fazem parte da minha vida e meu ministério, colocando seus dons a serviço do Reino, trabalhando juntos na mesma causa e com o mesmo ardor.
E que não nos cansemos de cantar, de caminhar, de nos apaixonar por Deus. Como Pedro, possamos proclamar: "Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo!"

domingo, 2 de maio de 2010

Repercussão dos Cursos de Jovens de abril

Termina hoje a maratona de Cursos para jovens, envolvendo dois Movimentos dos quais faço parte como diretor espiritual. Tivemos entre os dias 16 e 18 de abril o 48. Nazareth, com 76 jovens de idade entre 14 e 17 anos. No fim de semana seguinte (22 a 25 de abril), aconteceu o 99. Emaús do Rio Grande, que foi atendido espiritualmente pelo querido colega e amigo Pe. Eduardo Oliveira, meu sucessor na Paróquia de São José Operário e responsável pelo Setor Juventude em nossa Diocese. 24 meninas participaram desse Emaús. De 29 de abril até hoje aconteceu o centésimo Emaús, este masculino, com a participação de 25 guris.
Curto muito trabalhar com a juventude. É algo que me renova, rejuvenesce e me faz ser melhor. Ao assistir uma das palestras, neste Emaús masculino, percebi o quanto tenho sido importante na vida dessa garotada. O testemunho do guri que deu uma das palestras lá me fez perceber que muito do que falo e oriento repercutiu e repercute muito na vida dele. Essa palestra me incentivou a continuar firme no trabalho com jovens e na proximidade com eles. Ela me ajudou (e muito!) a acreditar no meu ministério com eles e a redescobrir o quanto sou amado e querido por eles. Não preciso mendigar amor e reconhecimento, porque às vezes os que verdadeiramente me amam estão bem próximos e confesso que muitas vezes não percebo e nem valorizo como deveria fazer...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

"Sabias da última notícia?"

"Padre Gil, tu sabias o que estão dizendo por aí? Sobre a última notícia?" Gelei, por achar que era alguma notícia má, quem sabe alguma tragédia. afinal, receber um telefonema em plena manhã de domingo só podia ser mau agouro. "O que foi?", perguntei meio que ressabiado. "JESUS RESSUSCITOU!", gritou do outro lado da linha. Esta Boa Notícia aliviou minha alma assustada. De fato, esta é uma grande Boa Nova, que precisamos acolher e espalhar para os outros, com grande urgência. Diante de um mundo depressivo, cheio de más notícias, esta Boa Nova alegra os corações e dá um renovado sentido à nossa vida. Quando acolhemos e espalhamos esta Boa Nova, tornamo-nos evangelizadores do Reino de Deus, seja por meio de nossas palavras, seja por meio de nossa vida.
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A Semana Santa e os festejos pascais aqui no Bonfa foram perfeitos. Liturgia bem preparada, as músicas fantásticas, inúmeras confissões. Tudo saiu muito melhor do que eu poderia imaginar. Na Comunidade dos Navegantes pela primeira vez todas as cerimônias foram realizadas, com muito boa participação de povo.

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A todos os visitantes do nosso Blog do Padre, desejamos um feliz Tempo Pascal, com a presença do Senhor Ressuscitado!