quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Nós somos aquilo que plantamos


A Parábola do Semeador (Evangelho de hoje, em Mc 4,1-20) pode ser sintetizada na seguinte frase: "Somos a colheita daquilo que plantamos." Em todos os aspectos de nossa existência, nós somos aquilo que plantamos. Por exemplo, cada um dos quilos que possuo é fruto de cada um dos quilos que comi. Por isso, a colheita de nossas vidas é o resultado das nossas escolhas, sejam elas escolhas boas, positivas ou escolhas nefastas, negativas. Quando Jesus apresenta os diferentes tipos de terreno (à beira do caminho, cheio de pedras, no meio dos espinhos ou terra boa...), Ele está apresentando as diferentes formas de plantio e as diferentes formas de reação nossa às sementes que nos são oferecidas durante nossa vida. Se a colheita é ruim, a culpa não é da semente, mas do terreno, que não a trata da forma devida. Por isso, para ser um terreno bom, é preciso ser tratado: devemos retirar as pedras, os espinhos, devemos ará-lo, colocar adubo, fazer com que a semente seja bem acolhida...
Fazer as escolhas certas é a consequência desta parábola, agindo sempre de forma a tratar bem as sementes que nos são ofertadas. Quando não fazemos isto, acabamos sofrendo, pagando o preço de nossa irresponsabilidade. E o mais trágico é perceber que inúmeras vezes é tarde demais para mudar o destino de nossa existência, pois a hora do plantio já passou e a colheita pífia que surge já não poderá mais ser melhorada. Por isso, antes que seja tarde demais, vamos cuidar do plantio, da colheita, para termos, no fim, uma colheita que renda, trinta, sessenta, cem por um...